Museu da Língua Portuguesa na Festa Literária das Periferias – FLUP

Sejam bem-vindos Para nós, do Museu da Língua Portuguesa, é uma coisa muito gostosa estar aqui, no meio da FLUP, com todos esses jovens que trabalham a palavra de uma maneira tão criativa

O Museu da Língua Portuguesa sempre tratou da língua viva, da língua que a gente constrói todo dia, de que somos todos autores de língua portuguesa, não é? Eu acho que a batalha de poesia, o slam, ele é um representante dessa produção literária falada Dessa língua viva "[] o público que vinha das ruas sujas de Atenas" "[] a saída do teatro, a manhã nas ruas, as coisas corriqueiras

" "[] indicam que algo sagrado está para começar" Acho muito importante a difusão, a multiplicação de experiências que lidem com a língua portuguesa de forma democrática, de forma aberta, de forma a não afastar as pessoas da língua, mas trazê-las pra dentro da língua portuguesa

A gente, então, organizou, junto com a FLUP, esse sarau de abertura que possibilitou a vinda de vários poetas Então são poetas do Brasil inteiro Tem gente de Minas, tem gente de São Paulo, do próprio Rio de Janeiro Numa diversidade e uma curadoria da Roberta Estrela D'Alva, assim, como uma diversidade bem bacana E a gente trouxe dois sotaques de língua portuguesa

Uma angolana, da periferia de Angola, e um português É muito bonito ver, também, os poetas, o português de Portugal, o português de Angola, o português do Brasil, coabitando com todas as outras línguas, né? Mas o português, ele é tão igual e tão diferente, né? "[] que bonitinha essa mudinha

" "[] mesmo cravos e espinhas" "[

] expressas da vida louca que lhe aguarda" "[] eu acho importante a gente sempre ficar nesse lugar de fala" "[] não daremos nenhum passo atrás"