Guterres na Nova Zelândia e a celebração do Dia da Língua Portuguesa na ONU

Bem-vindo Começa agora o Destaque ONU News, diretamente da sede das Nações Unidas, em Nova Iorque

Eu sou o Alexandre Soares Neste programa, secretário-geral visita Pacífico Sul para destacar luta contra mudança climática; Dia da Língua Portuguesa foi celebrado na ONU Começamos no Pacífico Sul O secretário-geral da ONU está de visita a esta região do mundo para destacar o problema da mudança climática António Guterres começou a viagem na Nova Zelândia

A Ana Paula Loureiro tem mais informações Guterres elogiou os esforços da primeira-ministra da Nova Zelândia, Jacinda Ardern, para conter o extremismo violento nas redes sociais O chefe da ONU elogiou a primeira-ministra pela resposta ao ataque na mesquita de Christchurch, em que 51 pessoas foram mortas O secretário-geral também elogiou a “liderança visionária” do país na ação climática Guterres defendeu ainda que “é necessária uma economia verde e não uma economia cinzenta no mundo”

Para o secretário-geral, "é muito importante convencer os governos de que devem agir, porque ainda há muita resistência" As Nações Unidas realizam no dia 23 de setembro, em Nova Iorque, a Cimeira de Ação Climática, que deve reunir líderes de todo o mundo Da ONU News em Nova Iorque, Ana Paula Loureiro Depois da Nova Zelândia, Guterres visita as ilhas Fiji, Tuvalu e Vanuatu, que já sentem os efeitos da mudança climática E agora, o evento que marcou o fim de semana de celebração do Dia da Língua Portuguesa e da Cultura O dia é marcado a 5 de maio, mas a festa acontece durante todo o mês

Na sede da ONU, a Comunidade dos Países de Língua Portuguesa, Cplp, reuniu centenas de pessoas para ouvir música dos países lusófonos e provar pratos da gastronomia desses países O António Ferrari tem mais informações As comemorações de 2019 marcaram os 10 anos após a data ter sido proclamada É o dia de comemoração, todos aqueles países que falam português São todos esses países juntos e saber que formamos uma família

É muito importante nos juntar para celebrarmos a nossa língua A língua que temos em comum, a língua que é falada em diferentes partes do mundo O Cplp é um grupo especial Temos o Brasil na América do Sul, temos o Timor-Leste na outra parte do mundo, temos cinco países na África e temos Portugal, e agora, mais um país africano, a Guiné Equatorial que se associou a nós Por isso é muito importante nos juntarmos de vez em quando e celebrarmos a língua que nos une A festa aconteceu horas após ser adotada uma nova resolução da Assembleia Geral, destacando a realização da Conferência dos Oceanos em Portugal, em 2020

A Cplp destacou que com a presença de todos na festa vinha a mensagem de que o mundo declarava seu apoio à diversidade cultural Nós em angola usamos uma expressão para exemplificar o estado de amizade, de solidariedade, da união, com alguma situação em concreto e dizemos “tamos juntos” Podemos usar a expressão estamos juntos aqui nas Nações Unidas, os países da Cplp, para alcançar objetivos que são comuns e aqueles que pretendemos para melhorar a situação dos nossos países no âmbito econômico e outras situações em que esses países da Cplp se revejam A língua portuguesa tem um significado muito importante para o Timor-Leste, sendo o único país na Ásia que realmente fala português e adotou o português como uma das línguas oficiais Nós sentimos bastante contentes e privilegiados de fazer parte dessa grande família que é a Cplp

Portanto, a celebração da língua portuguesa é importantíssima para o Timor-Leste O português não é uma língua oficial da ONU, mas, para o embaixador do Brasil, o idioma falado por mais de 280 milhões de pessoas merece espaço Temos agora um secretário-geral que vem de um dos países da nossa comunidade, e eu não tenho dúvida Temos que vencer alguns obstáculos, entre os quais o de questões orçamentárias Mas acho que o idioma português merece um esforço, de nós dos países, para que ele seja aprovado, seja integrado, ao hall dos idiomas oficiais da organização

No papel de anfitrião, o bloco lusófono declarou aberta a noite de diversão com música, comida e bebidas Todos trazidos ao local dos países de língua portuguesa Temos música, essencialmente, de Cabo Verde, mas também temos a gastronomia de todos os países da Cplp Temos a caipirinha, temos as iguarias de Cabo Verde, de Portugal, da Guiné-Bissau A língua portuguesa deve também ser festejada num momento de muito convívio, de muita alegria, para além dos momentos que devemos também comunicar na língua portuguesa aqui nas Nações Unidas

E através de todos os mídias que também tem o suporte aqui nas Nações Unidas Da ONU News em Nova Iorque, António Ferrari Na sede da ONU em Genebra, um Festival de cinema dos países lusófonos será realizado em meados de maio com filmes na 5ª língua mais falada no mundo Saiba mais sobre estas e outras notícias no nosso site Hoje damos destaque à situação humanitária em Gaza e ao interesse das autoridades da Guiné-Bissau para ter ajuda do Fundo Monetário Internacional No nosso canal do YouTube, acompanhe o Jornal da ONU no rádio, que é apresentado por Daniela Gross

Ficamos por aqui com o Destaque ONU News Um abraço a todos os que nos acompanham em Gabu, na Guiné-Bissau, e na cidade da Praia, Cabo Verde Até breve

Biblioteca da ONU recebe livros em português

As Nações Unidas celebram esta semana o Dia da Língua Portuguesa e da Cultura da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa Os eventos começaram com a entrega de dezenas de livros à biblioteca da organização, em Nova Iorque

As obras em português foram apresentadas nesta terça-feira pelos embaixadores do Brasil, Portugal e Cabo Verde junto à organização Para comemorar a data, marcada a 5 de maio, também está agendado um concerto na sexta-feira Estamos a festejar esta semana o Dia da Língua Portuguesa e da Cultura da Cplp Por razões de calendário, portanto, será no dia 10, com recepção da festa musical e do convívio entre embaixadores e outros convidados, aqui nas Nações Unidas Reforçando a presença da língua portuguesa através de livros na biblioteca é uma forma que temos aqui de defender o multilinguismo no seio das Nações Unidas

O português não é uma língua oficial, mas é uma língua que está presente em vários meios de comunicação a partir das Nações Unidas Fazemos comunicações durante as reuniões estatutárias da Assembleia Geral em língua portuguesa quando necessário e conveniente A língua portuguesa tem ganhado uma presença bastante forte nos outros meios de comunicação e eu creio que o livro, também, é uma das expressões de circulação do conteúdo, digamos, da criatividade utilizando a língua portuguesa e é por isso que estamos aqui Existem na biblioteca das Nações Unidas cerca de 300 livros em português Destes, 193 são publicados no Brasil

O tema das relações internacionais domina a mais recente contribuição brasileira com obras para a organização Os títulos são chanceladas pela Fundação Alexandre de Gusmão O Brasil é um país que defende o multilateralismo e esse é o lugar por excelência onde o multilateralismo é praticado, defendido e valorizado A contribuição deste momento com livros em língua portuguesa, para a biblioteca, é parte disso também Essa doação de livros, se inscreve na celebração, é um dos atos com o qual este ano comemoramos o Dia da Língua e da Cultura Portuguesa, que terá lugar na próxima sexta-feira com uma recepção, um evento cultural

Esta apresentação de livros é uma parte importante disso também Ficamos muito contentes que pudéssemos fazer isso no contexto da Cplp Nos próximos dias a biblioteca oferecerá uma maior exposição das obras para facilitar o acesso dos falantes de português e para que leitores que venham à ONU tenham contato com assuntos tratados pelas Nações Unidas no idioma “Os nossos países oferecem livros em português à biblioteca das Nações Unidas Todos sobre temas que têm a ver com os assuntos tratados pelas Nações Unidas e por ocasião da comemoração de mais um Dia da língua Portuguesa e da Cultura da Cplp Todos nós temos feito, e não só os nossos três países como todos ou outros da Cplp, o possível para manter a língua portuguesa muito viva nas Nações Unidas e nos trabalhos dos seus respectivos órgãos, agências e programas

É muito importante para nós continuar este fluxo de informação em português para todos aqueles que falam português em todo o mundo, e manter aqui, especificamente, dentro da biblioteca das Nações Unidas, para os seus utilizadores, a possibilidade de consultarem literatura em português sobre os tratados das Nações Unidas Localizada na sede das Nações Unidas em Nova Iorque, a Biblioteca da organização oferece serviços de pesquisa e informação para apoiar a participação dos Estados-membros nas Nações Unidas Da ONU News em Nova Iorque, Eleutério Guevane

Destaque ONU News Especial – Plataforma Portuguesa dos Direitos das Mulheres

Olá Seja bem-vindo a mais um destaque especial da ONU News, desta vez transmitido a partir da sede das Nações Unidas, em Nova Iorque, durante a semana daquele que é o maior de discussão e promoção dos direitos das mulheres

9 mil delegados estão presentes aqui em Nova Iorque para debater, precisamente, esta temática e duas dessas participantes estão comigo no estúdio da ONU News Ana Sofia Fernandes, presidente da Plataforma Portuguesa dos Direitos das Mulheres e vice-presidente do Lóbi Europeu da Mulheres e Alexandra Silva, coordenadora de projetos Plataforma Portuguesa dos Direitos das Mulheres Muito bem-vindas, muito obrigado por terem aceite o nosso convite Sofia começava por si, quais são as principais preocupações que enquanto presidente da Plataforma, mas também dos interesses europeus da mulheres, traz a esta CSW? A Plataforma Portuguesa para os Direitos das Mulheres, naturalmente, utiliza a Plataforma de Ação de Pequim no âmbito do seu trabalho, portanto, são referências para nós E aqui, o tema deste ano, o tema prioritário, é particularmente importante porque estamos a falar de proteção social, estamos a falar de inclusão social, estamos a falar de uma sociedade que cria condições para que mulheres e homens, de facto, possam ter uma vida digna

Ao fim e ao cabo é isso que estamos a falar E nós enquanto também coordenação em Portugal do Lóbi Europeu das Mulheres temos uma grande preocupação relativamente à criação de condições de vida que permitam a raparigas e rapazes, mulheres e homens, realizarem-se, independentemente, de estereótipos de género e conseguirem ter, de facto, uma vida com dignidade Ao nível europeu, há várias questões que nos preocupam, naturalmente Nós sabemos que nos últimos dez anos tem havido até um retrocesso em relação aquilo que eram direitos já estabelecidos em muitos países da União Europeia, e, portanto, nós verificamos que neste momento de alguma forma de forças contraditórias relativamente ao que se entende como direitos humanos das mulheres, ao que se entende como igualdade de género, e portanto, há forças que pretendem fazer regredir Pode dar-nos alguns exemplos? Posso dar alguns exemplos, claro

As organizações da sociedade civil e aquelas que representam as mulheres e raparigas e que trabalham pela igualdade de género, em vários países da União Europeia, têm vindo a assistir ao seu espaço ser restringido por força, muitas vezes do que parecem ser mecanismos administrativos do Estado, mas que muitas vezes pretendem tirar a visibilidade e a voz e tentar que as mulheres voltem a ter os chamados papeis tradicionais muito relacionados à maternidade, muito relacionados ao espaço do privado, às tarefas domésticas Isto está a acontecer em vários países, está a acontecer na Polónia, está a acontecer na Hungria, na República Checa, portanto, em vários países Há um movimento de facto de regressão nestes países em relação a direitos adquiridos E por isso é tão importante esta mobilização e coordenação entre países para promover os direitos das mulheres, que também acontece no espaço da Cplp, Alexandra Também acontece no espaço da Cplp, até porque a Cplp tem desde 2010 um plano estratégico para a igualdade de género e o empoderamento das raparigas e das mulheres, plano esse que depois se traduz em planos de ação com um tempo de dois anos e, neste momento, existe um plano de ação de 2018 a2020 com vários eixos, que cruzam desde a educação, à saúde, à violência contra as mulheres, passa também pelas questões dos mecanismos nacionais para a promoção da igualdade

Por uma série de questões, no fundo, todas as questões que têm de ver com a vida das mulheres E é um plano que importava, de facto, dar mais a conhecer às organizações dos direitos das mulheres que existem nestes nove países, porque são muito diversos entre si, estes países, mas têm uma coisa em comum, desde logo, que é a língua e que nos une muito, para além de alguma das relações culturais que também temos Na prática como é que conseguem colaborar uns com os outros, como conseguem melhorar e tentar implementar as melhores praticas e aprender com as diferentes realidades? Nós conseguimos de uma maneira muito óbvia que é conhecer a realidade, cada país vai conhecendo a sua realidade e vai transmitindo a sua realidade a sua realidade porque a Cplp não tem um diagnóstico de género traçado na Cplp, o que seria importantíssimo desde logo ter este diagnóstico O que nós temos são diagnósticos nacionais que depois podemos partilhar e a partir daí construir algo em conjunto A partilha de boas práticas é uma das ideias mas se calhar também a aproximação das associações das mulheres é uma outra ideia que nos parece fundamental, porque esta questão que a Sofia acabou de dizer de que restrição do espaço das organizações das mulheres na Cplp ele sempre esteve mais restrito do que em muitos países da União Europeia, Portugal não se inclui tanto, mas outros países sim, até porque há menos organizações de mulheres

E eu estou a pensar, por exemplo, no caso de São Tomé e Príncipe, onde, de facto, há poucas organizações de mulheres E isto permite-nos, de facto, também ajudar e apoiar umas às outras naquilo que é a construção de um espaço de legitimação e de reivindicação de direitos no conjunto da Cplp e acho que seria importantíssimo que, entre organizações de direitos das mulheres, se conseguisse esta união para também sermos mais vocais no espaço da Cplp, enquanto comunidade com cariz político e económico Naturalmente, e pelo que percebo no espaço da Cplp, um dos temas que também levantou bastante preocupação, aqui, na edição deste ano, junto da delegação portuguesa e de outras delegações é a questão do homicídio da mulher, o femicídio É uma preocupação também para a Plataforma portuguesa? De que forma têm tentado abordar essa questão? É uma preocupação de fundo A violência contra as mulheres forma um contínuo que pode ir de formas muito subtis como assédio de rua até às formas extremas como o femicídio, como refere e é algo que decorre da violência estrutural de uma sociedade ainda patriarcal muito imbuída em estereótipos de género e dominação masculina ao fim e ao cabo

Estamos a falar de homens que matam as mulheres, e por isso, nós chamamos mesmo femicídio E os números têm vindo a crescer… Infelizmente, verifica-se, de facto, nos primeiros dois meses em Portugal, que os números são gritantes Há muitas razões, certamente, nós a Plataforma fizemos o chamado relatório alternativo à Convenção de Istambul e identificámos uma série de fatores, desde falta de coordenação entre os tribunais, aliás de todas as estruturas, da policia, judicial, dos tribunais, etc, mas também e isso é uma questão fundamental, parece-nos que apesar de Portugal ter feito, de facto um grande trabalho, nos últimos vinte anos nesta área, e isso há que reconhecer, mas por vezes, as intervenções carecem de uma perspetiva transformadora Nós temos que alterar o paradigma, não pode ser aceitável, e desde logo que rapazes e homens e aqui a educação tem um papel fundamenta nas escolas etc, tem de se passar a uma fase em que não é aceitável falar -se de violência de forma banal Não se pode naturalizar os comportamentos de violência e preocupa-nos que isso esteja acontecer entre a população juvenil

As questões da violência no namoro, como são faladas, quase que banalizadas e, portanto, os rapazes, eles próprios têm de sentir que não é aceitável ter uma atitude que é violenta, porque estamos a falar de uma parceira ou de um parceiro estamos a falar de pessoas, e portanto a educação para os afetos e para as relações, nós enquanto feministas temos uma cultura de não violência, a igualdade de género é isso, é uma cultura de paz e de não-violência que tem de se traduzir em tudo o que é intervenções Falta de facto uma intervenção que altere o paradigma E que também combata a violência doméstica que continua a ser um flagelo em Portugal Sim, continua E de que forma é que a Plataforma tenta abordar esta temática? Aqui retomo um bocadinho o que a Ana Sofia disse, desde logo, outra vez, mudando também um bocadinho a forma como nós falamos da matéria

E, de facto, a nossa perspetiva e fomos também bastante vocais quando fizemos o relatório Sombra ao Grevio, à Convenção de Istambul, foi de que há a necessidade de alterar um bocadinho a designação das coisas e nós não gostamos muito de chamar violência doméstica porque remete para um contexto situacional A violência sobre a mulher Exatamente e não para aquilo que é a violência estrutural E nesse sentido, quando tentamos abordar essas questões que cabe dentro da nossa legislação, no âmbito da lei da violência doméstica, falamos em violência em relações de intimidade e falamos da violência, por exemplo de filhos e filhas para pais, de descendentes com ascendentes, falamos em violência em relações de namoro que nos parece também importante alterar a forma como falamos das matérias A violência, em Portugal, em termos de números de queixas feitas às forças de segurança e única estadística oficial que nos podemos basear, ela tem mantido de alguma forma estável entre as 26 mil / 27 mil queixas anuais

O que acontece é que depois essas queixas, são a primeira entrada no sistema judicial, só 15% dessas queixas é que chegam a ser acusadas, ou seja, o Ministério Público só em 15% dos casos dá aso a uma acusação Desses que são acusados, só 7% é que chegam a ser condenados e a condenação é, na maior parte dos casos, uma condenação de pena suspensa, não efetiva, acabam por não ir presos Uma grande impunidade… Há uma grande impunidade parece-nos que é um crime, que apesar de ser um crime público, e isso foi muito importante, a visibilidade de ser um crime público, continua a ser um crime que não é levado muito a sério, aqui é sempre entre aspas, não é, mas continua a ser um crime não levado muito a sério porque a taxa de condenação é muito, muito baixa Muito bem, muito obrigado, o nosso empo acabou, agradeço a presença das duas deixando saudações feministas, naturalmente Muito obrigado por ter estado desse lado, por ter percebido um pouco melhor a perspetiva da Plataforma dos Direitos da mulher

Até breve

Exclusivo: Em português, secretário-geral da ONU dirige-se a Moçambique após ciclone.

Face à imensa tragédia que assolou Moçambique, eu quero exprimir a minha total solidariedade ao povo moçambicano e ao seu governo E ao mesmo tempo, as minhas sinceras condolências às famílias de centenas e centenas de moçambicanas e moçambicanos que morreram

Não sabemos ainda o número certo E ao mesmo tempo, exprimir a todos os que perderam membros da sua família ou perderam a sua casa, que viram as escolas onde os seus filhos estudavam destruídas, as estradas que percorriam desaparecer, que não mais têm a possibilidade de colher aquilo que semearam A todos quero dizer que as Nações Unidas estão convosco, que os trabalhadores das agências das Nações Unidas, no plano humanitário, no plano do desenvolvimento, desde a primeira hora, procuram fazer o seu melhor para ajudar o povo moçambicano a sair desta crise enorme e a recomeçar o seu caminho de desenvolvimento Vai ser duro, vai levar tempo, vai exigir uma mobilização muito grande de todos os esforços, nacionais e internacionais Mas nós nas Nações Unidas estamos convosco e estamos, ao mesmo tempo, a apelar à comunidade internacional para uma ajuda maciça a Moçambique, para que Moçambique possa recuperar o mais depressa possível desta imensa tragédia