Conheça o curso Português Total 2019 – Para quem está começando a estudar agora!

Você está iniciando seus estudos para concurso público? Então, já percebeu que uma disciplina que normalmente é comum a todos os certames é a disciplina de língua portuguesa e é justamente sobre isso que eu estou aqui pra conversar com vocês Eu sou Professora Flávia Rita, trabalho com língua portuguesa há mais de 15 anos, tenho alguns livros publicados, já aprovei milhares de alunos e tenho condições de ajudar você também a ter o seu nome na lista dos nomeados porque só ser aprovado não adianta hoje não, né? Bom, para isso, a minha indicação para quem está iniciando seus estudos é o PORTUGUÊS TOTAL

Um curso começando do zero Que vai permitir ao aluno adquirir consistência necessária e a constância dos estudos para gabaritar uma prova de língua portuguesa E se você, ainda, não conhece a minha metodologia, eu tenho certeza de que ela vai ajudá-lo a alcançar os seus resultados, eu convido você a iniciar GRATUITAMENTE a turma do Português Total conosco! Assista a algumas aulas sem custo algum!

(Espinosa) O lugar onde vivo – Conversa com a Rua – Olimpíada de Língua Portuguesa 2019

Olá pessoal, Este é um vídeo-crônica muito especial, pois foi feito à pedidos; e é direcionado a uma galera importante pra mim: às e aos estudantes espinosenses, especialmente aos alunos da Escola Estadual Comendador Viana, uma escola do coração, da qual fui aluno na minha infância, e que me influenciou enormemente a ser a pessoa-cidadão que sou hoje Agradeço o convite feito pelas amigas Jânia e Anézia, professora de português que, juntamente com as professoras Ana Carla, Renata e Rita, vão conduzir oficinas em preparação para as Olimpíadas de Língua Portuguesa

Ali os alunos irão desenvolver o tema “O lugar onde vivo”, que “tem como objetivo lhes propiciar estreitar vínculos com a comunidade e aprofundar o conhecimento sobre a realidade local" É um prazer e uma honra poder contribuir Espero que gostem e que possam tirar algum proveito Se gostarem do vídeo, lembrem-se de curtir e compartilhar Inscrevam-se no canal, enviem seus comentários e contem comigo nessa jornada com as palavras, a comunicação, as histórias, os sonhos e a realização

Desejo foco, inspiração e sucesso para vocês Foi à tardinha, que conversei com a Rua, pois, de certa forma, não havia outro ninguém com quem Também pela familiaridade e porque o sol já estava frio Ninguém aguenta bater papo debaixo de sol quente em Espinosa; melhor à sombra das Gameleiras do Comendador, dos Fícus da Praça ou de arvoredo que ainda sobrou na beira do Rio Verde; ou então esperar o friozinho acanhado das manhãs de inverno, que aí o sol fica pianinho pra uma conversa boa Mas foi à tardinha

E nem sei se posso chamá–la de Rua Pelo conhecimento de longa data, talvez posso tratá–la carinhosamente por “Ruazinha”, ou até “Ruainhazinha”, já que no ‘Nordimimas’ a gente tem essa mania de duplicar o diminutivo, transformando pequeninho em pequenininho Ou ainda, chama–la até de Beco, por sua finura e curteza, mas esse termo, já o usaram tanto para fazer desfeita às vielas – Beco dos ‘Bêbo’, do Rato, do Maribondo, e por aí vai – que até magoa Talvez seja melhor deixar o título pra lá, pois, quando conversei com ela, nem pensei em nome, só soltei o verbo, assim como a gente faz com os íntimos Mas, pra não fatigar sua curiosidade, o nome que deram pra rua do fundo da minha casa foi “Osório Salgado”, um senhor que – perdão aos familiares – por meu parvo interesse e desvairada imaginação, neste caso particular, não passaria de um mascate que vendia tudo pela hora da morte, ou talvez um marido cuja esposa exigente vivesse a lhe lamber a carcaça suada antes de manda–lo tomar um banho

Pois bem, conversei com a Rua E foi mais ou menos assim: – Como é que ‘cê fez pra virar rua? – Como assim, menino? – ela retrucou – Não é assim, como você ganhou o título de Rua, sabe? Quero saber é como é que você surgiu do nada, do meio do mato que devia haver aqui? – Ué – me respondeu um tanto alheia, cansada da minha pergunta comprida e olhando para uma meia lua perdida no alto do céu, como se tivesse me mostrando seus interesses elevados – primeiro, abriram trilha no meio do mato, nessa urgência que as pessoas têm de ir de um lugar pro outro, procurando novidade, depois voltando pra contar pros que ficaram, depois retornando pra proteger o achado, depois voltando pra buscar apetrecho, retornando pra trazer parente, e assim num constante vai–e–vem típico de gente indo atrás de gente Logo, virei caminho de terra batida, depois estrada Não demorou, me cercaram de um lado e de outro

E num instante ergueram a primeira casa – Sim’ – a interrompi, pois vi que quem estava encompridando mesmo era ela que já tinha me dado um bloco inteiro de palavras – mas por que você não parou por aí e permaneceu uma casinha branca à beira da estrada encostada em um flamboyant, como na pintura lá de casa? – Porque o povo tem essa premência de ir se juntando um ao lado do outro, talvez por solidão, ou buscando conveniência, de troca–troca, de amparo, de proteção, de prosa e até de bisbilhotice, né?’ Tomei o “né” como uma censura e me calei Desci da escada onde estava sentado e fiquei de pé nos paralelepípedos, meio emburrado, olhando para a minha fachada preferida

– Não vai perguntar mais? – me surpreendeu, ela – Perguntar o quê? – fui desatando minha careta – Qualquer coisa; gosto das suas palavras – essa sua atitude, de vir dialogar comigo’ – Também gosto das suas – o afeto saltou à minha tona – Sabe? Te acho muito bonita; as diversas formas e cores nas fachadas, os muros e esquadrias de todas as idades, o quarteirão comprido aprumando as perspectivas, sua largura aconchegante do tamanho da gente, combinando com as calçadas estreitas, imitando passarelas por onde ocasionalmente vêm desfilando espinosenses, que sempre cumprimentam a gente ao passar; gosto dessa proximidade que você propicia, e gosto das escadas altas, como arquibancadas

E ainda caio de amores por este tesouro de fachada neoclássica, com direito a colunas, capiteis e frontão, que aproxima toda a distante fantasia das histórias infantis que escolheram nos contar’ A rua abriu um sorriso largo, por onde comecei a caminhar até percorrê-la por inteiro, verificando cada palavra expressada O tempo passou, e sempre que volto, bato um papo com as ruas de Espinosa Nunca me esqueço daquele colóquio: – Gosto das suas palavras – Também gosto das suas

Revivo a pujança que as palavras nos dão As fachadas das ruas de Espinosa estão cheias de palavras Basta olhar, apreciar, questionar, imaginar Na verdade, estão por todo o lugar Espinosa é palavra, você é palavra, eu, nós somos palavras, o mundo é palavra Delas somos ricos, multimilionários Através delas temos tudo Tenho Espinosa e as ruas, tenho o Comendador e a lua

É verdade que também tenho a distância, tenho a falta e a saudade Contudo, tenho força, movimento, ação, busca, companhia – palavra esquecida por cidadãos desatinados, como reclamou, a pequena via Então – faço questão – tenho vocês, caros conterrâneos, e nossa língua mãe, o adorável português E sobretudo, a liberdade, que as palavras me oferecem Com elas, vou ao seu encontro, de mente e peito aberto, pronto; me pergunto, quem são vocês, quais os seus mistérios, suas histórias e sonhos, quais palavras vislumbram em seus dotes particulares, combustível para inúmeras viagens? Sim, pois articulando palavras, me direciono a vocês, envio minha mensagem na garrafa, no grande mar do sertão

Quem a resgatará? Entenderão, se identificarão? Pois dúvida também é palavra, assim como incomunicação E o silêncio, com que vos deixo, que é falta de som, mas não necessariamente de palavras

O que é Linguagem? – Resumo para o ENEM: Português | Descomplica

00:00 – Português Aline Bello Linguagem 00:15 – Olha para uma nomenclatura da prova do Enem, percebemos que a prova é chamada de linguagens, código e suas tecnologias Desse modo, o Enem valoriza o aluno que está ligado com a sociedade em que ele vive

Essa Os valores de língua, linguagem e sua aplicação na sociedade 01:10 – A prova é ver se o aluno é capaz de detectar os eventos que acontecem com língua portuguesa Nós temos o padrão padrão que é denominado padrão de referência ou cultura que é prescrita pela gramática normativa da língua portuguesa 01:30 – No entanto, na rua os humanos não usam uma língua semper na norma culta O Enem vai 02:00 – Uma linguagem diferente de expressão verbal ou não verbal Tipos: Verbal – Construídas por meio de palavras

Não verbal – Construída via de símbolos não verbais como imagens, cores, gestos Mista ou híbrida – Mistura das duas anterioresExemplo: Encargos

02:50 – Outro conceito de extrema importância é o de língua A língua é o tipo de linguagem verbal que é utilizada por uma determinada comunidade O que nos importa é uma variação que acontece na sociedadeNós, não utilizamos sempre uma norma cultaNo dia-a-dia utiliza uma linguagem coloquial

COMO APRENDI O PORTUGUÊS | Libras

A maioria de vocês me perguntou se foi eu quem criou as legendas nos vídeos se foi eu quem respondeu os seus comentários, etc Muitas dúvidas sobre esse assunto, né? Neste vídeo vou responder essas questões e contar um pouco sobre minha experiência com a língua portuguesa

Vamos lá Para quem não sabe nada sobre mim Eu nasci e cresci surdo Como na década de 90, não tinha muita informação sobre Libras muito menos Surdez a primeira língua que eu aprendi foi o português que minha mãe começou a me ensinar aos 3 anos aprendi oralizar com o uso de aparelhos auditivos mas eu não tinha noção dessa língua por isso acabei não me desenvolvendo como uma criança ouvinte eu não ouvia o som produzido pelas palavras então não conseguia reproduzir com exatidão Eu só decorava as palavras e falava que nem papagaio não sabia seus significados não conseguia me expressar com frases espontaneamente mas mesmo assim continuei decorando várias palavras Aos 7 anos, quando aprendi a Libras comecei a entender o português com a ajuda da Libras por exemplo, a professora de Libras apresentava a palavra em português "CHORAR" e em seguida sinalizava em Libras essa palavra e assim por diante, então só dessa forma eu consegui entender melhor a língua portuguesa Depois comecei a estudar conjugação do verbo (passado, presente, futuro, etc) as classes gramaticais do português e até aproximadamente uns 12 anos continuei sem entender a estrutura da língua não entendia como formar uma frase certa de acordo com a gramática Por isso, acabei escrevendo tudo confusão a maioria das pessoas nem conseguia entender o que eu queria dizer Por exemplo

O resultado disso foi que comecei a sofrer bullying por ser chamado de “burro” na escola Meus colegas não entendiam a minha condição E, como eu me tornei fluente em português? Bom, eu não sou fluente, mas conheço o suficiente para me comunicar e como eu consegui isso? Graças às tecnologias digitais! Na época passada eu usava muito o MSN acessava todos os dias depois que chegava da escola só usava para bater papo com meus amigos virtuais (ouvintes) e alguns (ouvintes) que moravam na mesma cidade que eu que não sabiam Libras

Continuei escrevendo tudo confusão ainda Ah, quero agradecer muito a eles pela paciência comigo ficamos horas conversando até madrugada, coisas de adolescentes Aos 16 anos

Num certo dia fiz uma pergunta para minha amiga: mais ou menos assim Daí ela respondeu indiretamente como se quisesse me corrigir Logo me atentei a entender conjugação de verbos percebi que eu estava errando o tempo todo Corri para minha mãe e mostrei frases que fiz para ver se eu escrevi certo ela orientou e me ensinou como escrever corretamente A partir disso, vivia aprendendo mais voltei a estudar as classes gramaticas etc Até hoje não sou fluente como já mencionei mas estou sempre estudando e aprendendo, um dia eu chego lá, né mesmo?! Agora respondendo as perguntas de vocês Gente, sou eu sim quem escreve os roteiros dos vídeos e as legendas feito isso envio para a assessoria [ouvinte] do canal para alguns ajustes Quanto aos comentários esses eu respondo totalmente sozinho, sou só eu e vocês

Quero lembrar que não sou professor de português, estou aqui pelo diálogo, okay? Os surdos não conseguem aprender os conteúdos padronizados na escola têm mais dificuldade do que ouvintes isso já foi mostrado na minha história de vida Então para ensinar e estimular os surdos a se desenvolverem o professor de português precisa observar os surdos no dia a dia saber seus costumes, interesses, assuntos, gostos pessoais, objetos reconhecer as diferenças linguísticas etc Todos os surdos se bem instruídos aprendem como qualquer um vale lembrar que não se trata de dificuldade intelectual e sim de oportunidade! Quem é [email protected] de surdos por favor, compartilhe a sua experiência de ensinar o português aqui com a gente sugestão ou dicas aqui nos comentários É muito importante essa troca de informações!!! Por hoje é isso, espero que vocês tenham gostado do vídeo E não se esqueçam de clicar no “GOSTEI” que me ajuda muito e compartilhem

E mais uma coisa estão participando do sorteio? Quero ver todo mundo lá, hein? E, agora nossa aulinha de Libras em um minuto Semana que vem vai ter uma novidade muito legal para quem quer aprender a Libras e alcançar a fluência fiquem de olho no meu Instagram Vamos lá aprender os sinais de hoje Muito obrigado pela atenção!!! Até o próximo vídeo!!!

O maior ERRO que os HISPANO HABLANTES cometem ao falarem português.

Oi pessoal, tudo bem? bom dia, boa tarde, boa noite! Como é que vocês estão? Espero que todos estejam bem O vídeo de hoje é especial para quem é falante de espanhol pois eu tenho percebido que mesmo os alunos avançados ainda cometem esse erro de português Vocês sabem que eu dou aulas para diferentes nacionalidades, mas dentre elas hispanoblantes também

E sempre tenho notado um errinho muito comum entre todos eles que eles nem percebem, nem percebem que estão fazendo Mas vamos corrigir isso porque eu acho que durante todo o período de aprendizagem eles não aprenderam, ninguém corrigiu, mas é importante, tá bom, porque é diferente do português E eu sei que vocês buscam a perfeição que vocês querem falar exatamente como a gente, então vou corrigir pra vocês Eu já fiz outros vídeos, vou deixar aqui alguns links para vocês, especial para hispanohablantes Que tem assuntos diversos de erros ou dicas justamente pra quem é falante do espanhol que tem essas mesmas dificuldades

Então, o problema está o uso dos pronomes NO e NA quando se refere a tempo Como assim? Bem vamos começar um pouquinho de gramática, retomar um pouquinho da gramática "Ah professora não gosto de gramática" A gramática às vezes é necessária, às vezes nós precisamos dela pra ter estrutura, para conhecer a estrutura da língua, ter um bom alicerce e aí fazer um conhecimento forte Então, o NO e o NA em português é o que ? É a junção do EM + O EM + A só que às vezes nós utilizamos isso de maneira que não faz muito sentido

E principalmente para línguas tão próximas como português ou espanhol às vezes não dá para entender porque que é diferente Então vamos para o primeiro exemplo Isso é em espanhol OK Como que fica isso em português? Em português nós vamos dizer: Perceberam? Agora o segundo exemplo

Viram a diferença? Então é necessário quando nós estamos nos referindo a dias da semana, fins-de-semana, semana com esse NO ou NA que é diferente do espanhol Quer ver um terceiro exemplo? Deu pra ver a diferença? É, isso é português Mas tem que prestar atenção porque então a gente sempre vai usar esse NO ou NA Mais um exemplo pra finalizar Então vocês vêem que não dá para somente traduzir do espanhol para o português que nem sempre funciona igual

Não tem alguns detalhes que são diferentes Então, vamos retomar Acontecimentos, coisas que acontecem num período, num certo período, nós vamos utilizar NO e NA Então, 'na semana passada", "no fim de semana", " no dia 20", " no dia 15", " no domingo", " na segunda" Mas, às vezes, nós utilizamos somente com o artigo O ou A

Quando que é esse caso? Agora complicou porque às vezes nós usamos Por exemplo, eu digo assim Então, pegando esses exemplos o que é que dá pra concluir com isso tudo? Quando usamos com o verbo SER, então nós vamos utilizar os artigos O ou A Perceberam então a diferença? Então, quando nós produzimos alguma ação então quando tem uma ação eu vou usar NO ou NA Quando eles é que estão sofrendo uma ação ou enfim eles estão carregando este verbo SER, aí é o O ou A que nós vamos utilizar Bem gente, eu espero que essa dica ajude vocês, se vocês gostaram deem um "like"para mim, compartilhem o vídeo para que todos possam saber disso também e se vocês querem mais ajuda, não deixem de clicar no link aqui abaixo do vídeo

Aula 1 – O que é Português Como Língua de Acolhimento? Questões iniciais.

Olá! Sejam bem-vindos ao meu canal Meu nome é Ana Paula de Araújo Lopez eu sou doutoranda em Linguística Aplicada pela Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG)

Eu estudo a área conhecida como Português como Língua de Acolhimento que é, (vou falar a grosso modo, tá?) ,o ensino de português para imigrantes deslocados forçados ou seja aqueles imigrantes que chegam ao Brasil por meio de processos deslocamento forçado ou de crise, como os refugiados, por exemplo Esse vídeo tem o objetivo de explicar um pouquinho mais sobre esse conceito, sobre essa área de pesquisa e de ensino e ajudar você que se interessa pelo tema a iniciar seus estudos na área, tá bom? Vamos lá, então? O Português como Língua de Acolhimento é uma ramificação da área de português como Língua estrangeira (PLE) ou Adicional (PLA) Basicamente, o que diferencia o português como língua de acolhimento de outros contextos de ensino dentro do escopo do PLE ou Adicional é mesmo o público alvo e os objetivos do do ensino e da pesquisa nesse contexto Aí você deve estar se perguntando: – "Mas, Ana, então quer dizer que todos os estrangeiros que eu dou aula, cada grupo sendo diferente, tendo objetivos diferentes, então eu vou ter que criar um nome pra todos esses contextos?" Bom, não é bem assim! Na verdade, a gente tem um nome específico, Português como Língua de Acolhimento – que aqui nós vamos chamar de "PLAc" só pra facilitar – justamente porque nós estamos tratando de um grupo minoritarizado no país e, somente para fazer um parêntese, eu vou explicar um pouquinho o que é minoritarizado para que vocês entendam que estou querendo dizer "Minoritarizado" é um termo que eu escolhi utilizar no lugar de "minoria"

Também não é usado num sentido demográfico, ou seja, para se referir a um grupo composto por poucas pessoas em comparação a um grupo maior de pessoas Usar "minoritarizado" no lugar de "minoria" é uma escolha para enfatizar que isso é uma consequência de processos sociais, históricos, econômicos, políticos que levaram esse grupo a estar nessa condição, isso é, ocuparem uma posição em que estão destituídos de certos direitos e/ou estão em relação de desvantagem perante outros grupos de imigrantes

Apesar de ser algo muito complexo, porque é um fenômeno social com todas as suas complexidades, eu vou tentar me arriscar aqui efalar um pouquinho porque o grupo composto pelos imigrantes deslocados forçados estão em certa desvantagem social em comparação com outros grupos de imigrantes no país Isso acontece principalmente por dois motivos: Primeiro: pelos processos de migração dessas pessoas E segundo: pela vulnerabilidade, advinda tanto desses processos, quanto de outras questões Primeiramente, no que diz respeito ao processo de migração: os deslocados forçados, como os refugiados e imigrantes ecológicos, eles são, geralmente, motivados a migrarem por outros motivos motivos "mais fortes" – se a gente pode chamar assim – do que turistas, por exemplo Então,eles chegam ao país de destino muitas vezes sem um projeto prévio de migração, sem muita elaboração desse projeto

Não entenda mal: claro que eles têm um pequeno projeto – se a gente for pensar, por exemplo, nas pessoas que ainda estão deslocadas forçadamente dentro de seus países em diversos países do mundo – mas, muitas veze,s isso é diferente é decorrido (decorrente*) de alguma coerção um pouco mais forte que leva essas pessoas a terem que se migrar – e não simplesmente o fato de querer fazer uma viagem ou de aprender um novo idioma ou simplesmente ir trabalhar num outro lugar porque recebeu uma oportunidade de emprego, por exemplo E a vulnerabilidade social dessas pessoas advém justamente do fato de que muitas delas podem ser que enfrentam problemas econômicos, problemas, às vezes, psicológicos advindos desses mesmos processos de migração forçada então eles têm uma certa vulnerabilidade – que também não é igual pra todos, é importante a gente falar isso né – é porque a gente tem que considerar também quando estamos falando de vulnerabilidade, diversos fatores que influenciam, por exemplo, o gênero da pessoa, a religião, a etnia, né, a aparência física (você já deve entender o que estou querendo dizer) mas, no geral, os imigrantes deslocados forçados podem ser considerados mais vulneráveis e, portanto, um grupo minoritarizado justamente porque eles têm um pouco menos de direitos, né, eles têm que reafirmar a sua identidade o tempo todo justamente porque também é uma identidade muito controlada por legislações internacionais, né? Então eu estou querendo dizer é que esse grupo ele é minoritarizado devido a essas questões Então, se a gente tem um grupo que tem demandas um pouco mais, vamos dizer assim, "sérias", talvez por não terem/não serem vistos da mesma forma pelas outras pessoas muitas vezes serem mal interpretados – a gente acompanha na mídia pela fala dos imigrantes como eles, às vezes, são indesejáveis no país não tanto quanto outros imigrantes que aqui vem, né, principalmente de países mais ricos e mais desenvolvidos Então, nesse contexto todo, a gente marcar área de Português como Língua de Acolhimento é uma estratégia dos pesquisadores da área e dos profissionais também para marcar esse contexto, para visibilizar essas pessoas, a situação dessas pessoas, e também como um ato político de marcar o contexto de ensino para uma minoria (composta) de imigrantes no país Então, gente, pra terminar – porque eu falei demais nessa nossa primeira aula – eu queria deixar aqui somente alguns lembretes, alguns pontos importantes para vocês pensarem nas pesquisas futuras e também se forem desenvolver aulas, cursos ou forem trabalhar com imigrantes

Então é importante, em um primeiro momento, a gente sempre reconhecer que esse grupo é heterogêneo; eles têm processos de deslocamento que são forçados ou de crise mas nem por isso todos têm a mesma demanda, obviamente, nem todos têm as mesmas necessidades e nem todos têm os mesmos objetivos, né? Então a gente tem que pensar também, e parar de reproduzir esse discurso de que o português é uma obrigatoriedade para eles e que isso é que vai causar que o imigrante ascenda socialmente no país, porque a gente não pode prometer isso além do mais, pode ser que o lugar onde esse imigrante vá viver no país outras línguas sejam mais importantes que ele aprenda, né, como quem vai viver em área de fronteira ou em comunidades que falam outros idiomas no Brasil, né considerando que a língua portuguesa é a língua oficial, a língua majoritária no nosso país, mas não é única, né? Em último lugar, como é um grupo minortarizado, o ensino para essas pessoas, ele tem que seguir, a nosso ver, três pilares importantes – aqui nós estamos nos baseando em uma pesquisadora que é a Terezinha Maher Eu vou deixar o link aqui embaixo do texto dela Os três pilares são: a politização desses imigrantes, né como é um grupo minoritatizado eles têm que saber dos seus direitos e de seus deveres e tudo isso, gente, na sala de aula de português mesmo e, em segundo lugar, a educação do entorno, ou seja das pessoas que estão ao redor desse imigrante porque não adianta de nada o imigrante reconhecer seus direitos mas a população ao redor dele não ajudar, a validar esses direitos, não reconhecer como legítimos, né e aí, claro, que a capacidade de atuar ou de acesso a esses direitos fica cerceada se o entorno desse imigrante – as pessoas que estão ao redor – não têm conhecimento desses direitos também e não legitima esses direitos Tá, bom? Então como que a gente faz isso no nosso curso de português? Pode ser com algumas atividades – atividades simples, como eu fiz quando eu trabalhava com esse tipo de imigrante em Belo Horizonte (MG) Nós fazíamos

nós fizemos uma vez um projeto que deu muito certo que foi o "amigo de carta" – que eu, numa aula ensinando localização para os nossos alunos (endereços e coisas assim) a gente fez um projeto de "amigo de carta" Eu escolhi alguns amigos meus na universidade que eu estudava e eles eram amigos de carta dos imigrantes Aí um contava a vida dele para o outro

Isso é um projeto super simples que dá para você fazer na sua sala de aula E aí esses outros amigos meus tiveram contato com esses imigrantes inclusive tiveram oportunidade de perguntar coisas que eles tinham dúvida sobre os processos de imigração/sobre quem são essas pessoas Outro projeto interessante, pode ser uma uma peça de teatro e ou ainda projetos como o "Abraço Cultural" que acontece em São Paulo (SP) (que eu também vou deixar o link aqui embaixo) e, claro, é importante falar que esses projetos podem ser projetos assim como feiras e questões "mais superficiais", vamos dizer assim mas também é sempre bom que haja espaço para debates, espaço para que essa população entre em contato com essas pessoas [imigrantes] e, sim, se acrescentarem mutuamente para desenvolverem um conhecimento de si próprios e desse outro, né, que está aí É um processo de educação desse entorno mesmo, tá? E o último ponto, de acordo com a pesquisadora, a Maher (2007), seria avanços na legislação – que sempre têm que haver já que é um grupo minoritarizado Mas, você deve estar pensando, "mas eu não consigo fazer isso na minha sala de aula, eu não consigo criar leis!" Realmente, a gente não consegue, mas, eu tenho certeza que politizando nossos alunos, educando a sociedade que está ao redor dele para conviver com essa diferença, respeitando e legitimando os direitos desses imigrantes isso, sim, vai levar com que o próprio imigrante e as pessoas ao redor "empurrem" o Estado para promover leis benéficas, mais adequadas e benéficas para essas pessoas, tá bom? Bom, pessoal, nós vamos ficar por aqui hoje espero que vocês tenham gostado do vídeo – foi um vídeo bastante introdutório mas espero que deixe aí para vocês vocês pensaram, para vocês procurarem saber mais Estou aberta a comentários, a perguntas, qualquer coisa deixe seu comentário aqui curta o nosso vídeo e até a próxima!

Como o INTÉRPRETE EDUCACIONAL Pode Ser a Ponte que conecta LIBRAS e LÍNGUA PORTUGUESA

Qual a relação entre, o Intérprete educacional ficar de pé na hora da tradução e da interpretação e a língua portuguesa? Olá! Parece estranho (não é?) haver alguma relação entre:estar de pé, durante o processo de tradução e interpretação para o educando surdo e a língua portuguesa (!!!) Mas eu vou te mostrar o raciocínio da coisa, para você entender: Eu sou uma defensora de que, o intérprete educacional deve se colocar de pé e de frente para o aluno surdo, quando ele vai traduzir e interpretar as aulas Também sou defensora de que, esse posicionamento deva ser paralelo ao professor

Hoje, a gente vai focar nessa relação entre interpretar de pé, de frente ao educando surdo e a língua portuguesa Se você está de pé, paralelo ao professor, ou à professora, o aluno está podendo ver a tradução e interpretação que você faz e está podendo ver o professor Ok, tudo bem! O aluno surdo, não é visual? Sim ele é visual Se ele é visual, ele precisa do concreto, para entender correto? Por que? ELE NÃO ESCUTA! Então, ele precisa VER! E, no quê ele vê, as coisas estão concretas ali, se apresentando para ele

Ok? O Intérprete vai traduzindo de uma língua para outra, enquanto o professor está dando a aula, mas ele também está INTERPRETANDO aquela aula Durante o processo de interpretação, dentro da sala de aula o intérprete é: um adjetivo; uma célula; é uma personagem de uma história; ele é vários personagens de uma história; ele é uma lâmpada; ele é uma montanha; ele é um cavalo; ele é uma barraca de acampamento; ele é um tapete; ele é uma caixa de lápis de cor – durante a interpretação! Porque nós, o nosso trabalho, consiste num processo neurológico, de traduzir de uma língua para outra, mas também num processo de expressão facial e corporal, certo? Quando a gente junta, a tradução e a Interpretação dentro da sala de aula, o aluno está olhando para você, enquanto o intérprete, e está assistindo de verdade aquela aula, porque ele olha para o professor muitas vezes, para complementar, aquilo que ele está vendo aqui, você está traduzindo, mas você também está interpretandoEntão, ele está envolvido ali com aquilo! Não importa qual é a disciplina; importa o envolvimento dele, porque ali está uma somatória, tanto de tradução do que está sendo dito, como de interpretação, ok? Aí terminada essa explicação; terminada a tradução e a Interpretação, normalmente, os professores dão alguma atividade, dão algum exercício, para que eles façam E normalmente, essas atividades são escritas Normalmente, não é? E aí?!? O aluno tem dificuldade com a língua portuguesa, entretanto, se você traduziu, se você interpretou nota “1000”, ele entendeu, ele está por dentro do conteúdo

Aí vem lá as perguntas Você vai ter que, de novo, traduzir para ele as perguntas, porque ele tem extrema dificuldade com a língua portuguesa – a maioria deles, tá a gente? Não tô falando das exceções que dominam legal, tô falando da maioria – que tem extrema dificuldade E aí conforme você vai traduzindo as atividades que têm que ser feitas, ele vai associando: -Hummm…’ o rei, o nome daquele rei lá que, a professora falou na explicação’: ah esse ‘cara’ aqui – ah ele é um homem; é uma mulher; ah, o nome dele é tal! GUARDOU! PRONTO! Por mínimo que seja, o conteúdo em língua portuguesa, que ele consegue GUARDAR é mais do que nada! Por que? Porque, sem querer, sem planejar fazer isso, ele consegue associar a explicação que o professor está dando, a tradução e interpretação que, o Intérprete está fazendo, enquanto o professor está explicando e o conteúdo escrito em língua portuguesa: um texto no livro que ele vai ler, ou as atividades que ele vai responder, está lá, está tudo vinculado e aí, ele vai dominando as palavras – algumas palavras!!! Entendeu o porquê que, eu sempre falo de ficar de pé? Porque se, você se coloca ao lado, sentado ao lado do educando surdo, para traduzir e interpretar vamos supor que você está aqui e o professor está aqui; você está ao lado do aluno surdo, você não está paralelo ao professor Então, ele vai olhar para você e vai perder o professor Você acha, que ele vai perder o professor? não vai! Ele vai deixar você falando, para ele olhar para o professor! (como eu já mencionei isso em outros vídeos,, aqui no canal) Então, você no paralelo, ele já está vendo os dois: intérprete e professor -juntos Aí vem a atividade escrita; Você traduz para ele, porque ele tem dificuldade com a língua portuguesa; aí na atividade fala o nome da célula que, o professor explicou; Ele olha aquilo… -A célula! Humm a célula, hamm o nome da célula é tal! Ou do rei , ou seja lá da disciplina que for! Entendeu?!!! Então… É importante, você refletir sobre essa minha sugestão que dou: “Traduzir e interpretar em pé e de frente ” principalmente dentro da escola, porque é lá onde o aluno surdo passa uma boa parte do tempo de vida dele e é ali, o grande celeiro de oportunidade, para ele poder fazer essa associação entre o concreto, o visual e a palavra escrita – a modalidade escrita a qual, ele tem tanta dificuldade! Você faz a sua parte, dentro de sala de aula; aí esse educando vai para a sala de recursos – as professoras da sala de recursos também dão lá o reforço; aí, ele vai para casa e faz parte de uma família consciente, da necessidade de dominarem a libras, para poderem ter uma comunicação mais efetiva e mais producente, com o familiar surdo e então, ele vai ‘lincando’ tudo! E as chances desse aluno surdo aumentam exponencialmente, tá? Tá! Tudo bem! Eu estou sendo otimista! Ué, mas a gente pode acreditar numa coisa assim, porque, de verdade, ele vai à escola todo dia – você está lá atendendo ele, todos os dias; De verdade, ele vai à Sala de Recursos não sei quantas vezes por semana – isso também é, outra realidade

A questão da família: algumas já têm essa consciência, outras ainda não, mas a gente vai fazendo um trabalho de formiguinha, até que um dia, essa consciência expanda e fique bem! Mas se não tem ainda, com a família, pelo menos dentro de sala de aula, você está fazendo o seu possível, para contribuir, para colaborar com esse educando surdo, para que ele tenha autonomia, não é? Porque ele não vai estar com você, 24 horas do dia e o mundo é feito de escrita, a comunicação – grande parte é escrita e quem perde é ele, quanto menos ele sabe, da língua portuguesa Ok?! Então é isso! Espero que o vídeo de hoje ajude você a refletir muuuuuuuito, durante os próximos dias a respeito da sua colocação em sala de aula, enquanto intérprete educacional, Tá bom?! Muito obrigada, por você ter ficado comigo até aqui e a gente se encontra no próximo vídeo! Até lá!

O que mais cai em concurso público – matemática – DESCUBRA

Você sabe o que mais cai em concurso público? O que mais cai nas provas de matemática por exemplo? Este vídeo pode te ajudar a ser aprovado em um concurso público, você concursando precisa de material de qualidade para passar na prova e se tornar um servidor público com essas dicas de ouro Portanto, assista e veja como passar em concurso público Você sabe o que mais cai em concurso público? O que mais cai nas provas de matemática por exemplo? Este vídeo pode te ajudar a ser aprovado em um concurso público, você concursando precisa de material de qualidade para passar na prova e se tornar um servidor público com essas dicas de ouro

Portanto, assista e veja como passar em concurso público Você sabe o que mais cai em concurso público? O que mais cai nas provas de matemática por exemplo? Este vídeo pode te ajudar a ser aprovado em um concurso público, você concursando precisa de material de qualidade para passar na prova e se tornar um servidor público com essas dicas de ouro Portanto, assista e veja como passar em concurso público Você sabe o que mais cai em concurso público? O que mais cai nas provas de matemática por exemplo? Este vídeo pode te ajudar a ser aprovado em um concurso público, você concursando precisa de material de qualidade para passar na prova e se tornar um servidor público com essas dicas de ouro Portanto, assista e veja como passar em concurso público Você sabe o que mais cai em concurso público? O que mais cai nas provas de matemática por exemplo? Este vídeo pode te ajudar a ser aprovado em um concurso público, você concursando precisa de material de qualidade para passar na prova e se tornar um servidor público com essas dicas de ouro Portanto, assista e veja como passar em concurso público

Dinâmicas de Matemática 1° Dia de aula. De o like e se inscreva please!

Gente, hoje eu vim do trabalho pensando assim O que aplicar No primeiro dia de aula para os meus alunos Porque quando se trata de professor de português você pode conversar mais, tem mais dinâmicas, Pedir uma redação Ciências , também tem algumas dinâmicas Agora quando é Matemática

também existem algumas dinâmicas! Eu tenho colegas que relatam que Não gostam de trabalhar não gostam de trabalhar no primeiro dia de aula pra não ter que fazer dinâmica Então sempre escolhe trabalhar na terça, na quarta Mas igual no Estado que começa quarta e aí? Quem escolheu quarta-feira pra fugir da segunda? Vai fazer dinâmica de interação Daí, na nossa volta às aulas, eu vou aplicar algumas dinâmicas Pra vocês verem que não é tããão trabalhoso assim A primeira dinâmica que eu gostaria de compartilhar com vocês é a Ludomática! Como é a Ludomática? Vocês vão precisar de materiais muito caros o quadro, uma caneta, apagador e uma folha por grupo Caso faça quatro equipes, 4 folhas, cinco equipes, 5 folhas e assim vai Normalmente faço 5 equipes Vai pegar a folha Dividir em 4 partes iguais Sendo que nessas partes Vocês vão escrever VV Vou cortar aqui de qualquer jeito Porque a gente que é professor não tem muito tempo Vou pegar a régua aqui pra ajudar Puxei a folha Aí vocês ter 4 cartõezinhos

Nesses cartõezinhos vocês vão escrever VV VF, O FV E o FF E aí vocês tem que dar Esses 4 cartõezinhos pra cada equipe Se vocês tem lá uns 20 alunos Faz uns 5 quartetos assim Dá os cartõezinhos pra cada quarteto Quem trabalha em turmas grandes como no Estado faz mais grupos Pra quê esses cartõezinhos? Faz uma tabelinha, E aí, lá nessa tabelinha Vocês podem colocar o nome da equipe Equipe Azul Verde Branca Preta Laranja E coloca a quantidade de afirmações que você vai fazer Como é que é isso Angelle?! Você vai sempre dizer 2 afirmações A gente faz isso pra fazer uma sondagem na turma

Por exemplo, a primeira afirmação I) O número 2 é o único número primo par A segunda afirmação: II) Raiz de 2 é igual a 1 A primeira afirmação que fiz é O número 2 é o único número primo par E a segunda é Raiz quadrada de 2 é 1 Quando você disser "Já" eles têm que levantar a placa Nesse caso, Realmente 2 é o único primo par É verdadeiro! Só que a raiz quadrada de 2 não é 1

Aí pra levantarem a placa você fala "JÁ" E aí quem levantar a placa, vamos supor o grupo Azul levantou VF Então ele fez 1 ponto O grupo verde, vamos supor que ele levantou FF Ele não fez ponto E aí o grupo Branco foi e acertou Aí você vai lá de novo Então Você pergunta Aliás, você não pergunta Você afirma Então, a fração geratriz da dízima 0,555 É igual a cinco nonos "repete" Afirmativa 2 Um terço mais um terço é igual a dois terços Normalmente os meus alunos ficam empolgados eu ainda escrevo no quadro Aí a equipe que levantar VV Verdadeiro, verdadeiro fez o ponto E aí você tem mais de uma equipe Normalmente eles começam tímidos e depois você tem que ficar prolongando E aí vai marcando as equipes e vai atiçando Olha, equipe Branca tá na frente hein Vamos ver Quem ganhar vou dar um décimo Normalmente esquecem que é igual a 0,1 E aí vamos atiçar! É uma atividade interessante Vai revisar os conteúdos E vai criar uma interação entre os alunos Então Essa é a primeira dinâmica de Matemática Tá bom? Agora vou pra segunda dinâmica Agora, essa dinâmica aqui é mais cara que a primeira que eu falei Você vai precisar do quadro e da caneta Como é que é isso? Primeiro, Você vai dividir a turma, vai conversar sobre a disciplina Matemática A gente sabe que quando fazem o teste do PISA O Brasil em Matemática não é bom A gente sabe também que só a escola não faz milagre Antes era bom e agora não é? As famílias eram mais presentes Hoje os pais não verificam cadernos Não sabem se os filhos praticam as tarefas em casa Matemática só tem 1 jeito de aprender: praticando

O professor vai te ensinar e você tem que praticar Mas, e quando a gente pergunta: você gosta de Matemática? Aluno diz: NÂO Porque acho chato Ou gosto! Porque é desafiador Enfim! Você vai dividir a turma Tenta pegar de um lado O pessoal que tá mais na defesa E do outro, mais na acusação E vê aquele aluno que tem facilidade de intermediar E aí você vai pedir que cada um se manifeste de uma vez Primeiro o grupo da acusação Faça uma acusação contra a Matemática Agora o grupo da defesa

Defenda isso! A juíza ou juiz pode interferir Mas é uma coisa dinâmica faz com que os alunos reflitam Sobre a Matemática Será que realmente a culpa é da Matemática? A gente pode também intercalar Uma hora acusa, outra defende A outra defende, a outra acusa e assim vai É uma forma divertida de você começar seu primeiro dia de aula Sem ser passando várias atividades escritas

Uma outra coisa que pode ser feita Após essa dinâmica, é levar atividades de lógica matemática Muitos professores esquecem de trabalhar o raciocínio lógico matemático Então o aluno vai fazer uma entrevista de emprego Vê questões de raciocínio lógico e fica perdido Ou faz um teste psicotécnico, nas atividades de lógica e fica perdido Certa vez um aluno passou pra EPCAR E aí ele me trouxe algumas questões que foram aplicadas no teste psicotécnico e aí ele comentou que achou fácil Desde então que ele me alertou sobre isso Eu trabalho sempre no primeiro dia umas questões de raciocínio lógico Matemático Por exemplo, Quando você coloca Ja rs J, F, M, Aí vou botando as letras e pergunto: Qual é a próxima? Né? E aí o aluno fica martelando a cabeça Aí você pode dizer: J janeiro, F fevereiro, M março, A abril Uma outra também Essa aqui Aí você fala: Qual é o próximo desenho? Se observarem é um espelhado, dois espelhado, três espelhado Um de frente para o outro E o próximo é o 4 De frente um para o outro Tem aquela também do barco Só aguenta 80 kg Tem 3 pessoas pra atravessar Um já pesa 50, o outro pesa 30 e o outro 10 Como é que vai fazer pra atravessar Então são questões de lógica Matemática Você pode aplicar logo após Essa sessão aqui da promotoria Que vai dizer se a Matemática é culpada Ou ela é vítima Eu acho mais que ela é vítima do que culpada rs Então agora a 3ª dinâmica Bom pessoal, esse aqui eu peguei os brinquedos do meu filho rs rs Pra mostrar pra vocês Esse realmente a gente gasta um pouquinho Esse tapete aqui na verdade Você vai investir Porque vai usar TNT TNT normalmente preto Eu faço pra Olimpíada de Matemática Os alunos escolhem várias cores e aqui tenho 5 Como é que faz? Precisa de uns 3 metros ou mais de TNT Folhas de EVA (cores variadas) Antes eu usava só uma folha (dá pra fazer 4 casas) Uma folha eu divido em 4 partes iguais Passo cola instantânea ou cola quente Por exemplo, esse EVA aqui Você vai dobrar em quatro partes e vai cortar E vai colando formando filas Dando um palmo ou menos de distância pra cada quadrado Aí é só dividir os alunos por equipes

E cada representante vai de uma vez Tem que também fazer 4 cartõezinhos com papel cartão Da cor do EVA com as opções A, B, C, D Você pode imprimir as letras no computador Plastifiquei com durex largo Contact tem que ter uma riqueza danada rs Cada representante fica com os 4 cartõezinhos A cada pergunta levanta a opção que acha correta Se o representante errar, outra pessoa do time o substitui Ou se você quiser, troca caso acerte O time não pode ajudar soprando respostas Normalmente eu faço começando fora do tapete E assim que acertarem, podem entrar na primeira casa do tapete de trilha Você tem que fazer a pergunta e dar 4 opções de resposta Só não pode dar muito tempo pra eles pensarem senão colam rs Então, por exemplo, raiz de 3 sobre raiz de 2 é equivalente a: Letra A Raiz de 6 sobre 2 Letra B: raiz de 6 sobre 4 Letra C raiz de 5 Você vai dando as 4 opções Fala "VALENDO"! Quem levantou o cartão A, pode entrar no tapete E aí conforme acerta, avança Aí você vai fazendo perguntas, sempre com quatro opções de reposta, referente ao ano de escolaridade dos alunos Ou revisional Fazendo perguntas do ano de escolaridade anterior

É um jogo muito disputado! E agora: Ufa! Última sugestão!!!! Pra deixar um pouco mais animado esse primeiro, ou qualquer dia de aula que quiser mais animado Última sugestão! Fazer uma mini olimpiada de Matemática No seu primeiro dia de aula Vocês podem levar o Tangram, que podem pegar a matriz na Internet e cortar no EVA E também podem levar uma torre de Hanói é muito baratinha em lojas de departamentos como a Caçula Essa foi 12 ou 15 reais Torre de Hanói é um quebra cabeça que você tem que movimentar as peças, uma de cada vez, para o outro pino Pode usar como suporte o pino do meio Nunca pode colocar a peça maior sobre a menor Nesse caso, são 5 discos E contam com no mínimo 31 movimentos Por exemplo, vou começar

Quem terminar primeiro, ganha o desafio Terminando pode pegar o tangram Ops! O Tangram esse é um dos meus Tangrans

(O que sobrou deles eu diria rs) Tá beeeem sujo porque os alunos usam muito Eu corto no EVA preto Uso também em olimpíada de Matemática No Tangram você tem 2 triângulos grandes, 1 médio, 2 pequenos, 1 paralelogramo e 1 quadrado (Pelo estado vocês percebem que uso bastante com os alunos rs) Depois vou fazer um vídeo pra mostrar pra vocês como extrair as peças no papel com os alunos Aí é só levar uma imagem e pedir que eles reproduzam com as 7 peças Sem sobrepô-las Também é possível comprar de MDF e na Caçula custa uns 3 a 5 reais Mas de EVA é melhor pra eles movimentarem as peças Então, bastante dicas! Ninguém vai poder reclamar que tem poucas dicas para o primeiro dia de aula de Matemática Vou pedir para que os colegas tentem fazer uma dessas atividades para desmitificar a disciplina Porque Matemática é MUUUUITO legal! Tá presente no nosso dia a dia Na nossa vida Presente em tudo Quando trabalho com 6º ano eu as vezes peço pra eles desenharem onde se usa Matemática Apresento e pergunto Quem eles acham que desenhou Onde se usa Matemática e o que pode ser feito para melhorar a aprendizagem da Matemática

São algumas sugestões Espero que vocês tenham gostado! Qualquer dúvida falem aí Reclamam que eu falo muuuito rápido Mas quando falo sobre Matemática fico muito empolgada rs Meus alunos aqui no canal as vezes pedem pra fazer questão do IFF Agora vou tentar gravar as de Aprendiz de marinheiro Mas, como estamos no retorno as aulas, queria deixar algumas dinâmicas para meus queridos colegas! Pra propiciar a aprendizagem matemática muito mais interessante! Tá bom? Espero que vocês tenham gostado!

#OE2019 | Contratação de 25 intérpretes de língua gestual portuguesa para o SNS

Sr Presidente, Srs Membros do Governo, Sras e Srs Deputados Avocamos a proposta de alteração 74C, referente ao artigo 36

º-A do Orçamento, que visa a contratação de 25 intérpretes de língua gestual portuguesa para o Serviço Nacional de Saúde, com prioridade para a resposta a episódios de urgência no contexto dos 25 Serviços de Urgência Médico-Cirúrgica existentes no país Acessibilidade significa a possibilidade de aceder a algo No entanto, no caso das deficiências em particular, significa também o acesso com normalidade Por exemplo, os serviços da Segurança Social são considerados acessíveis pois é possível ao cidadão surdo solicitar o atendimento em língua gestual portuguesa No entanto, terá que aguardar cerca de 2 ou 3 semanas até que esse atendimento lhe seja marcado, ao passo que uma outra pessoa sem deficiência simplesmente se dirige ao balcão e é atendida

Há acessibilidade? Formalmente sim Há normalidade? Não, portanto, a acessibilidade é limitada A situação ganha especial relevância quando pensamos nos serviços de saúde Os centros de saúde e hospitais não dispõem de intérpretes apesar de genericamente serem obrigados a isso Mas então como é que um cidadão surdo comunica com o seu médico e lhe explica o que está a sentir? Ou leva consigo um familiar que possa interpretar o que está a dizer, ou paga do seu bolso a um intérprete, ou vai ter muitas dificuldades em comunicar com o médico, assistentes administrativos, enfermeiros, etc

Isto torna-se mais grave ainda em situações de emergência médica, em que a pessoa surda não tem a possibilidade de organizar uma ida ao hospital acompanhada de um intérprete Recordamos que o acesso à saúde se trata de um direito fundamental de todos os cidadãos A Lei nº 46/2006, de 28 de Agosto, proíbe e pune a discriminação em razão da deficiência Mas existe discriminação enquanto existirem cidadãos a viver à margem do quotidiano

Pior, essa discriminação parte do próprio Estado, porque não assegura condições de igualdade para todos como é seu dever No preâmbulo do Decreto-Lei nº 163/2006, de 8 de Agosto, podemos ler que “A promoção da acessibilidade constitui um elemento fundamental na qualidade de vida das pessoas, sendo um meio imprescindível para o exercício dos direitos que são conferidos a qualquer membro de uma sociedade democrática, contribuindo decisivamente para um maior reforço dos laços sociais, para uma maior participação cívica de todos aqueles que a integram e, consequentemente, para um crescente aprofundamento da solidariedade no Estado social de direito No entanto, a verdade é que os referidos diplomas são de 2004 e 2006 e essas barreiras continuam a existir ainda hoje Passados mais de 10 anos uma pessoa surda continua a não ter acessibilidade em hospitais, centros de saúde, serviços camarários, assembleias municipais, bibliotecas, ensino superior, e por aí adiante

Em suma, têm sido dados passos no sentido de melhorar as condições de vida dos cidadãos com deficiência? Sim São suficientes para assegurar uma vida independente? Não Só a inclusão nos pode conduzir a uma sociedade mais justa, com iguais oportunidades para todos, só assim se impedindo a discriminação dos vários grupos sociais As barreiras não são só arquitectónicas, são também sociais, culturais e políticas Todos devem ter acesso às diferentes oportunidades existentes, seja à cultura, aos espaços, aos edifícios, às comunicações, aos serviços, à economia e à participação política, em condições de igualdade e, enquanto isso não acontecer, não podemos dizer que vivemos numa sociedade igual e justa para todos os cidadãos

Se tudo isto ainda não é possível, pelo menos que todos tenhamos direito à saúde e a um tratamento digno no nosso sistema nacional Precisamos urgentemente de intérpretes de Língua Gestual Portuguesa no Serviço Nacional de Saúde, priorizando a resposta a episódios de urgência no contexto dos 25 Serviços de Urgência Médico-Cirúrgica existentes no país