" O Monte ", Kerolaine Menezes, Rafaela Paz e Rhaíssa Ferreira (Olimpíada de Língua Portuguesa)

Centro de Porto Alegre pessoas correndo, barulho, fumaça e muito mau humor A visão que temos geralmente nunca é boa só vamos para lá com o objetivo de solucionar problemas

Sempre com pressa e estressados Em uma visão histórica o centro é lindo, mas hoje em dia quando vamos nele nunca é para apreciar sua beleza Porto Alegre é tão cheia de prédios, pontes, carros e poluição Já O Monte um lugar na Zona Leste de Porto Alegre é conhecido por poucos Um lugar calmo, cheio de natureza e com uma vista exuberante

Lá é o lugar onde muitas pessoas vão para rezar e se sentir em paz No percurso para chegar ao monte podemos ver algumas plantações e caminhos/trilhas que vão ao desconhecido Alguns podem se perguntar o porquê as pessoas vão ao monte rezar Então uma citação de um livro chamado "O Monte Cinco" do autor brasileiro Paulo Coelho "Para que pudesse ver o vale, a cidade, as outras montanhas, as rochas e nuvens

O Senhor costumava mandar seus profetas subir as montanhas, para conversar com Ele Eu sempre me perguntei porque fazia isto, e agora entendo a resposta: quando estamos no alto, somos capazes de ver tudo pequeno Nossas glórias e nossas tristezas deixam de ser importantes Aquilo que conquistamos ou que perdemos fica lá embaixo Do alto da montanha você vê como o mundo é grande, e os horizontes são largos

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PORTUGUÊS é um PESADELO? 😰 As MAIORES DIFICULDADES que tenho EM APRENDENDO PORTUGUÊS

Oi galera como vai! Nesse vídeo quero contar algumas coisas que me deixam com pesadelos sobre a língua portuguesa e com quais tenho as maiores dificuldades em português E se você é novo aqui e quer aprender mais sobre línguas e culturas, inscreva-se no canal! E antes de começar esse vídeo, aqui minhas redes sociais caso você quer me seguir numa delas! Eu já fiz vídeos sobre o meu caminho de aprender português, quais coisas eu achei difíceis na língua e quais palavras eu gosto

Caso você quer assistir, vou deixar um link para a Playlist aqui no cartão Então, vamos lá 1 Gramática A primeira coisa é, e acho isso vale para qualquer língua, algumas formas e construções gramaticais E não estou falando de usar o gênero certo ou conjugar um verbo, mas das coisas como pretérito perfeito composto (eu tenho feito) ou pretérito mais-que-perfeito composto (Eu tinha feito) Eu sei que se usa ambas no passado, um para expressar uma coisa que começou no passado e ainda continua e outra para expressar algo que aconteceu antes de outra coisa, mas mesmo assim, dá sempre para confundir

Outra forma é o subjuntivo, especialmente o passado dele É difícil distinguir quando falar eu fizesse ou eu tivesse feito 2 A pronúncia A segunda coisa, e acho que isso você já percebeu, é a pronúncia de algumas coisas Tem muitas palavras que acho difíceis para pronunciar, porque as vezes eu falo os vocais igual em alemão

Só para dar alguns exemplos, cabeleireiro fica difícil por tem duas vezes “eir” Outra coisa são as palavras com os sons nasais, tipo “maçã”, “lã”, “fã” etc 3 Sotaque Eu já falei disso antes, e recebo ainda comentários sobre o sotaque Bom, ter sotaque faz parte de falar outras línguas

Mas também incomoda na pronúncia de certas letras Eu tenho sotaque em inglês e espanhol igual E provavelmente você, quando fala outra língua, também tem sotaque Mas são as pequenas coisas que ficam difíceis de tirar, tipo o som de “z” , “ç” e “s” Por exemplo, taça, casa e zueira

Também tenho problemas as vezes de falar o “di”, ou seja, eu não estou sempre seguro quando falar, pois não se fala sempre 4 As similaridades com espanhol Isso pode ser uma vantagem e uma desvantagem No início, eu confundi muitas coisas e as vezes isso ainda acontece Mas como eu uso mais o português do que o espanhol, eu tenho mais o problema de falar espanhol sem misturar português agora

Porém, tem muitos falsos amigos ou palavras que tem um outro significado em cada língua 5 A letra “R” e “L” Esse é mesmo meu maior pesadelo, porque mesmo treinando, eu não consigo tremer o R tanto como eu quero Fica um pouco mais fácil porque não se treme tanto como em espanhol e palavras como “carro” eu consigo pronunciar quase certo, mas quando tem uma palavra onde tem que tremer, daí fica difícil Outra letra que fica estranho e o “l” e antes eu nem percebi, mas sempre pronunciei errado

Por exemplo, sempre tenho que pensar que se fala “bousa” e não “bolsa” Esse fenômeno já não tem em espanhol, que não facilita muito E quais são as coisas que deixam você com pesadelos sobre aprender uma língua? Deixa nos comentários! E se você gostou do vídeo, deixa seu like, compartilhe com seus amigos e não esqueça de se inscrever no canal!

Acentuação gráfica – Aula 2 – Língua Portuguesa (Concursos)

olá pessoal me chamo andré sou professor do Índice Cursos e estou aqui para fazer mais a questão da situação para vocês vamos pra a tela questão 2 ano 2018 vai crescer órgão prefeitura do canto do buriti – piauí uma prova de nível superior o cargo assistente social identifique alternativa incorreta dentre as abaixo alternativa "a" as palavras década e paletó são respectivamente, proparoxítona e oxítona "b" a palavra implacável é acentuada por ser uma paroxítona terminada em l "c" a palavra jogo não é acentuada por ser paroxítona terminada em o "d" a palavra distraísse é acentuada no ditongo "e" mesmas regras de acentuação justificam emprego do assento em tráfego e tráfico a gente percebe que essa questão um pouco mais elaborada a resolução da questão é naquele mesmo sentido que foi explicado no vídeo anterior basta fazer a separação silábica circular a sigla que está o acento tônico e ver se ela é a classe deve ser proparoxítona, oxítona, ou paroxítona então na resolução dessa questão a letra décadas e paletó percebemos que décadas é uma proparoxítona e paletó a oxitona então a alternativa está correta a alternativa b e implacável é uma para oxítona terminado em l certo então era também está correta certa também dá claspar óxidos jogo a jogo é uma parvoíce determinado em o mas sabemos que os paraciclos terminado e ou não são acentuadas até então ela está correta também certo a alternativa de se distrair se era disse que a senhora porque é onde tom mas na realidade ela a senhora porque ela é um hiato seja é uma vogal que ficou na sigla separada e que recebe a situação vou fazer parte encontro convocado por último tráfego e tráfego tráfego proparoxítona tráfico própria bicicleta também vemos que a síria está o antepenúltimo é palavra a questão visto é que o significado é diferente é tráfego se remete à trânsito enquanto o tráfico se remete as coisas ilícitas e ilegais mas aqui ea festa na situação ela é a mesma coisa certo então a ela também está correta descobrimos através da separação silábica que a alternativa d está certo por último a questão 3 trouxemos a questão do sucesso né ela também dá uma variável do tipo de prova ea questão de alto nível que é da polícia federal então percebemos como disse anteriormente que atacar em todo o nível de concurso mas vocês sabem a separação silábica você vai conseguir se dar bem não se preocupe pois ter no série e história acentuou se em conformidade com a mesma regra ortográfica certo ou errado bem sabemos que série é uma paróquia terminada em tom zé e história também é para os ricos e militou aqui achando então vai ser aplicada depois mas o que precisamos saber aqui é da separação e da situação e vemos que série que a apagar-se para que eu seja pelo vacilar da palavra está correta tal mesma forma que a história então gabarito sé bom pessoal essa foi mais uma questão do índice cursos e estamos aqui fazendo gestões para vocês se darem bem na sua prova de concurso é mais

EU NÃO QUERO PERDER A LÍNGUA PORTUGUESA, POR ISSO…

Ola pessoal, como estão? Espero que sim! Hoje eu vou falar sobre o que eu não esqueço dos portugueses aqui, na Coreia Eu acho que estou fazendo muitas coisas diariamente porque Eu quero perder meu português, isso é muito importante! Então, é claro, na Coréia, eu não tenho oportunidade de falar Português com alguém

E é muito difícil encontrar brasileiros; Eu vou continuar tentando, mas eu não acho que vai ser fácil conhecer! Que triste! Então, no Quando voltei aqui, senti Eu estava perdendo o que aprendi e fiquei triste Eu me preocupei muito porque eu já esqueci o inglês depois de morar em Estados Unidos por um ano Você sabe, eu falei inglês bem, mas depois de voltar, É difícil terminar uma frase sem parar, assim: você sabe que eu Então, para não perder a linguagem novamente, comecei a fazer muitas atividades assim que cheguei na Coréia Aula particular pelo Skype eu ainda tenho aulas particulares com o mesmo professora com quem eu estudei no Brasil, no Skype! Claro, eu posso levar a aula pessoalmente com os outros professores que moram aqui, mas meu professor me conhece muito melhor do que os outros, certo? Eu aprendi com ela desde abril do ano passado Felizmente ela já ensinou o Skype, então eu também Pedi a ela que me ensinasse depois que eu voltasse para a Coréia Eu aprendo com ela apenas uma vez por semana, por uma hora, e isso não é muito, mas o suficiente para manter meu português! Fale com meus amigos É um pouco difícil conversar com meus amigos Whatsapp, mas estou ficando um pouco

Isso não é suficiente para matar a saudade, mas eu Eu realmente aprecio a tecnologia que nos faz ser convencido Graças a boa tecnologia, podemos falar por aplicativos, certo? YouTube Falar com meus vídeos tb é muito bom! Nos vídeos eu falo sobre muitos assuntos, que às vezes são complicados em relação à cultura, certo? Essa é uma boa maneira de praticar de qualquer maneira! Quando edito meus vídeos, tenho que ouvir Eu falarei novamente e depois terminarei aprendendo mais tb! Além disso, assisto muitos vídeos em português! Agora estou amando os vídeos da Masterchef Brasil Pessoal, é muito legal ver as pessoas que fazem comida bem, comidas brasileiras! Isso está me ajudando muito! Às vezes eu choro com as pessoas no programa haha, na ida e volta Trabalho, eu sempre assisto no metrô Gente, não conte quem ganhou ou quem Por favor, ainda estou assistindo o episódio 4 da sexta temporada haha E se você puder recomendar esse tipo de programa, me recomende, por favor! Vai ser bom se o programa tiver todas as temporadas no Youtube! Música eu não sei muuuuitas músicas brasileiras, mas estou ouvindo mais músicas brasileiras agora

Quando sinto falta do Brasil, ouço Eu acho que ouvir música é a melhor maneira de sentir o Brasil, é como se eu Eu estava no Brasil! Mesmo se eu estiver no metrô aqui, se eu ouvir um Música brasileira, será mais fácil para mim lembre-se da vida lá, do Brasil diariamente Quando eu estava no Brasil, escrevi quase o dia todo, em coreano, em um dia Especialmente quando eu estava viajando, escrevia todos os dias no meu diário, para lembrar melhor! Depois de voltar, decidi escrever um diário em português

Eu não sou capaz de escrever o suficiente, digite uma vez por semana, mas vou continuar porque eu sei que a escrita é importante para aprende de maneira avançada! Então é isso que eu faço para manter a língua portuguesa, acho que tem Algumas coisas, como ler alguns livros, sabe? Vou tentar mais e quero conversar ainda melhor do que quando estava no Brasil Eu acho que você tem experiência com o aprendizado de línguas estrangeiras e com o desafio / sofrimento pode trazer também, né? Compartilhe comigo suas dicas no comentário! Muito obrigado por vir comigo desta vez até o próximo vídeo! Adeus!

Linguagem falada e Linguagem escrita

olá hoje eu vim falar sobre lingujem falada e a linguagem escrita é muito diferente sim! no rio é diferente porque na linguagem falada nós estamos mais habituados porque 99 por cento do nosso dia a gente passa falando e poucas vezes a gente precisa escrever alguma coisa entretanto, nós precisamos ter cuidado tanto com a fala quanto com a escrita mais a fala nós temos mais facilidade porque está no nosso dia a dia mais presente ok? vamos observar também que na fala nós temos recursos que nos ajudam a ser compreendidos como por exemplo os gestos a nossa expressão facial tudo isso ajuda na nossa comunicação quando nós estamos escrevendo nada disso possível nós temos que nos valer de alguns recursos para que a nossa mensagem chegue bem ao nosso interlocutor então na escrita o que é necessário ? então escrever é mais difícil então por isso é que nós temos que tomar muito cuidado prestar muita atenção na acentuação e na pontuação acentuação e pontuação são elementos fundamentais da linguagem escrita assim como a linguagem falada temos os recursos dos gestos da fisionomia que ajuda a ser compreendido na linguagem escrita nós temos o recurso da pontuação e o recurso da acentuação porque uma acentuação mal colocada muda completamente a mensagem por exemplo se observa jesus disse para que nos amássemos uns aos ouros Se esquecermos de acentuar a mensagem muda completamente a frase vai ficar jesus disse que nos amassemos uns aos outros olha só a mensagem não chegou corretamente então vamos ter cuidado na hora da escrita principalmente quando os quando a gente precisa fazer uma redação para a escola né? o enem, o concurso pra fazer aquela carta de apresentação para o emprego não é? então prestem muita atenção tanto na acentuação quanto na pontuação na palavra escrita na linguagem escrita ok? eu deixo um abraço pra vocês fiquem com deus se inscreva no meu canal deu lhe qui e até o próximo vídeo tchau!!!!!

Linguagem formal e linguagem informal

olá meus queridos alunos!!!! tudo bem com vocês? Eu sou professora Valéria Tinoco estou hoje aqui para compartilhar com vocês uma dica de língua portuguesa, o nosso assunto de hoje é a linguagem formal e a linguagem informal A linguagem informal é aquela linguagem que nós temos que ter cuidado para não cometermos deslizes

Então é aquela forma culta é a forma onde nós vamos seguir os padrões formais da língua Quando é que nós vamos precisar usar esse tipo de linguagem? Quanto nós estamos falando em público, quando nós estamos falando com uma pessoa importante, quando nós estamos escrevendo um texto para o professor de língua portuguesa, então em determinados momentos nós precisamos cuidar da nossa língua, da nossa língua culta, esses momentos temos que prestar bem atenção Agora à linguagem informal é aquela linguagem mais descontraída, é uma linguagem do nosso dia a dia é uma linguagem coloquial quando nós estamos num momento de descontração conversando com os nossos amigos, com os nossos parentes Então são esses momentos que nós usamos a linguagem informal e aí em alguns textos também nós podemos usar a linguagem informal como por exemplo em um bilhete 'nós podemos não nós usamos a linguagem informal no whatsapp então são momentos diferentes a linguagem é com uma roupa ninguém vai a um casamento de roupa de praia, nós vamos a um casamento com aquela melhor roupa que nós temos com o melhor sapato e nós vamos à praia de chinelo de bermuda e camiseta então é a mesma coisa linguagem existem momentos em que devemos usar a linguagem formal e momentos para usar a linguagem informal, assim como o nosso vestuário, há momentos que vamos usar roupas descontraídas e há momentos em que vamos usar vestuários mais formais

Eu espero que eu tenha tirado as dúvida de vocês, espero que vocês tenham gostado do vídeo Eu peço que vocês compartilhem, dê um like e se inscreva no meu canal" Tchau!! acho que agora

Entrevista com o Prof. Dr. Nonato Furtado – Português como Língua Estrangeira (PLE)

Boa Noite Estamos aqui para o 4º Encontro Linguística e café

Eu gostaria de agradecer inicialmente à Universidade Federal do Ceará à Pró Reitoria de Extensão pelo apoio ao Projeto e fazer um agradecimento especial ao Professor Nonato Furtado Por disponibilizar um tempo na sua agenda Boa Noite, Professor Muito obrigado Boa noite, Matheus Eu que agradeço a você, ao TECLE pelo convite e pela oportunidade de estar aqui pra falar um pouco do Ensino de Português para Estrangeiros Eu vou fazer uma breve leitura do resumo, uma breve leitura do currículo do Professor Nonato

Ele é Doutor em Linguística Aplicada pela UECE Com estágio e Doutorado sanduíche na Universidad Abad Oliva na Espanha Mestre em Linguística aplicada pela UFC e Graduado em Letras Português Espanhol pela UFC e em Pedagogia pela UVA Professor Efetivo na UFC na área de Português como Língua adicional Estrangeira – PLE e Português como Língua Materna na Casa de Cultura Portuguesa Coordenador do Curso de Português para Estrangeiros do Projeto TANDEM do Posto aplicador do SELPEBRAS e do Programa Idiomas sem Fronteiras Desenvolve pesquisas na área de Linguística Aplicada com destaque para Português como Língua Adicional – PLA com processo de reescrita textual na perspectiva Backtiniana Avaliação e produção de Material Didático para o Ensino de Línguas para o Ensino de Português para Estrangeiros e Aprendizagem Cooperativa

E pra gente iniciar eu queria fazer essa levantar essa primeira questão O que diferencia o Ensino de Português para estrangeiros do Ensino de Português como Língua Materna ? Bem, Matheus e aos telespectadores do TECLE Existe muitas questões interessantes Quando a gente fala do Ensino de Línguas e esse contraponto é importante falar das diferenças do Ensino de Língua Materna de Língua Portuguesa na perspectiva de Língua Materna e o Ensino de Português para estrangeiros Quando a gente fala de Língua Materna é interessante pensar no que nós entendemos como Língua Materna ou como Primeira Língua Há muitas divergências sobre esse conceito mas alguma, mesmo dentro dessas divergências há muitas coisas em comum A Língua Materna para alguns teóricos, não necessariamente é a Língua da mãe É a língua na qual o sujeito falante ele desenvolve a sua subjetividade E em alguns contextos essa língua também é a língua da mãe, a primeira língua , a língua do contexto familiar, as vezes a língua que ele fala em casa, que ele fala na comunidade

Certo Nem sempre, de novo Essa Língua Materna é a língua da mãe, mas a grosso modo seria a língua na qual ele se sente mais a vontade, mais fluente, é a língua onde ele aprende a desenvolver essas socio-objetividades Quando a gente pensa no Português como Língua Materna por exemplo, eu estou pensando, dentre muitos conceitos No Brasil no Ensino de Português para brasileiros, mesmo sendo falantes de português, nós vamos pra escola e aprendemos a usar a língua portuguesa para sermos proficientes nessa língua em diferentes contextos de comunicação no trabalho, na escola, nas interações sociais E aí Há algumas diferenças quando a gente contrapões, por exemplo O conceito de língua materna, com o conceito de português para estrangeiros Por que ? Dentre esse viés de Português para Estrangeiros, aí a gente tem alguns conceitos que emergem daí

Dentre eles o conceito de língua estrangeira, por exemplo De segunda língua, de língua adicional A gente pegar, por exemplo, alguns teóricos quando eu estou falando do ensino, por exemplo, de Espanhol no Brasil Eu tô falando de um ensino de Espanhol, do Espanhol como Língua Estrangeira Ou seja, o Espanhol sendo ensinado num contexto no qual ele não é língua oficial

Então, assim Quando eu parto do pressuposto do ensino de Português no Brasil Para estrangeiros, obviamente eu não estou falando do conceito de língua estrangeira, mas é interessante assim pra ficar bem claro Não sei se todo mundo, está familiarizado com esses conceitos, mas pra ficar claro que conceitos são esses e que conceito a gente adota por exemplo, aqui dentro do Português para Estrangeiros da Casa de Cultura Portuguesa Então, assim Para alguns teóricos a língua estrangeira é um conceito que não dá conta do que essa língua representa de fato a grosso modo, o conceito de língua estrangeira seria aquela situação de: a língua ela é estudada num numa situação comunicativa, na qual ela não é língua oficial Dei o exemplo de Espanhol, mas o ensino de inglês no Brasil Do Português na China, por exemplo seria língua estrangeira, mas o conceito "estrangeira" vem de "estranho" do outro, por exemplo Alguns teóricos como: Leffa, por exemplo

Eles criticam, o conceito de língua estrangeira porque é o conceito que não dá conta Ele, a princípio se fundamenta numa questão que é uma questão geográfica Eu acho muito interessante, o conceito de língua adicional O sujeito já tem uma língua uma primeira língua, seja vamos imaginar imigrantes no Brasil Vamos imaginar por exemplo, a comunidade surda indígenas que já tenham uma língua e que aprendem uma outra língua a partir dessa, então seria aí uma língua adicional, ou para alguns teóricos, uma segunda língua Essa questão da segunda língua nem sempre é aquela que vem posterior a primeira Eu posso ter aí línguas outras que o sujeito fala que são consideradas, segunda língua Para dar um exemplo e ficar bem claro vamos imaginar uma situação, seguinte: Eu tenho uma criança que nasce na Alemanha aí o pai é Espanhol, a mãe é Francesa Com a mãe, ele se comunica em francês e com o pai em espanhol mas na escola e na comunidade ele se comunica em alemão por exemplo, aí se questiona: Qual seria a língua materna desse menino? Então, pra alguns teóricos concomitantemente ele teria três línguas maternas, porque ele consegue se expressar subjetivamente, tanto em francês, em francês, em espanhol e em alemão

Mas problematizando mais ainda vamos imaginar que esse menino, aos cinco anos ele se mude para os Estados Unidos, por exemplo E agora aos cinco anos ele aprende inglês o inglês nesse caso, passa a ser uma segunda língua pra ele No entanto, essa questão das línguas pode haver uma mudança de "status" Isso é bilinguismo? Sim sim Isso é bilinguismo E aí ele é adquirido obviamente na na idade precoce

Existe dentro do Ensino de Português para Estrangeiros o conceito com o qual a gente trabalha que é o conceito: de Língua de herança, por exemplo Ainda pegando como ancoragem esse exemplo ele pode crescer e aí ele pode perder, por exemplo um pouco a fluência nessas outras línguas e falar inglês como um nativo Então, essa língua inglesa pra ele que agora ele aprendeu nos Estados Unidos passa a ser funcionar como uma língua materna Então essas classificações elas são muito tênues o que é nesse contexto, por exemplo O conceito de Língua de herança? Vamos imaginar Pais brasileiros que moram na França, por exemplo

E aí, em casa eles se comunicam em português com o filho, em todas as situações eles se comunicam em português, mas em todas as outras situações sociais, esse menino ele fala francês certo O português é restrito ao contexto familiar e o conceito de língua de herança é como algo que você herda realmente Só que nesse caso é uma questão da língua Ele tá herdando a língua e consequentemente outras questões, como a cultura Então, assim quando a gente vai pensar o Ensino de Português para Estrangeiros é interessante entender esses conceitos entender, por exemplo que aí eu tô lidando com um falante que não é falante nativo daquela língua ou seja, não foi naquela língua que ele aprendeu a tecer a sua subjetividade, a se expressar a gente até brinca, quando o sujeito vai dizer um palavrão Ele fala fala várias línguas, ele é poliglota Em que língua ele pensa inicialmente pra dizer esse palavrão? pra expressar uma subjetividade, amor, medo, angústia

Então, assim é interessante dentro quem vai trabalhar com o Ensino de Português para Estrangeiros entender essas particularidades Não só com o ensino de Português para Estrangeiros, porque aqui a gente tá falando especificamente disso entender o conceito de língua estrangeira, de língua materna, de segunda língua o conceito de língua adicional, que é um conceito que eu acho muito interessante Toda língua que você aprende e é adicionada à sua língua materna a gente entende como uma língua adicional Então, por exemplo

Os estrangeiros na perspectiva teórica que eu adoto, por exemplo Que aprendem português aqui na UFC Eles estão aprendendo português como uma língua adicional ou para outros posicionamentos teóricos como segunda língua, porque aí o português é uma língua oficial diferentemente de outros contextos ele vem pra Universidade aprende português, mas ele sai na rua, ele tá ouvindo, ele tá vivenciando a língua em situações de linguagem bem diferentes OK Eu gostaria de saber quais são atualmente os principais desafios do Ensino de Português para Estrangeiros ? É

O Ensino de Português para Estrangeiros, ele tem avançado muito mas assim ainda existem muitos desafios Eu posso elencar aqui alguns Por exemplo Formação de professores de Português para estrangeiros Hoje no Brasil, são pouquíssimas Universidades onde você tem uma formação em português para estrangeiros por exemplo, a UFC tem a formação de professores de espanhol, de francês, inglês, italiano, alemão Mas, não tem o curso de formação de português para estrangeiros Obviamente, então como é que os profissionais atuam, ou são capacitados para atuar nessa área ? Eles pegam muito, assim o know how do Ensino de línguas estrangeiras, as vezes ele é professor de inglês português/inglês ou português/espanhol e aí esse know how é transferido para o ensino de português para estrangeiros, então assim uma um grande desafio, hoje

Por exemplo, é a formação inicial e continuada Programa de formação inicial e continuada de professores de português para estrangeiros Talvez, uma segunda questão que eu elenque talvez tenha uma relação com essa primeira Que são: uso de materiais didáticos para o ensino de de português para estrangeiros Quando você pega, por exemplo os materiais de inglês, de espanhol, de francês e você compara com o que a gente tem no mercado hoje com os materiais didáticos de português para estrangeiros, você percebe que primeiro a quantidade de materiais é mais restrita E você percebe em muitos materiais, muitas limitações que aí a gente retoma de certo modo o que eu falei inicialmente parecem materiais de ensino de português como língua materna não contemplando questões muito peculiares no ensino de português para estrangeiros, por exemplo Eu tenho no ensino de português para estrangeiros, línguas que se aproximam Por exemplo, o português e o espanhol

Certo Então, dentre Nesse contraste linguístico: português e espanhol é interessante que os materiais didáticos contemplem essas questões Eu tenho particularidades próprias do espanhol como os heterosemánticos, os heterotônicos, os heterogenéricos São particularidades que o professor ao lidar com hispanofalantes, por exemplo

Que querem aprender português, é interessante que ele saiba e são poucos os materiais que dão suporte nisso, mas não só nessa questão pegando essas línguas mais próximas Vamos pensar em línguas mais distantes também Língua onde eu tenho um distanciamento muito grande do ponto de vista sintático, semântico, morfológico e consequentemente do ponto de vista cultural Onde as culturas, a variação por exemplo do grau de formalidade Aqui no Brasil, nós por exemplo temos Nós, no geral, somos considerados um povo mais aberto que nos aproximamos mais das pessoas que falamos tocando nas pessoas somos mais calorosos mais informais, digamos assim

E aí quando a gente vai lidar com o ensino de línguas, essas questões com essas questões também a gente lida, desde gestos que pra nós são óbvios mas você tá lidando com um estrangeiro, então às vezes um gesto que pra gente comunica muita coisa naquela outra língua ou naquela outra cultura isso não diz nada ou em muitos casos chega a ser até ofensivo No caso o toque o brasileiro tem muito essa mania de chegar "tudo bom!?" os estrangeiros não, alguns já acham Em algumas culturas, eles consideram isso muito invasivo, por exemplo

Então assim, eu tenho o desafio de formação de professores, eu tenho o desafio de de materiais didáticos que deem esse suporte, contemplem essas questões, são questões interculturais, também de mostrar o contraste dessas línguas a difusão do Ensino de Português para estrangeiros no Brasil tem crescido, tem se difundido Assim, muito nos últimos anos, o Ensino de Português para estrangeiros, mas assim ainda existe, pra mim, elencaria isso como os principais desafios ainda A gente não tem um programa a nível, inclusive Nacional de formação mesmo, com o aumento da quantidade de estrangeiros aqui no Brasil, seja por situação de fuga de imigração A gente ainda tem ainda é muito carente a parte de material didático de formação

Você poderia falar um pouco do cenário do Ensino de Português para Estrangeiros na Casa de Cultura Portuguesa? Pois é, a Casa de Cultura Portuguesa Ela está dentro Para quem não conhece, a Universidade Federal do Ceará, tem o que hoje no Brasil o maior programa de Ensino de Línguas, o Programa de Extensão que são as Casas de Cultura A gente tem a Casa de Cultura Alemã, a Britânia, a Italiana, A Francesa a Hispânica e a Portuguesa Tradicionalmente, a Casa de Cultura Portuguesa tem trabalhado, apesar do nome a gente não trabalha com o Ensino da cultura de Portugal

Embora, nos seus primórdios se trabalhasse isso Cursos de Literatura portuguesa, de Cultura Portuguesa Mas ao longo do tempo ela foi ganhando outro perfil e enssencialmente é o ensino de português para brasileiros com um enfoque mais gramatical e de produção textual Nos últimos anos, a partir de 2014 Nós sistematizamos um programa de Ensino de Português para estrangeiros; Curso de Português para estrangeiros língua e cultura brasileira Inicialmente, a gente começou com um semestre eu lembro que a gente abriu a primeira turma abriu 20 vagas se inscreveram 37 estrangeiros a gente percebeu que existia uma demanda reprimida Porque, embora a UFC já tivesse alguns cursos de português para estrangeiros esses cursos eram restritos a estudantes que tinham vínculo com a UFC, e aí aqui no Ceará tem aumentado cada vez mais o número de estrangeiros, seja por conta do Porto do Pecém, Empresas que tenham se instalado aqui de tecnologia, pessoas que vem fazer intercâmbio profissionais, não necessariamente acadêmicos e aí a gente tinha uma demanda reprimida A gente começou e foi aumentando Assim, a demanda e a oferta também

Então, nós sistematizamos o curso e adequamos, porque antes pedia certificados Português para estrangeiros um, dois e três E o estudante voltava para a Europa ou para os Estados Unidos ou, enfim, pra Ásia esse certificado não dizia muita coisa pra eles Então, a gente como referência, nós adequamos os nossos cursos ao Marco Comum Europeu ao Quadro Comum Europeu para o Ensino de Línguas E aí, hoje, nos nossos cursos são divididos em três níveis Nível A1 Nível A2 e o Nível B1 Cada um desses níveis nós temos dois semestres, então um semestre letivo ele tem 64 horas aulas A cada nível de 128 horas aulas ele, a cada semestre ele recebe um certificado, mas o nível cada nível são dois semestres, então são seis semestres, mas são independentes ele pode fazer o semestre 1 ou pode fazer teste de nível pra o semestre seguinte além do do curso de português para estrangeiros nós identificamos, por exemplo, a necessidade que eles tem de praticar a língua E é muito curioso também, a gente identificou isso Muitos brasileiros querem

Sei lá Aqui no bosque, as vezes abordam os estrangeiros pra praticar inglês ou espanhol E aí a gente viu essa demanda e criou a ideia do projeto TANDEM, TANDEM são aquelas bicicletas de dois lugares, onde duas pessoas pedalam com um objetivo e tal Aí nós sistematizamos o que a princípio era um grupo de conversação E aí nós organizamos o projeto E criamos o projeto TANDEM, que são encontros de duas horas onde uma hora o estudante, ele as práticas são em língua portuguesa e na outra hora é na língua estrangeira, então é uma troca linguística Imagina que você é um alemão que quer aprender português e eu quero aprender alemão então, a gente senta e parte desse tempo eu converso com você em português com base em alguns temas pré-estabelecidos num outro momento a gente conversa em alemão, então eu vou aprender é uma troca linguística Esse projeto, hoje está sistematizado

A gente, inclusive, vai começar semana que vem a edição desse semestre, desse programa Então tem grupo de português/espanhol, português/francês, português/italiano português/inglês Então, nesses grupos os brasileiros conseguem praticar essas línguas estrangeiras com os estrangeiros e também conseguem aprender os estrangeiros aprenderem e praticarem português Você poderia nos dar um panorama sobre as pesquisas do Ensino de Português pra estrangeiros no Brasil? Como eu disse, né Tem crescido muito a história do ensino de português para estrangeiros no Brasil Hoje, por exemplo existe alguns catalisadores desse crescimento, dentre eles o que a gente pode citar, por exemplo o governo criou como uma demanda do programa Ciências Sem Fronteiras, muitos brasileiros tinham bolsa para estudar no exterior e muitos escolhiam Portugal, porque não dominavam a língua estrangeira E aí o governo vendo essa necessidade investiu no programa de línguas que é o Programa Idioma Sem Fronteiras, que inicialmente começou com o inglês Com o tempo forma se estruturando outros idiomas e hoje existe um programa que eu coordeno aqui na UFC, que é o Programa Português sem Fronteiras Obviamente, com a criação oficial desse programa nas na maioria das Universidades brasileiras, criou-se uma oferta que não existia

Então, Universidades que por exemplo não tinham o curso regular de Português para Estrangeiros mas agora oferecem Curso de Português para Estrangeiros via Idiomas Sem Fronteiras, por exemplo Então, a gente pode dizer que na maioria das Universidades Todas as Universidades que tem o programa Idioma sem Fronteiras, obrigatoriamente tem que ter o Português sem Fronteiras, Então são cursos, por exemplo voltados para a realidade acadêmica com o foco em estrangeiros com vínculos com as Universidades, sejam funcionários, professores ou técnicos administrativos ou estudantes Então, assim é uma sinalização de um crescimento

Então, com essa Com a criação do Português sem Fronteiras, obviamente todas as Universidades passarão a ofertar cursos de Português para estrangeiros São cursos como: Aspectos da cultura brasileira, Cursos de produção oral, de produção escrita, produção de gêneros acadêmicos preparatórios para o SELPE-BRAS Mas, fora o Idioma sem Fronteiras algumas Universidades tem, recentemente eu participei agora no final de Maio no Encontro Nordestino de Coordenadores do Português sem Fronteiras na Universidade de Campina Grande A gente trocou algumas experiências, o Norte e Nordeste Então, a gente percebe que mesmo fora do Idioma Sem Fronteiras algumas Universidades tem algumas experiências muito interessantes com o Ensino de Português para estrangeiros, tem crescido essa oferta Mas, assim Existe um cenário que é importante a gente entender, que é um cenário histórico do próprio fortalecimento do Português do Português ou do interesse das pessoas de aprenderem português a gente tem alguns fenômenos, dentre eles o fortalecimento do Mercosul E aí, os interesses de instalação de empresas no Brasil, empresas do Mercosul no Brasil a vinda da Copa do Mundo para o Brasil e consequentemente a divulgação da cultura brasileira, através da mídia

Muitas pessoas ficaram interessadas em aprender o Português por conta disso A música brasileira difundida pelo mundo, então novelas, filmes Então, a gente não pode desvincular a língua de cultura Essa divulgação obviamente da cultura brasileira desperta um pouco o interesse também pela língua, fora isso o processo de internacionalização dentro das Universidades A internacionalização não é só receber pessoas, não é só enviar pessoas para outras Universidades do mundo É também receber, e aí tem aumentado por exemplo a quantidade de estudantes estrangeiros nas Universidades brasileiras

Eu cito como exemplo estudantes que vem com bolsas da OEA Organização dos Estados Americanos ou projetos como: o PEC G, PEC graduação, o PEC PG que são programas de Pós Graduação quando os estudantes eles vem através de intercâmbio e precisam estudar a língua tendo a necessidade de estudar a língua portuguesa aqui no Brasil é interessante destacar com essa história do crescimento que o Brasil Nós temos um certificado que é o CELPBRAS o Certificado de Português como Língua Estrangeira é um certificado criado, um exame criado pelo Governo Federal via Ministério das Relações Exteriores que é quem certifica em termos de proficiência, assim como o Espanhol tem o DELE o Inglês tem o TOEFL, o Brasil tem o CELPE-BRAS Então, por exemplo aqui a UFC é um posto aplicador do CELPE-BRAS a gente percebeu, por exemplo uma demanda muito grande nessa primeira aplicação agora em Maio de pessoas querendo fazer a prova do SELPE-BRAS aqui Dentre os inscritos a gente percebeu muito, por exemplo o perfil profissional deles, por exemplo a presença do Mais médicos no Brasil Muita gente mesmo com o fim do programa muitos médicos Cubanos permaneceram no Brasil E aí eles Uma demanda de aprender português de fazer o teste de proficiência do SELPE-BRAS pra poder validar o diploma no Brasil O Brasil é um país grande até pela imigração A gente tem fenômenos históricos agora interessantes interessantes para ser compreendido, mas ao mesmo tempo muito tristes como é a questão da Venezuela esse processo imigratório aí pro Brasil a crise muitos Venezuelanos, nós no nosso curso aqui na UFC temos muitos estudantes oriundos da Venezuela, muitos Cubanos muitos estudantes oriundos de países Africanos, países Asiáticos que estão aqui por diferentes motivações, a gente tem aqui desde grandes empresários, que estão aqui e tem grandes empresas no Brasil a trabalhadores da construção civil estrangeiros, então um público muito heterogêneo Você coordena o Núcleo de Ensino e Pesquisa em Português para estrangeiros, o NUEP

Eu gostaria de saber um pouco mais sobre as pesquisas que vocês fazem lá o funcionamento do grupo Pronto, então com essa criação em 2014 do curso a gente foi estruturando ao longo do tempo e foram surgindo algumas demandas, como eu falei pra você anteriormente a gente detecta, por exemplo a carência de uma formação continuada de professores, então conversando com algumas pessoas bolsistas que participavam que davam aula voluntariamente na Casa de Cultura Portuguesa de português para estrangeiros a gente tinha alguns encontros de discussão de textos teóricos discutir algumas questões, e aí com base nisso a gente identificou uma demanda Nós precisamos sistematizar um grupo de pesquisa pra melhor estruturar algumas demandas que a gente tem, então a gente criou o NUEP E ele tá credenciado hoje aqui na UFC pelo Cnpq como um grupo de pesquisa oficial da Universidade NUEP tem, a gente tem dentro do NUEP hoje são cerca de 35 pessoas participando, dentre eles professores de Universidades dessa Universidade e de outras, estudantes de graduação, estudantes de Graduação e Pós-graduação Nós temos encontros semanais onde parte do semestre a gente tem uma discussão de uma sequência de textos Um encontro semanal as quintas feiras pra discussão teórica mesmo de alguns textos e aí no final do semestre agora a gente tá numa fase de palestras a gente convida alguns professores para falarem sobre temas relacionados ao ensino e a pesquisa de português para estrangeiros Além disso o NUEP realiza encontros semanais de discussão de planos de aula e planejamento de atividades de ensino de português para estrangeiros

Toda terça-feira a gente senta com os bolsistas e tem a discussão de planos de aula os bolsistas sentam, apresentam os planos de aula o que eles pretendem fazer naquela aula, aí a gente tem uma troca de ideias Além disso a gente tem atividades que se estendem além da Universidade e o grande destaque das atividades do NUEP são as aulas de campo nós entendemos que assim, que o ensino de língua ele não deve ficar encastelado dentro da Universidade, então a gente tá vivenciando a língua numa perspectiva imersiva mesmo Então, nós sistematizamos aulas de campo que isso é muito comum na Geografia, por exemplo Mas nós temos Vou citar três exemplos de aulas de campo que o NUEP propõe Uma delas no Centro da cidade, a gente tem uma rota no centro histórico de Fortaleza A gente começa na Praça do leões aí faz Academia Cearense de Letras Museu do Ceará Praça José de Alencar, Cine Teatro São Luis Teatro José de Alencar e Passeio Público Uma das nossas rotas é essa, o que é ? A gente tem uma leitura da cidade a princípio algumas vezes a gente faz com alguns colegas professores de história que é uma leitura da cidade que até alguns cearenses não tem que é passar pela praça do Ferreira e entender a importância histórica as influências e o crescimento de Fortaleza a partir do Centro

A importância que o Centro já teve a questão da Urbanização, do transporte da questão comercial do Centro e tal, a importância de espaços como o Cine Teatro São Luís pra cidade a importância histórica que ele tem e aí o próprio discurso dentro de alguns espaços como o Museu do Ceará e o Teatro José de Alencar tem visitas guiadas e aí ele tem todo um discurso ali que vai dos índios, até a política mais recente Então os estrangeiros estão imersos nesses espaços e aí não só dos espaços culturais, a gente passa por exemplo vai no leão do sul e eles tomam pastel com caldo de cana a gente explica que é uma tradição que é muto cearense passa no centro e tem um cara vendendo seriguela que eles não sabem o que é alguns provam a seriguela e tal é uma questão muito de imersão mesmo Então, é a percepção da cidade diferente, a partir de um olhar Você explica: Olha, aqui é a Praça tal ela tem características tais e tal Enfim, a gente direciona esse olhar Uma outra aula de campo que a gente tem é a da rota do café verde, essa rota foi sistematizada pelo SENAC, ele pegou alguns sítios que produzem o café orgânico no Maciço de Baturité e organizou uma rota Então, a gente leva os estrangeiros pra conhecer um pouco da importância histórica da produção cafeeira pra economia do Ceará

Então, eu falo um pouco da importância da questão da construção dos trilhos e trem pra escoamento do café da serra, certo e aí passa na estação ferroviária de Baturité passa num sítio em Guaramiranga que é o sítio Águas finas, onde eles colhem o café orgânico no meio da floresta e acompanham todas as etapas de produção do café, desde a colheita A gente colhe o café realmente vê o café secando É como os programas de culinária, as etapas estão ali pré-estabelecidas vê o café secando, mas a torragem, a moagem e a degustação do café acontecem la, né E eles fazem isso e visitam também um sítio em Pacoti que é o sítio São Luís

Então, é uma coisa muito legal, nesse dia a gente passa o dia inteiro, inclusive agora 27 de junho a gente tem mais uma atividade dessas A gente passa o dia inteiro com eles e a terceira como exemplo a visita a a povos tradicionais a gente tem a gente já visitou aqui a comunidade a etnia jenipapo Canindé uma etnia indígena aqui em Aquiraz, uma comunidade indígena a gente passou o dia com eles, visitou o museu, fez trilha na comunidade visitou a escola indígena e tomou um banho de lagoa também foi um negócio altamente interessante assim Então, assim a gente tira os estrangeiros desse espaço e quebra também alguns esteriótipos deles porque no aprendizado de línguas estrangeiras com eles vem alguns esteriótipos, então uma coisa que a gente pergunta nos primeiros dias de aula Que imagem de Brasil eles tinham e por que ? e aí sempre vem aqueles esteriótipos do samba, do carnaval, do futebol, enfim E aí assim, ao longo do curso a gente percebe muito obviamente a gente problematiza muito questões sociais a gente tem uma pegada mais assim, numa perspectiva mesmo no letramento crítico dessas questões sociais no Ensino de Línguas estrangeiras Então, não é só não tem como desvincular língua de cultura e não tem como desvincular a língua da abordagem crítica Assim, até tem como mas a gente demarca esse posicionamento ideológico mesmo de abordar a língua com uma leitura mais crítica, entendeu? O interessante dessas aulas de campo é que promove uma troca cultural mais aprofundada né entre os professores, estudantes

É um momento também de interação, nem sempre eu imagino, por exemplo você vai pra um país Eu viajo pro exterior quero aprender línguas, nem sempre as Universidades oferecem isso Então, assim como você falou é realmente um espaço de interação, além do curso ser essencialmente interativo, né Pelas propostas de atividades em sala de aula né Não são aulas expositivas, aulas de línguas pressupõe interação Por trás disso existe uma concepção de linguagem a linguagem como interação, mas assim, realmente são criados espaços onde eles interagem É muito legal Nós participamos, por exemplo de uma atividade de uma semana cultural numa escola pública e foi muito legal uma colega convidou porque eles tinham a semana cultural e aí colocou os meninos no auditório da escola aí eu fui com um grupo de 15 estrangeiros

A gente tinha coreanos, tinha um pessoal da Finlândia e os meninos pediam pra ele falar Falem coreano pra eu ver e o pessoal mesmo sem entender nada eles ficavam perguntando coisas sobre os países, sobre a Finlândia, sobre os estados Unidos e tal E tiraram foto com o pessoal e foi tão engraçado A gente visitou um dia aí teve duas das estrangeiras, uma da República Checa e outra da Coréia que continuaram participando das atividades culturais da escola que para os meninos é muito exótico, assim, ir um grupo de 15 estrangeiros pra uma escola pública e aí eles puderam Muito legal

E para os estrangeiros também né Porque eles conheceram, por exemplo um pouco dessas realidades que a gente não tem em cursos convencionais Então, nossa proposta mesmo é desencastelar sair dos muros da Universidade, enfim ter algumas leituras a gente tá agora um diálogo com alguns alguns equipamentos culturais da cidade pra ter sessões Há possibilidade de ter sessões de cinema pro grupo de estrangeiros e seguidos de um debate algum filme brasileiro seguido de algum debate Então, nossa proposta é essa, né

De sair da Universidade e ocupar outros espaços também OK Por uma questão de tempo a gente vai encerrar eu gostaria de fazer de novo um agradecimento especial a você professor pelo tempo que você disponibilizou Então, prazer Valeu, deixa só eu divulgar aqui as nossas redes sociais Então, no APP as pessoas que tiverem acompanhando e quiserem pesquisar quiserem trabalhar com Português para estrangeiros, seja com pesquisas seja com participação nas discussões ou até mesmo acompanhar as aulas nós temos um site que é: www

pleufcbr aí nós estamos presentes nas redes sociais também Estamos no Instagran: @portuguesparaestrangeiros no Facebook Português para estrangeiros: Língua e cultura brasileira Então, as pessoas nos encontram nesses espaços ou pelo e-mail: [email protected]

br OK Obrigado a você, obrigado ao TECLE pelo convite

Introdução aos Níveis de Linguagem – Aula ao Vivo: Português | Descomplica

00:00 – Português Diogo Mendes Aula Ao Vivo de Português – Níveis de Linguagem – INTRODUÇÃO 00:15 – Olá pessoal, eu sou o Diogo e hoje vamos falar sobre um assunto bem badalado não Enem Na minha ultima aula trabalhamos como funções da linguagem e fui lincando para as escolas artísticas

Quando falamos de função emotiva, também comentamos sobre o RomantismoQuando falamos da função metalinguística, comentamos parnasianismo Também vimos um pouco de Simbolismo e modernismo

01:00 – Hoje vamos falar sobre linguagem de linguagem e tecnologia para uma primeira A fase do modernismo é um dos tipos mais cobrados em todas as provas Antes de entrar na aula de hoje, eu quero servir dois exemplos com vocês: 02:00 – Para que você tenha dois ou mais exemplos (Ex1 e Ex2) em uma comunicação Os alunos dão uma resposta, normalmente, o exemplo 2 mas essa não é uma resposta correta Imaginem um professor discursando em uma faculdade para 300 pessoas usando o exemplo 2Agora, imaginem Um filho se justificando de algo com seu pai e usando o tipo de linguagem do exemplo 1

04:05 – Diante disso raciocínio, devo saber que nenhum dos dois exemplos é mais Isso depende do contexto Fiquem atentos a isso pois o enem quer saber se eles são capazes de adequar a língua um contexto Na verdade, não existe uma língua portuguesa Ela abarca é uma variável possibilidadesCada contexto vai dizer qual é uma possibilidade mais adequada para essa situação

05:20 – Aqui está o Registro formal e informal: Registro Formal O que é presente em situações formais Valoriza uma cultura normal / padrão da gramática Não admite os dados do sistema completo em duas subdivisões: hiperculto ou erudito e o culto O registro hiperculto vai ser uma uma linguagem exageradamente cultaÉ uma linguagem, por exemplo, dos acadêmicos e dos parnasianos O registro culto é aquele que segue um risco como leis gramaticais mas sem excessos É uma linguagem, por exemplo, dos professores, jornais 07:00 – Temos também o registro informal Registro informal Presente em situações informais, descontraídas Pode ser subdividido em coloquial e vulgar O registro informal coloquial é aquele que se cometa com gramaticais, são só que quase ninguém percebe o erro O registro informal vulgar já tem muito Graves linguagem em, por exemplo, dias de jogos de futebol

h i s t ó r i a ► Iraque. O impacto das sanções. [Legendas em Português]

Ouvimos que meio milhão de crianças morreram Isso é mais do que o número de crianças que morreram em Hiroshima

Vale a pena pagar o preço? Eu penso que é uma escolha muito difícil Mas o preço, Nós achamos que vale a pena pagar o preço! "Castigar Saddam" Half a million children

A curiosa origem de 5 palavras gregas no português

"Cara, você está falando grego": as pessoas dizem isso quando não entendem o que a gente está falando, certo? Na verdade, na língua portuguesa, a gente fala, sim, grego E se entende muito bem Eu sou Elisa Kriezis, da BBC News Brasil em Londres, sou grega e sou alemã também, mas isso é outra "história"

Uma palavra que, aliás, vem do grego ιστορία Hoje eu vou mostrar uma lista fantástica, φανταστική em grego, de palavras na língua portuguesa que vêm do grego E vou começar pelo nome de um estado no Brasil Você acha que Amazonas é um nome brasileiro? No mundo todo, a gente associa essa palavra amazonas ao maravilhoso rio brasileiro Ainda não fui, mas um dia eu vou Mas a palavra "amazonas" vem de longe: o conquistador espanhol Francisco Orellana navegou o rio no século 16 e deu a ele esse nome Relatos da época falam sobre ataques às tropas de Orellana por indígenas liderados por guerreiras mulheres E na mitologia grega, μυθολογία em grego, também tem referências a guerreiras, às Amazónes, ou seja a pronúncia em português da palavra "amazonas" e bem parecida com a do grego, Amazónes E de acordo com a lenda, para manejar melhor o arco e a flecha, essas guerreiras retiravam um seio E de acordo com essa teoria, θεωρία em grego, o nome "amazonas" veio exatamente disso, de άμαστος, que significa "sem seio" É a mesma origem de mastectomia, mastologia

Pois é, note aqui que já tem outro elemento grego: o prefixo "a", que significa sem alguma coisa, tipo anormal, apolítico, acéfalo Então, daí vem o nome, que evoluiu de άμαστος para amazones em grego e amazonas em português Aí você vai perguntar por que o conquistador espanhol usou essas expressão Os mitos gregos ficaram conhecidos no Ocidente inteiro, inclusive na Espanha Próxima palavra: histeria E o que o útero tem a ver com isso? No século 5 antes de Cristo, na Grécia antiga, Hipócrates era considerado o pai da medicina ocidental

Foi ele quem primeiro associou o nosso útero a uma condição médica que, naquela época, porque hoje não, era exclusivamente associada às mulheres Ele atribuiu alterações de humor a movimentos anormais do útero Tem sempre alguém querendo culpar os nossos úteros E em grego antigo, útero era justamente υστέρα, bem semelhante ainda a histeria Foi então, com base nesse diagnóstico, διάγνωση em grego, que a palavra usada para descrever o útero passou a ser usada para descrever o problema médico Tipo, o que ela tem? Ah, é o útero

A υστέρα, histeria Por milênios, o problema, que é πρόβλημα em grego, foi descrito como um mal feminino Note que não estamos falando aqui da TPM, que de fato tem a ver com o ciclo menstrual A histeria a que eles se referiam era outra coisa Até que no século passado finalmente ela foi estudada clinicamente e descobriram que nada tem a ver com o útero, que não é uma doença e homens também podem ser histéricos, né? E a palavra "escola"? Essa eu acho que vai te surpreender Você reclama ou reclamava de ir para a escola Os gregos tinham razões para adorar e eu vou te explicar por que "Escola" vem do grego σχόλη, e significa lazer, descanso, inatividade E vamos lembrar que ir à escola era um privilégio Nem todos tinham esse prazer Imagine os escravos, as crianças que trabalhavam, as mulheres Então, está na escola era o momento para o diálogo, διάλογος em grego Então da próxima vez que você for à escola, pense: que lazer, que descanso, tempo para dialogar, pensar E agora uma pergunta: o que o bode tem a ver com a tragédia? Tá, eu explico A palavra "tragédia" em grego, τραγωδία, literalmente significa "canção do bode" De τράγος, que é bode, mais o ωδή, que é canção É que as tragédias originais, que eram como peças de teatro, θέατρο em grego, foram escritas para o festival anual de Atenas, Αθήνα em grego, cidade que hoje é a capital da Grécia e é onde eu nasci

Pois então, há algumas explicações para a origem do nome Uma é que o prêmio para melhor peça era um bode vivo Outra explicação é que os atores que cantavam no coro da tragédia se fantasiavam de bode E a terceira explicação é que esses animais eram ritualmente sacrificados durante o festival Como você vê, um bode era uma figurinha fácil neste festival E o uso da palavra tragédia como uma catástrofe, καταστροφή em grego, vem exatamente do tom dessas peças: cheias de sofrimento É, nos gregos somos dramáticos Minha última palavra é "pânico" Pânico, "nasal", pânico Pânico Essa vem do deus grego Pan ou Παν, o deus da vida selvagem, da natureza, das montanhas, das ovelhas Você já deve ter visto esse deus retratado com a famosa flauta de Pan Ele é metade bode e metade humano Na mitologia, ele andava por aí atrás das árvores, tocando sua flautinha, em busca de romance Nem sempre conseguia E ia além: balançando folhas na floresta, fazendo barulho para assustar as pessoas Agora imagine: qual seria a sua reação ao dar de cara com um ser desses depois de ouvir vários barulhos? Medo irracional, né? E o que isso te causaria? Pânico

Ou πανικός em grego E tem outro detalhe sobre ele Você já olhou com atenção para o corpo do homem nas respeitáveis e belas estátuas gregas? Geralmente, você tem um homem grande, musculoso, com o órgão genital pequeno É que era esse o ideal de beleza masculina na sociedade grega da época Já o deus Pan representava o oposto desse ideal, ιδέα em grego Tinha um órgão genital maior, não controlava os seus impulsos sexuais, era semianimalesco

E qual o motivo de toda essa influência grega na língua portuguesa? Depois do declínio da Grécia antiga e com a ascensão do Império Romano, fundado por César, o poderoso imperador, o latim virou a língua oficial Mas o grego era visto como a língua da elite intelectual e financeira E não só César, mas a maioria dos bem nascidos em Roma eram bilíngues Assim, ao longo dos séculos, centenas de palavras gregas acabaram incorporadas ao latim E, como a gente sabe, o Império Romano conquistou boa parte do que hoje é a Europa e influenciou todas as línguas, principalmente as chamadas, na linguística, de línguas romances, de origem latina O português é uma delas Essas palavras de origem grega marca uma presença especial nas artes visuais e literárias, na filosofia, que é φιλοσοφία em grego, na ciência, na matemática, que é μαθηματικά em grego, e na medicina O conhecimento grego nessas áreas era avançado e as palavras refletiam a evolução do conhecimento

Conhecimento Ah, e vamos lembrar: o grego que influenciou o mundo era o grego da Grécia antiga e a língua grega, como todas, evoluiu e mudou bastante nesses dois milênios E uma última curiosidade Na Grécia, é óbvio que não usamos a expressão "você está falando grego" quando não entendemos o que a gente está falando

A gente diz parece chinês "Μου ακούγονται κινέζικα" É isso por hoje Se você se interessa por diferentes culturas, idiomas, ιδίωμα em grego, não deixe de conferir a nossa playlist Tecla SAP Inclusive, tem um vídeo bem legal sobre brasileiros tentando falar mandarim Tchau, obrigada, γειά σας, ευχαριστώ Até a próxima