Português Língua Adicional para Grupos Minoritarizados: motivações e crenças.

Olá, pessoal, tudo bem? Meu nome é Marina e, assim como vocês, eu também sou professora! Bom, se você está assistindo essa videoaula eu posso imaginar que de alguma maneira você tem ou já tenha tido contato com o Ensino de Português como uma Língua Adicional ou, mais ainda, com o Ensino de Português como uma Língua Adicional para grupos minoritarizados

Bom, mas agora você deve tá se perguntando qual que é a relação entre os temas das motivações e das crenças com relação a esse tipo de ensino E aí eu queria te perguntar exatamente, qual que é a sua motivação para poder assistir esse vídeo e quais são as suas crenças a respeito desse tipo de ensino e qual seria a possível influência dessas motivações e dessas crenças no que você planeja, no que você faz na sua prática de docente durante as aulas Quando a gente fala de motivação, numa pesquisa simples, a gente acaba sempre encontrando o conceito daquilo que desloca uma pessoa, que leva uma pessoa a agir de uma determinada maneira Então, a gente pode colocar a motivação a partir de dois pontos de vista, de dois pontos de vistas principais, a motivação pessoal: quando eu ajo através de alguma identificação que eu tenho particular com alguma coisa ou uma motivação social, que parte de uma demanda que eu tenho socialmente colocada e a partir da qual eu vou agir Então, quando a gente fala de motivação pessoal, a gente tá falando de uma pessoa que aprende um outro idioma, porque ela se identifica com a cultura, com a maneira de agir de pessoas de outras nacionalidades, de outros países

Já quando a gente fala de motivação social, a gente pode falar de uma pessoa que quer aprender a falar uma outra língua para melhorar o seu currículo, a sua prática profissional para poder ter uma posição social mas favorável e aí, depois disso, a gente chega ao tema das crenças Quando eu falo de crenças, eu falo sobre a maneira com a qual uma pessoa enxerga, percebe o mundo e partir disso, muitas vezes, é que essa pessoa vai agir Então, se eu tenho uma determinada crença, eu vou agir de uma determinada maneira Se eu acredito que ensinar os meus alunos através de gêneros, vai ser algo que vai fazer com que eles se comuniquem melhor, provavelmente, é a partir disso que eu vou trabalhar nas aulas de português com os meus alunos Então pensando no tema das crenças e das motivações, a minha intenção aqui é propor duas ideias de atividades que são adaptáveis e que vão depender da experiência que os seus alunos têm com a Língua Portuguesa e também do contexto de ensino no qual você se encontra para que você possa, justamente, entendendo melhor sobre o que eles acreditam a respeito do português e as motivações que eles têm para aprender essa língua, criar situações nesse sentido para que o seu planejamento de aula, consequentemente a sua prática seja ainda mais rica do que ela já é

Então, quando a gente fala de uma atividade com motivação, a gente pode pensar num aquecimento, essas atividades podem funcionar até junto, de repente numa sequência didática, posso colocar, por exemplo, as próprias motivações do docente de uma maneira bem simples – lá no quadro ou projetor, elencando as motivações que essa própria pessoa tem para aprender o português, eu coloco lá: trabalho, escola, supermercado, situações em que a língua portuguesa vai ser exigida para que você consiga chegar a uma determinada finalidade Então, a gente pede para que esses alunos façam a mesma coisa e, muito provavelmente, vão aparecer coisas além das que a gente está esperando Com relação às crenças, seria interessante que a gente pudesse colocar de uma maneira simples, mais uma vez, pensando no tipo de experiência que esses alunos têm a Língua Portuguesa e até mesmo a própria experiência de vida deles Escreve, por exemplo, lá no quadro: Língua Portuguesa, coloca uma imagem de um sorriso, com um coração e demonstra que é assim que você se sente, é o que você acredita a respeito da Língua Portuguesa Você pode mostrar outras imagens, também, imagens que não tenham uma relação tão direta com um campo lexical positivo, claro, tudo dentro de um equilíbrio, mas que essas crianças vão poder usar para se fomentarem a ponto de elas mesmas criarem exemplos que descrevam a maneira com a qual elas se sentem a respeito do português

Então, você fornece lá algumas folhas, lápis de cor, pede para que eles usem os próprios materiais que eles têm e que eles criem, mostre para eles que eles vão criar a maneira com a qual eles veem, já sabendo a maneira pela qual você vê Essas atividades podem parecer um pouco simples, mas quando a gente pensa que as crianças são extremamente sinceras e criativas, também e que, além disso, esse tipo de atividade com desenho é uma coisa amplamente utilizada no meio da Psicologia, a gente vai poder obter através desses desenhos, informações que, provavelmente, vão além dos estereótipos que a gente pode ter de que ou elas não gostam nada ou que elas estão ali por obrigação e a partir disso, sabendo, tanto das motivações, dos lugares de fala desses meninos, as necessidades que eles têm de usar o português como uma ferramenta em situações comunicativas, a gente vai saber a maneira com a qual eles enxergam essa língua, também Talvez como uma língua difícil, talvez como uma língua que é acessível, mas ainda não é uma língua da amizade, não é uma língua com a qual eles se sentem mais confortáveis e aí gente vai poder pensar os nossos planos de aula no sentido a criar situações nas quais eles possam exercer um uso da língua portuguesa de moda a alcançar, tanto esse lugar de fala, o espaço do supermercado, o espaço de escola, qualquer outro lugar para interação social, seja com jogos ou com leitura, portanto, perceber que a língua portuguesa, ela está ao alcance e que a gente faz o que pode para que eles aprendam e tenham essas ferramentas da melhor maneira possível para exercerem a sua cidadania, que, muitas vezes, tem sido cerceada deles de alguma maneira Então antes de finalizar, eu só queria colocar que a proposta dessa videoaula é realmente de uma interação e não somente de uma exposição

Eu vou deixar meus contatos aqui, meu e-mail, minhas redes sociais e eu gostaria que vocês falassem comigo sobre as experiências que vocês têm tido, que vocês já tiveram, sobre os planos de aula que vocês tem preparado, sobre o que tem sido a prática de vocês e coloquem reflexões, perguntas para que a gente discuta e possa colaborar da melhor maneira com essa área que tem crescido tanto e que precisa, também de atenção Para finalizar, eu queria agradecer a todos vocês pela atenção e dizer que são professores como vocês que continuam na busca de novos conhecimentos, novas informações, de atualização continua que me inspiram a querer aprender cada vez mais Vou deixar algumas referências para que a gente possa fazer outras leituras, pensar em outras coisas com relação colocada Muito obrigada! Um abraço!