Geoffrey West – Matemática para jovens

Na costa sul da Inglaterra existem grandes penhascos brancos, e você pode andar em cima deles, e pode ver o Canal da Mancha towards France, e dali pode ver bem as embarcações, os barcos descendo a linha do horizonte, refletindo a curvatura da Terra Isso é algo conhecido, mas foi muito interessante estar em aula, quando tinha provavelmente, acho, 11 ou 12 anos, estava aprendendo trigonometria e tinha esse dever de casa

E o problema era: se você sabe o raio da Terra e está parado a uma certa altura acima do mar, calcule a distância do horizonte Eu achei isso incrível, pensei que era impossível, mas sentei e calculei, usando trigonometria, e encontrei uma pequena fórmula que dizia: A distância ao horizonte pode ser calculada, de fato, da altura que você está acima da água e o raio da Terra E eu fiquei impressionado que isso era possível Era algo com uma qualidade preditiva extraordinária, e que também podia ser aplicado em qualquer lugar Percebi que era aplicável em qualquer altura acima da água, e, apenas de forma profundamente inconsciente, entendi que isso se aplicava não obstante qual o raio do planeta, então, se você estiver em um penhasco em Marte, poderia fazer o mesmo cálculo

E eu achei isso incrível! Isso meio que mudou minha percepção de como devemos pensar o universo Isto é, existem essas qualidades que são previsíveis, que podem ser descobertas com matemática muito simples, e isso difere muito dos tipos de explicações que você ouve quando é criança a respeito de como são as coisas Isso, de forma inconsciente, me pôs no caminho das ciências Apesar de, devo admitir, durante minha adolescência eu tivesse a ilusão de me tornar escritor