DEPOIS DE 'CONJE', MORO ATACA PORTUGUÊS NOVAMENTE COM 'RUGAS'

DEPOIS DE 'CONJE', MORO ATACA PORTUGUÊS NOVAMENTE COM 'RUGAS' O ministro da Justiça e Segurança Pública, Sérgio Moro, concedeu entrevista ao jornalista Pedro Bial, levada ao ar na madrugada desta quarta-feira, 10, no Programa do Bial, da TV Globo Além de ter classificado como "incidente" o fuzilamento do músico negro Evaldo Rosa dos Santos com 80 tiros por militares do Exército, o ex-juiz da Lava Jato voltou a cometer erros na língua portuguesa

Ao falar sobre a relação com o presidente da Câmara, Rodrigo Maia, que ficou irritado após ser cobrado pelo ministro para tramitação de seu pacote anticrime, Moro usou a palavra "rugas" ao invés de "rusgas" "No fundo, essas rugas pontuais, em política, podem acontecer", disse Moro Assista: Vídeo incorporado hnq

@tommasinii Só quero ser um dos primeiros a comentar mais essa gafe do Batoré de toga, @SF_Moro que trocou "cônjuge" por "conje" e, agora a nova burrice", rusgas" por "RUGAS" Diretamente da minha velha TV hahah O marreco só engana quem ama a mentira e a desinformação#15anosDeRoubalheira

09:04 – 10 de abr de 2019 Veja outros Tweets de hnq Informações e privacidade no Twitter Ads Além desta, o ministro da Justiça também empregou, em três ocasiões, o verbo "haviam" no plural no sentido de "existiam" O que é incorreto, porque o verbo haver neste significado é impessoal, ou seja, deve ser conjugado apenas na terceira pessoa do singular, qualquer que seja o tempo (há, houve, havia, houvera, houver, houvesse etc

) Antes destas derrapadas no idioma, Sérgio Moro viralizou nas redes sociais ao falar a palavra "conje" ao invés de "cônjuge", e dizer que alguém pode estar "sobre violenta emoção", ao invés de "sob" violenta emoção

Museu da Língua Portuguesa na Bienal do Livro Rio

A língua materna é a nossa identidade E é isso que é trabalhado nessa apresentação brilhante, que eu realmente fiquei apaixonada, do Museu da Língua Portuguesa

As pessoas chegam aqui, elas, a princípio, pensam que é só a instalação, mas, quando elas vão conhecendo outros espaços, vão conhecendo as palavras que nos vestem, né, vão conhecendo que a gente, o tempo todo, abre as nossas gavetas no dia a dia e não sabe a origem da palavra boné, não sabe a origem da palavra chapéu, cachecol Então, elas vão descobrindo isso junto aqui com a gente, de forma muito natural, de forma muito leve Que a ideia é essa mesmo É trazer a língua portuguesa de forma bem leve porque está no nosso dia a dia, né, não tem como não falar dela Ah, eu posso desenhar, escrever o que eu sou

Eu me desenhei Eu botei minha cara de verde e botei, aqui, o que eu sou, que eu sou bastante legal Fiquei muito emocionado, gostei muito do que foi produzido lá dentro Achei muito gratificante as vozes, pessoas conhecidas falando sobre obras tão marcantes E toda produção audiovisual tocou muito

É muito gratificante, de verdade

Museu da Língua Portuguesa no Festival de Rua Que Bom Retiro

O Bom Retiro é um bairro multicultural Ele é um bairro que, historicamente, foi recebendo camadas de imigrantes

O Museu sempre procurou fazer parte da vida desse bairro A gente traz esses jogos para que as pessoas parem e percebam como é que a língua se constrói todo dia Fazer as pessoas refletirem sobre a origem das palavras, das expressões, faz uma ponte com a história que se passou aqui, no Brasil e na cidade de São Paulo Você tem muito paulista Onde eu moro, todo mundo fala "ôxe"

– O pessoal fora, não sabe usar Fora de Salvador não sabe usar direito, que era o "lá ele"

– "Lá ele" É! – Hoje em dia, nem usam tanto mais – "Lá ele" Tem vários significados, "lá ele" "Desabestado", uma pessoa que não consegue fazer nada certo

– Já ouviu falar nessa língua? Quicongo é uma língua africana – Esse é um jogo chamado piquenique de palavras Acho que chamar a atenção do povo sobre a leitura Porque a leitura é uma maneira de você conhecer e saber discernir o certo do errado E você também conhecer outros lugares sem estar lá

É bem legal A gente tava assim, eles descobrindo as nossas expressões regionais – nós somos de Salvador -, e a gente também descobrindo algumas expressões regionais aqui de São Paulo Coisas que a gente vê ali, que eu não fazia a mínima ideia do que é, e aí a gente vê que a gente usa aquilo de outra forma Acho isso bem interessante, né? É, então, as transformações, as mudanças regionais que tem das palavras É uma língua falada em vários países da África, no Brasil, em Portugal, com alguns dialetos diferentes, e é a cultura do povo brasileiro, né? Tem, ali, uma série de informações, mas que elas despertam, em você, a reflexão, a lembrança de outras palavras, ou que você ouviu de seus pais ou de outras pessoas, de outros lugares do país

Então, é uma troca, assim estimula, né? O mesmo o princípio do Museu continua vivo aqui, né?

OK! teleseguros – Dia Nacional da Língua Gestual Portuguesa

Olá, talvez ainda não tenha reparado, ou talvez não saiba mas hoje é um dia especial para todos os que partilham a Língua Gestual Portuguesa O país celebra a língua gestual portuguesa que se tornou oficial em 1997! Para os mais curiosos

querem aprender como se cumprimenta? Bom dia Boa tarde Boa noite! Gostaram? Ajudem-nos a fazer chegar, o OK! Gestual a mais pessoas! Basta partilhar este vídeo! Obrigada a todos!

Dia Nacional Língua Gestual Portuguesa | Ativar ou desativar as legendas

Olá pessoal Eu sou a Jéssica Que dia é hoje? É dia 15 Novembro então é dia Nacional da Lingua Gestual Portuguesa Hoje eu trago-vos uma pessoa que é professora de Língua Gestual Portuguesa O seu nome gestual é este e chama – se Ana Madeira Aqui está ela Olá todos o meu nome gestual é este, sou professora de LGP e trabalho na ilha Santa Maria nos Açores

Agora que já sabem quem ela é, eu vou – lhe fazer algumas perguntas Então o reconhecimento da LGP deu – se dia 15 Novembro de 1997, já lá vão 20 anos A língua Gestual Portuguesa tem gramática que envolve 5 parâmetros, mas eu vou destacar 3 a configuração, o movimento e a orientação, a expressão depende, às vezes tem, noutras não Então a lingua materna é a primeira língua que cada pessoa aprende Por exemplo, as ouvintes, ouvem e começam a dizer palavras então a lingua materna é a língua oral, em Portugal é o português oral Nós os surdos, se aprendemos primeiro a língua gestual, então essa é a nossa língua materna Por exemplo, os bebés para comunicação ser fluente, não vão oralizar, vão gestualizar, então a lingua materna dessas crianças surdas é a língua gestual No entanto, há surdos cuja primeira lingua que aprendem é a lingua oral então é a sua lingua materna e têm com segunda lingua a língua gestual

A maioria é assim! A Lingua Gestual Portuguesa tem uma origem, tem uma história por de trás Antes, já existiam gestos em Portugal, as pessoas já comunicaram assim, Mas um homem com este nome gestual, que se chamava Par Aron Borg natural da Suíça ou da Suécia que viajou até aqui para ensinar a abecedário que se espalhou Eu acho que é da Suíça O que é a Língua Gestual Portuguesa? Então é uma lingua igual a todas as outras línguas, o Inglês, o francês, o alemão , o espanhol, etc É uma lingua! Gestual porque é visual é feita com as mãos e Portuguesa porque é o nosso país, a nossa bandeira, então LGP, Lingua Gestual Portuguesa Numero 1 A Lingua Gestual é toda igual? Não! É diferente de país para país, é com as línguas orais, são diferentes de país para país, as línguas gestuais também são diferentes

Por exemplo: Há a LGP é de cá, a LSF que é da França, a BSL que é a Inglesa, ASL que é a Americana No mundo há muitas línguas Número 2 Quem é que inventou o abecedário em LGP? Foi um homem que se chama Par Aron Borg, que tem este nome gestual e é suiço e professor de teatro E um dia teve a ideia, ao ver um menino a gestualizar num teatro, e trouxe o alfabeto manual para Portugal Número 3 Onde foi fundada a primeira escola para surdos em Portugal? Foi a Casa Pia em Lisboa no ano 1823 a mando do Rei D

João VI Número 4 Portugal foi o 6º país a reconhecer a Lingua Gestual nacional De facto, Portugal foi o 6º pais a aprovar a Língua Gestual Pelo mundo, os países foram aprovando e Portugal foi o 6º a aprovar a Língua Gestual Portuguesa em Assembleia da República Número 5 A Língua Gestual Portuguesa também é aprendida em Africa, em vários países, por exemplo Cabo Verde, Angola, Moçambique, em vários Número 6 Cada pessoa tem um nome especial, um nome gestual, que nos identifica através de uma expressão, um hábito e é assim que é dado o nome gestual Por exemplo, quem me deu o meu nome gestual foi a Ana, foi ela que me deu o meu nome gestual que é este porque isto e um J que vem do meu nome Jéssica, então ficou assim esta configuração e na testa Porque quando eu era pequena usava franja, então ficou assim

Obrigada Ana! O meu nome gestual é este Porquê? Porque desde criança que eu me rio e fico com os olhos assim que pareço chinesa, e então o meu nome é assim Sim! Há cursos na associação da Lisboa, no Porto ou numa associação surdo perto de ti Se queres um curso oficial de Lingua Gestual Portuguesa podes tirar – la na escola Superior de Coimbra, na Universidade Católica Português de Lisboa Queres aprender Lingua Gestual online? Podes fazê-lo aqui só tes que te registar com o teu email, palavra – passe, etc

Obrigada por verem o meu vídeo Por favor gostem do vídeo e subscrevem para não perderem as próximas novidades Quero agradecer também à Ana por ter aceito o meu convite A Lingua Gestual é muito bonita! Obrigada, Adeus! Também agradeço a vocês que me viram Bye Bye Bye Beijinhos xo xo xo

PORTUGUÊS BRASILEIRO É A LÍNGUA MAIS DIFICIL DO MUNDO? | Fatos Gringos

Oii galera, como vai? Hoje quero falar sobre as coisas mais difíceis que achei durante meus estudo de português Se você é novo no canal, não esqueça de se inscrever e ativar o sininho para não perder novos vídeos! Eu já fiz vários vídeo sobre como aprendi português, onde eu aprendi português e minha motivação para aprender português

Então hoje quero falar cinco coisas que achei mais difícil durante meus estudos de português A primeira coisa que achei difícil foi a letra ã O problema é que tem que pronunciar bem nasal e isso não tinha nas línguas que aprendi antes Ainda hoje, claro, não é fácil e nomes como “João” ainda ficam um pouco difíceis para pronunciar A segunda coisa que é difícil para mim é falar o r em certas palavras

Como já tentei tremer o r mas nem consegui em espanhol, isso continua a minha dificuldade Eu tentei praticar com aulas no italki – link na descrição – e melhorei um pouco Terceiro os pronomes pessoais que ficam diferentes como em alemão As vezes eu confundo algumas palavras que parecem feminino mas são masculinos Mais uma coisa é a gramática Tem várias coisas com qual tenho problema, o maior é o subjuntivo

E a última coisa é pronunciar algumas palavras por exemplo cabeleireiro exceção ou palavras da origem indígena, tipo Maranhão ou Jericoacoara Qual é a coisa mais difícil que vc acha sobre outras línguas que estuda? Quer encontrar pessoas que gostam de idiomas também? Venha conhecer o site do Clube Poliglota Brasil! Há encontros regulares para praticar idiomas e conhecer pessoas novas também na sua região! Verifique o link na descrição Espero que tenham gostado, agradeço pela joinha e não esqueça de se inscrever no canal Até mais e bis bald!

#OE2018: Contratação de intérpretes de Língua Gestual Portuguesa

Srs membros do Governo, avocamos hoje o artigo 43-A do Orçamento relativo à contratação de intérpretes de Língua Gestual Portuguesa para o Serviço Nacional de Saúde

Sras e Srs Deputados, sabem como é que um cidadão surdo comunica num hospital com o médico para lhe transmitir o que sente? Pode parecer simples, mas não é Ou se faz acompanhar de um amigo ou de um familiar, ou paga do seu bolso a um intérprete, porque de outra forma não comunica Srs

Deputados, consideram que isto é mau? Então imaginem então um cenário de urgência médica em que este cidadão não tem propriamente tempo de se preparar para ir ao hospital, e portanto poderá ver-se impossibilitado de se fazer entender numa situação de emergência Atualmente não estão asseguradas as acessibilidades de pessoas surdas a todos os serviços públicos, nomeadamente ao Serviço Nacional de Saúde Os hospitais não dispõem de intérpretes de Língua Gestual Portuguesa Se acessibilidade significa a possibilidade de aceder a qualquer serviço, então só seremos um país verdadeiramente acessível e inclusivo no dia em que todas as pessoas conseguirem entrar num serviço público e serem atendidas e compreendidas com toda a normalidade com que cada um dos Srs Deputados o faz

A Lei proíbe e pune a discriminação em razão da deficiência, mas há discriminação enquanto existirem cidadãos a viver à margem do quotidiano Pior, essa discriminação parte do próprio Estado, pois não está a assegurar condições de igualdade para todos, como é seu dever Assim, é necessário assegurar a presença de intérpretes no Serviço Nacional de Saúde em todo o território nacional, garantindo o acesso das pessoas surdas ao serviço de saúde, permitindo a igualdade de acesso e atendimento Desta forma, o PAN propõe a contratação de intérpretes de Língua Gestual Portuguesa, por forma a que existam pelo menos 3 intérpretes por cada distrito, o que significa cerca de meia centena destes técnicos Muito obrigado

Destaque ONU News Especial – Plataforma Portuguesa dos Direitos das Mulheres

Olá Seja bem-vindo a mais um destaque especial da ONU News, desta vez transmitido a partir da sede das Nações Unidas, em Nova Iorque, durante a semana daquele que é o maior de discussão e promoção dos direitos das mulheres

9 mil delegados estão presentes aqui em Nova Iorque para debater, precisamente, esta temática e duas dessas participantes estão comigo no estúdio da ONU News Ana Sofia Fernandes, presidente da Plataforma Portuguesa dos Direitos das Mulheres e vice-presidente do Lóbi Europeu da Mulheres e Alexandra Silva, coordenadora de projetos Plataforma Portuguesa dos Direitos das Mulheres Muito bem-vindas, muito obrigado por terem aceite o nosso convite Sofia começava por si, quais são as principais preocupações que enquanto presidente da Plataforma, mas também dos interesses europeus da mulheres, traz a esta CSW? A Plataforma Portuguesa para os Direitos das Mulheres, naturalmente, utiliza a Plataforma de Ação de Pequim no âmbito do seu trabalho, portanto, são referências para nós E aqui, o tema deste ano, o tema prioritário, é particularmente importante porque estamos a falar de proteção social, estamos a falar de inclusão social, estamos a falar de uma sociedade que cria condições para que mulheres e homens, de facto, possam ter uma vida digna

Ao fim e ao cabo é isso que estamos a falar E nós enquanto também coordenação em Portugal do Lóbi Europeu das Mulheres temos uma grande preocupação relativamente à criação de condições de vida que permitam a raparigas e rapazes, mulheres e homens, realizarem-se, independentemente, de estereótipos de género e conseguirem ter, de facto, uma vida com dignidade Ao nível europeu, há várias questões que nos preocupam, naturalmente Nós sabemos que nos últimos dez anos tem havido até um retrocesso em relação aquilo que eram direitos já estabelecidos em muitos países da União Europeia, e, portanto, nós verificamos que neste momento de alguma forma de forças contraditórias relativamente ao que se entende como direitos humanos das mulheres, ao que se entende como igualdade de género, e portanto, há forças que pretendem fazer regredir Pode dar-nos alguns exemplos? Posso dar alguns exemplos, claro

As organizações da sociedade civil e aquelas que representam as mulheres e raparigas e que trabalham pela igualdade de género, em vários países da União Europeia, têm vindo a assistir ao seu espaço ser restringido por força, muitas vezes do que parecem ser mecanismos administrativos do Estado, mas que muitas vezes pretendem tirar a visibilidade e a voz e tentar que as mulheres voltem a ter os chamados papeis tradicionais muito relacionados à maternidade, muito relacionados ao espaço do privado, às tarefas domésticas Isto está a acontecer em vários países, está a acontecer na Polónia, está a acontecer na Hungria, na República Checa, portanto, em vários países Há um movimento de facto de regressão nestes países em relação a direitos adquiridos E por isso é tão importante esta mobilização e coordenação entre países para promover os direitos das mulheres, que também acontece no espaço da Cplp, Alexandra Também acontece no espaço da Cplp, até porque a Cplp tem desde 2010 um plano estratégico para a igualdade de género e o empoderamento das raparigas e das mulheres, plano esse que depois se traduz em planos de ação com um tempo de dois anos e, neste momento, existe um plano de ação de 2018 a2020 com vários eixos, que cruzam desde a educação, à saúde, à violência contra as mulheres, passa também pelas questões dos mecanismos nacionais para a promoção da igualdade

Por uma série de questões, no fundo, todas as questões que têm de ver com a vida das mulheres E é um plano que importava, de facto, dar mais a conhecer às organizações dos direitos das mulheres que existem nestes nove países, porque são muito diversos entre si, estes países, mas têm uma coisa em comum, desde logo, que é a língua e que nos une muito, para além de alguma das relações culturais que também temos Na prática como é que conseguem colaborar uns com os outros, como conseguem melhorar e tentar implementar as melhores praticas e aprender com as diferentes realidades? Nós conseguimos de uma maneira muito óbvia que é conhecer a realidade, cada país vai conhecendo a sua realidade e vai transmitindo a sua realidade a sua realidade porque a Cplp não tem um diagnóstico de género traçado na Cplp, o que seria importantíssimo desde logo ter este diagnóstico O que nós temos são diagnósticos nacionais que depois podemos partilhar e a partir daí construir algo em conjunto A partilha de boas práticas é uma das ideias mas se calhar também a aproximação das associações das mulheres é uma outra ideia que nos parece fundamental, porque esta questão que a Sofia acabou de dizer de que restrição do espaço das organizações das mulheres na Cplp ele sempre esteve mais restrito do que em muitos países da União Europeia, Portugal não se inclui tanto, mas outros países sim, até porque há menos organizações de mulheres

E eu estou a pensar, por exemplo, no caso de São Tomé e Príncipe, onde, de facto, há poucas organizações de mulheres E isto permite-nos, de facto, também ajudar e apoiar umas às outras naquilo que é a construção de um espaço de legitimação e de reivindicação de direitos no conjunto da Cplp e acho que seria importantíssimo que, entre organizações de direitos das mulheres, se conseguisse esta união para também sermos mais vocais no espaço da Cplp, enquanto comunidade com cariz político e económico Naturalmente, e pelo que percebo no espaço da Cplp, um dos temas que também levantou bastante preocupação, aqui, na edição deste ano, junto da delegação portuguesa e de outras delegações é a questão do homicídio da mulher, o femicídio É uma preocupação também para a Plataforma portuguesa? De que forma têm tentado abordar essa questão? É uma preocupação de fundo A violência contra as mulheres forma um contínuo que pode ir de formas muito subtis como assédio de rua até às formas extremas como o femicídio, como refere e é algo que decorre da violência estrutural de uma sociedade ainda patriarcal muito imbuída em estereótipos de género e dominação masculina ao fim e ao cabo

Estamos a falar de homens que matam as mulheres, e por isso, nós chamamos mesmo femicídio E os números têm vindo a crescer… Infelizmente, verifica-se, de facto, nos primeiros dois meses em Portugal, que os números são gritantes Há muitas razões, certamente, nós a Plataforma fizemos o chamado relatório alternativo à Convenção de Istambul e identificámos uma série de fatores, desde falta de coordenação entre os tribunais, aliás de todas as estruturas, da policia, judicial, dos tribunais, etc, mas também e isso é uma questão fundamental, parece-nos que apesar de Portugal ter feito, de facto um grande trabalho, nos últimos vinte anos nesta área, e isso há que reconhecer, mas por vezes, as intervenções carecem de uma perspetiva transformadora Nós temos que alterar o paradigma, não pode ser aceitável, e desde logo que rapazes e homens e aqui a educação tem um papel fundamenta nas escolas etc, tem de se passar a uma fase em que não é aceitável falar -se de violência de forma banal Não se pode naturalizar os comportamentos de violência e preocupa-nos que isso esteja acontecer entre a população juvenil

As questões da violência no namoro, como são faladas, quase que banalizadas e, portanto, os rapazes, eles próprios têm de sentir que não é aceitável ter uma atitude que é violenta, porque estamos a falar de uma parceira ou de um parceiro estamos a falar de pessoas, e portanto a educação para os afetos e para as relações, nós enquanto feministas temos uma cultura de não violência, a igualdade de género é isso, é uma cultura de paz e de não-violência que tem de se traduzir em tudo o que é intervenções Falta de facto uma intervenção que altere o paradigma E que também combata a violência doméstica que continua a ser um flagelo em Portugal Sim, continua E de que forma é que a Plataforma tenta abordar esta temática? Aqui retomo um bocadinho o que a Ana Sofia disse, desde logo, outra vez, mudando também um bocadinho a forma como nós falamos da matéria

E, de facto, a nossa perspetiva e fomos também bastante vocais quando fizemos o relatório Sombra ao Grevio, à Convenção de Istambul, foi de que há a necessidade de alterar um bocadinho a designação das coisas e nós não gostamos muito de chamar violência doméstica porque remete para um contexto situacional A violência sobre a mulher Exatamente e não para aquilo que é a violência estrutural E nesse sentido, quando tentamos abordar essas questões que cabe dentro da nossa legislação, no âmbito da lei da violência doméstica, falamos em violência em relações de intimidade e falamos da violência, por exemplo de filhos e filhas para pais, de descendentes com ascendentes, falamos em violência em relações de namoro que nos parece também importante alterar a forma como falamos das matérias A violência, em Portugal, em termos de números de queixas feitas às forças de segurança e única estadística oficial que nos podemos basear, ela tem mantido de alguma forma estável entre as 26 mil / 27 mil queixas anuais

O que acontece é que depois essas queixas, são a primeira entrada no sistema judicial, só 15% dessas queixas é que chegam a ser acusadas, ou seja, o Ministério Público só em 15% dos casos dá aso a uma acusação Desses que são acusados, só 7% é que chegam a ser condenados e a condenação é, na maior parte dos casos, uma condenação de pena suspensa, não efetiva, acabam por não ir presos Uma grande impunidade… Há uma grande impunidade parece-nos que é um crime, que apesar de ser um crime público, e isso foi muito importante, a visibilidade de ser um crime público, continua a ser um crime que não é levado muito a sério, aqui é sempre entre aspas, não é, mas continua a ser um crime não levado muito a sério porque a taxa de condenação é muito, muito baixa Muito bem, muito obrigado, o nosso empo acabou, agradeço a presença das duas deixando saudações feministas, naturalmente Muito obrigado por ter estado desse lado, por ter percebido um pouco melhor a perspetiva da Plataforma dos Direitos da mulher

Até breve

Exclusivo: Em português, secretário-geral da ONU dirige-se a Moçambique após ciclone.

Face à imensa tragédia que assolou Moçambique, eu quero exprimir a minha total solidariedade ao povo moçambicano e ao seu governo E ao mesmo tempo, as minhas sinceras condolências às famílias de centenas e centenas de moçambicanas e moçambicanos que morreram

Não sabemos ainda o número certo E ao mesmo tempo, exprimir a todos os que perderam membros da sua família ou perderam a sua casa, que viram as escolas onde os seus filhos estudavam destruídas, as estradas que percorriam desaparecer, que não mais têm a possibilidade de colher aquilo que semearam A todos quero dizer que as Nações Unidas estão convosco, que os trabalhadores das agências das Nações Unidas, no plano humanitário, no plano do desenvolvimento, desde a primeira hora, procuram fazer o seu melhor para ajudar o povo moçambicano a sair desta crise enorme e a recomeçar o seu caminho de desenvolvimento Vai ser duro, vai levar tempo, vai exigir uma mobilização muito grande de todos os esforços, nacionais e internacionais Mas nós nas Nações Unidas estamos convosco e estamos, ao mesmo tempo, a apelar à comunidade internacional para uma ajuda maciça a Moçambique, para que Moçambique possa recuperar o mais depressa possível desta imensa tragédia

BNCC na Prática: textos multissemióticos na aula de Língua Portuguesa

A importância de trabalhar com textos multissemióticos desde os anos iniciais é para favorecer o entendimento dos alunos nesse tipo de textofaz-se necessária porque os alunos têm muita dificuldade de entender o humor e a ironia que existem nesses textos Olha aqui no segundo quadrinho, vamos verserá que isso vai dar certo? Claro que váQue que aconteceu aqui nesse segundo quadrinho? Por que ele está com essa cara? Fala, Talita: Porque ele foi falar e aí ele mordeu e o chiclete é mole Ele mordeu e o chiclete é mole

Será que é isso? Fala, Camile: É porque ele foi falar e aí ele engoliu o chiclete Ele engoliu o chiclete? Todo mundo concorda com que a Camile falou? Será que aqui ele engoliu o chiclete? A escola sempre privilegiou o letramento impresso, as letras, as palavras Com o desenvolvimento das novas tecnologias, entrou no cenário a necessidade de desenvolver outras habilidades, que é a possibilidade de articular vários elementos e ler e interpretar e compreender textos multissemióticos Mas o que são textos multissemióticos? São aqueles que têm muitos elementos Você tem as palavras, você tem as imagens, os ícones, as expressões através dos desenhos, a navegação

Então, estamos para desenvolver essa habilidade Por onde nós podemos começar nas escolas a desenvolver isso? Por exemplo, pelas tirinhas Na escolha das tirinhas eu procuro pensar em situações em que os alunos vivenciam no cotidiano que tenham informações implícitas e explícitas para que os alunos consigam, a partir da leitura da imagem e das palavras, do texto que está escrito, fazer o entendimento Para isso, eu preciso trazer o contexto de produção, quem é o autor, o gênero que é a tirinha, quem são os personagens que vão estar nessa tirinha Então, eu penso em perguntas que vão fazer os alunos consigam compreender tanto as questões que estão explícitas no texto, no caso o que está escrito, quanto fazer relação entre a imagem e esse escrito para que eles possam dar sentido ao que eles estão lendo

Quando eu proponho uma leitura compartilhada da tirinha, eu pretendo, com as intervenções e com a conversa dos alunos, que os alunos aprendam com a ideia do colega Então, eles socializam o que eles entenderam e nós vamos construindo juntos, no coletivo, a ideia principal que essa tirinha quer trazer E aqui, é uma parede mesmo? Será que é? Lucas, fala para mim como que dá para perceber que aqui é uma parede e aqui é um quadro Porque tem um quadro ali e também tem uns riscos no chão parecendo que é piso Ah

isso aqui parece o rodapé do piso, o Lucas tá trazendo Vocês concordam com o que o Lucas está dizendo? Sim Então, eu planejo primeiro o agrupamento produtivo: quem é o aluno que tem uma leitura mais proficiente,uma leitura mais fluente, com um aluno que tem um pouco mais de dificuldade ainda nessa leitura

E esse aluno, mesmo com dificuldade, a partir da ajuda do colega eles conseguem ampliar o seu conhecimento sobre esse tipo de texto E também o professor consegue, eu consigo acompanhar nas duplas um pouco mais sistematicamente Então, eu indo nas duplas eu consigo fazer algumas intervenções, como eu faço lá no coletivo, mas pontuais Aqui tá escrito: E depois do jantar é hora de Bob Esponja Aí ele falou Oba!, mas ele pensou que era o Bob Esponja, o desenho

E aqui fala: Vou processar minha mãe por propaganda enganosa Porque era para lavar a louça e não assistir o desenho do Bob Esponja E aí ela fez umatroca Uma troca Ao invés de assistir o desenho, lavar a louça E essa cara aqui dele o que significa? De felicidade, porque ele pensou que ia assistir o desenho

A professora tem uma interação muito boa com as crianças Ela promove um trabalho em dupla, entendendo que o trabalho coletivo, a construção coletiva antecede a construção individual Ela leva em conta o conhecimento prévio, ela questiona as interpretações, as compreensões das crianças, comparando diferentes interpretações e ajudando as crianças a reconsiderar o que pensavam antes Quando a gente volta para o coletivo e eles socializam o que a dupla pensou a gente consegue ampliar o entendimento dessa tirinha para todos os alunos E com isso eles avançam no entendimento desse tipo de texto

E por que que está escrito bem grande, diferente dos outros balões, que as letras estão escritas menores assim e não está em negrito? Por que escreve assim? Para mostrar o quê? Porque eu acho que ele falou alto Ele falou alto, né? E como dá para perceber que ele está feliz? Que ponto tem aí que dá para perceber que ele está feliz? Como chama esse ponto? Exclamação Ponto de exclamação A partir das informações que eu tenho, e do retorno dos alunos, a partir dessa atividade, eu consigo validar ou não o meu planejamento E aí eu válido algumas informações, algumas questões que eu pensei e aí eu posso dizer isso já está garantido pro meu aluno ou não, eu preciso retomar algumas coisas que não ficaram muito claras para que eles consigam avançar nesse conhecimento, na compreensão leitora desse tipo de texto

O trabalho das tirinhas é muito importante, porque ele colabora para as crianças construírem a habilidade desse olhar articulador Muito bem, mas é preciso ir além Esse olhar articulador pode ser desenvolvido através de muitos recursos: construir vídeos de um minuto, fazer gravações, os podcasts, legendar fotos, fazer apresentações, explanações e seminários usando infográficos, mapas conceituais Então nós temos muitas ferramentas digitais que podem ajudar os alunos a encontrar formas contemporâneas e linguagens contemporâneas para expressar a sua voz A BNCC veio para validar o trabalho que já é realizado nos anos iniciais e aprofundar a discussão sobre esse tipo de texto, que são os textos multissemióticos