Como prever doenças a partir da Matemática? | Episódio 63 (Nível II)

O meu projeto tenta estudar sistemas que interagem Por exemplo, o nosso cérebro é uma rede de neurônios que interagem, mas formado por bilhões de neurônios

O nosso coração também é uma rede que interage, mas formada por milhares de células que se comunicam Nós temos nossas redes de amizade também, e tudo isso determina o nosso comportamento e muda o que a gente faz O projeto envolve entender como as nossas interações, as nossas amizades mudam o nosso comportamento, para tentar prever o que vai acontecer no sistema no futuro O que eu gostaria de fazer, na verdade, é o seguinte: eu quero prever o que vai acontecer com a pessoa antes do problema acontecer Então, por exemplo, a gente pode colher dados do funcionamento do seu cérebro, e você está super bem agora

A pergunta é: "O que vai acontecer com você amanhã?" Você toma uma cerveja, toma algum medicamento, você pode ter uma tendência a alguma patologia, você pode desenvolver epilepsia e coisa do tipo O objetivo seria, a partir dos dados do cérebro funcionando agora bem, você quer falar o que vai acontecer amanhã Para isso, a partir do comportamento do todo, você vai ter que montar um quebra-cabeça e tentar entender que cada neurônio tem um tipo de comportamento, que os neurônios conversam com os outros dessa maneira, tem um neurônio que tem muitos amigos, tem um neurônio que tem poucos amigos A partir do dado que está vindo dali, você vai ter que fazer esse quebra-cabeça reverso para chegar nas peças Mas, uma vez que você tem as peças, pode jogar o seu jogo da matemática e tentar falar: "Nessa equação, a coisa importante é essa Se o cara tomar essa droga, é isso que vai mudar nele" Esse é que é o jogo que a gente está jogando agora

COMO É A PROVA DE MATEMÁTICA DA EFOMM

Fala, galera! Sou Rodrigo Menezes do ProMilitares, vou falar com vocês sobre a parte da Matemática da EFOMM e também sobre a semana especial que vai acontecer a partir do dia 12/08 Se inscreva no canal, ative notificação para receber novidade e não perder essa semana maravilhosa que será de muita revisão e conteúdo que vai te ajudar a acertar mais uma, duas, três questões na prova da EFOMM

A prova da EFOMM sempre teve uma cara parecida com a da Escola Naval, porque uma época era a mesma banca, sem contar ano passado que foi um pouco mal dividido as matérias, muita questão de um mesmo assunto, e isso não é bom para a prova, ainda mais que tivemos 3 das 20 questões anuladas, isso atrapalha a prova, nossa preparação Nossa expectativa foi de uma prova que subia de nível, e no ano passado vimos esse problema Falando da EFOMM como esperamos: algo parecido com a Escola Naval, e podemos dizer que temos 3 pilares: o 1º, que não tem como fugir, que é a parte de Cálculo, isso é marca da Escola Naval e da EFOMM, ou seja, Limite, Derivada e Integral, e também operações com Vetores Todo ano tem questão de Integral, de Limite, é um assunto cobrado, não é deixado nunca pela banca da Marinha Outro pilar que podemos falar é aquele que envolve Polinômios Complexos e Trigonometria, que andam juntos

Trigonometria com Complexos sabemos a forma Trigonométrica, podemos ter questão que tem trigonometria ou envolve com complexos, ou até soluções por complexos e por trigonometria e rotação de complexo e você incluir a rotação de vetor, fazendo vetor complexo no Plano de Gauss para poder resolver uma questão de analítica facilmente Você terá uma junção legal do Vetor com complexo, trigonometria, e também simulação de analítica é algo legal, e com certeza você verá na semana especial sobre os 2 pilares que falei, o Cálculo e Complexo e Polinômios e Trigonometria A 3ª parte costuma flutuar mas sempre aparece: Combinatória sempre, ou Probabilidade, ou ambas, e temos a parte das Funções Não é estilo AFA, mais conteudista e analítica, tem um pouco mais de braço, e tem vários tipos de função que podem ser cobrados: Modular, Quadrática, ou só conceitos, partes de tipos de função, sobrejetora, injetora, a EFOMM costuma flutuar nesses assuntos do 3º pilar Inclusive, cobrou regra de 3 composta em uma prova há um tempo, ou seja, ações que não vemos no Ensino Médio há muito tempo

Já cobrou conjuntos, coisas que também não vemos Esse 3º pilar costuma flutuar inclusive por ser a banca da Marinha, e ela tem o colégio Naval com prova de Geometria Plana difícil, que cai tanto no CN quanto na EFOMM Estaremos bem preparados para os 2 pilares e esse que flutua, porque no ProMilitares você sabe que tem matéria completa, tem Geometria Plana completa, tem nivelamento, onde vemos MMC, MDC, regra de 3, e ainda que caia matéria do ensino fundamental, na Aritmética você não estará perdido porque você viu no site, já viu apostilas, exercícios, teoria, já está pronto e até digo que está mais pronto que outros candidatos, pois tem outros cursinhos que não fazem isso porque não dá tempo Estão disponíveis provas anteriores como também a parte do nivelamento que servem para as questões não tão comuns Caso caiam, você está apto a acertar

Não esquece de visitar nosso site, bizus como esse acontecem de montão, inclusive lá tem o Bizu Semanal do Guerreiro, que você recebe toda semana informações e é gratuito, é só se inscrever que recebe esse bizuário toda semana Além disso, como falei, nossa semana especial começa dia 12, você sabe que ali saem muitas questões que caem na prova, vale muito a pena Nos vemos na semana especial!

Entrevista com o Prof. Dr. Nonato Furtado – Português como Língua Estrangeira (PLE)

Boa Noite Estamos aqui para o 4º Encontro Linguística e café

Eu gostaria de agradecer inicialmente à Universidade Federal do Ceará à Pró Reitoria de Extensão pelo apoio ao Projeto e fazer um agradecimento especial ao Professor Nonato Furtado Por disponibilizar um tempo na sua agenda Boa Noite, Professor Muito obrigado Boa noite, Matheus Eu que agradeço a você, ao TECLE pelo convite e pela oportunidade de estar aqui pra falar um pouco do Ensino de Português para Estrangeiros Eu vou fazer uma breve leitura do resumo, uma breve leitura do currículo do Professor Nonato

Ele é Doutor em Linguística Aplicada pela UECE Com estágio e Doutorado sanduíche na Universidad Abad Oliva na Espanha Mestre em Linguística aplicada pela UFC e Graduado em Letras Português Espanhol pela UFC e em Pedagogia pela UVA Professor Efetivo na UFC na área de Português como Língua adicional Estrangeira – PLE e Português como Língua Materna na Casa de Cultura Portuguesa Coordenador do Curso de Português para Estrangeiros do Projeto TANDEM do Posto aplicador do SELPEBRAS e do Programa Idiomas sem Fronteiras Desenvolve pesquisas na área de Linguística Aplicada com destaque para Português como Língua Adicional – PLA com processo de reescrita textual na perspectiva Backtiniana Avaliação e produção de Material Didático para o Ensino de Línguas para o Ensino de Português para Estrangeiros e Aprendizagem Cooperativa

E pra gente iniciar eu queria fazer essa levantar essa primeira questão O que diferencia o Ensino de Português para estrangeiros do Ensino de Português como Língua Materna ? Bem, Matheus e aos telespectadores do TECLE Existe muitas questões interessantes Quando a gente fala do Ensino de Línguas e esse contraponto é importante falar das diferenças do Ensino de Língua Materna de Língua Portuguesa na perspectiva de Língua Materna e o Ensino de Português para estrangeiros Quando a gente fala de Língua Materna é interessante pensar no que nós entendemos como Língua Materna ou como Primeira Língua Há muitas divergências sobre esse conceito mas alguma, mesmo dentro dessas divergências há muitas coisas em comum A Língua Materna para alguns teóricos, não necessariamente é a Língua da mãe É a língua na qual o sujeito falante ele desenvolve a sua subjetividade E em alguns contextos essa língua também é a língua da mãe, a primeira língua , a língua do contexto familiar, as vezes a língua que ele fala em casa, que ele fala na comunidade

Certo Nem sempre, de novo Essa Língua Materna é a língua da mãe, mas a grosso modo seria a língua na qual ele se sente mais a vontade, mais fluente, é a língua onde ele aprende a desenvolver essas socio-objetividades Quando a gente pensa no Português como Língua Materna por exemplo, eu estou pensando, dentre muitos conceitos No Brasil no Ensino de Português para brasileiros, mesmo sendo falantes de português, nós vamos pra escola e aprendemos a usar a língua portuguesa para sermos proficientes nessa língua em diferentes contextos de comunicação no trabalho, na escola, nas interações sociais E aí Há algumas diferenças quando a gente contrapões, por exemplo O conceito de língua materna, com o conceito de português para estrangeiros Por que ? Dentre esse viés de Português para Estrangeiros, aí a gente tem alguns conceitos que emergem daí

Dentre eles o conceito de língua estrangeira, por exemplo De segunda língua, de língua adicional A gente pegar, por exemplo, alguns teóricos quando eu estou falando do ensino, por exemplo, de Espanhol no Brasil Eu tô falando de um ensino de Espanhol, do Espanhol como Língua Estrangeira Ou seja, o Espanhol sendo ensinado num contexto no qual ele não é língua oficial

Então, assim Quando eu parto do pressuposto do ensino de Português no Brasil Para estrangeiros, obviamente eu não estou falando do conceito de língua estrangeira, mas é interessante assim pra ficar bem claro Não sei se todo mundo, está familiarizado com esses conceitos, mas pra ficar claro que conceitos são esses e que conceito a gente adota por exemplo, aqui dentro do Português para Estrangeiros da Casa de Cultura Portuguesa Então, assim Para alguns teóricos a língua estrangeira é um conceito que não dá conta do que essa língua representa de fato a grosso modo, o conceito de língua estrangeira seria aquela situação de: a língua ela é estudada num numa situação comunicativa, na qual ela não é língua oficial Dei o exemplo de Espanhol, mas o ensino de inglês no Brasil Do Português na China, por exemplo seria língua estrangeira, mas o conceito "estrangeira" vem de "estranho" do outro, por exemplo Alguns teóricos como: Leffa, por exemplo

Eles criticam, o conceito de língua estrangeira porque é o conceito que não dá conta Ele, a princípio se fundamenta numa questão que é uma questão geográfica Eu acho muito interessante, o conceito de língua adicional O sujeito já tem uma língua uma primeira língua, seja vamos imaginar imigrantes no Brasil Vamos imaginar por exemplo, a comunidade surda indígenas que já tenham uma língua e que aprendem uma outra língua a partir dessa, então seria aí uma língua adicional, ou para alguns teóricos, uma segunda língua Essa questão da segunda língua nem sempre é aquela que vem posterior a primeira Eu posso ter aí línguas outras que o sujeito fala que são consideradas, segunda língua Para dar um exemplo e ficar bem claro vamos imaginar uma situação, seguinte: Eu tenho uma criança que nasce na Alemanha aí o pai é Espanhol, a mãe é Francesa Com a mãe, ele se comunica em francês e com o pai em espanhol mas na escola e na comunidade ele se comunica em alemão por exemplo, aí se questiona: Qual seria a língua materna desse menino? Então, pra alguns teóricos concomitantemente ele teria três línguas maternas, porque ele consegue se expressar subjetivamente, tanto em francês, em francês, em espanhol e em alemão

Mas problematizando mais ainda vamos imaginar que esse menino, aos cinco anos ele se mude para os Estados Unidos, por exemplo E agora aos cinco anos ele aprende inglês o inglês nesse caso, passa a ser uma segunda língua pra ele No entanto, essa questão das línguas pode haver uma mudança de "status" Isso é bilinguismo? Sim sim Isso é bilinguismo E aí ele é adquirido obviamente na na idade precoce

Existe dentro do Ensino de Português para Estrangeiros o conceito com o qual a gente trabalha que é o conceito: de Língua de herança, por exemplo Ainda pegando como ancoragem esse exemplo ele pode crescer e aí ele pode perder, por exemplo um pouco a fluência nessas outras línguas e falar inglês como um nativo Então, essa língua inglesa pra ele que agora ele aprendeu nos Estados Unidos passa a ser funcionar como uma língua materna Então essas classificações elas são muito tênues o que é nesse contexto, por exemplo O conceito de Língua de herança? Vamos imaginar Pais brasileiros que moram na França, por exemplo

E aí, em casa eles se comunicam em português com o filho, em todas as situações eles se comunicam em português, mas em todas as outras situações sociais, esse menino ele fala francês certo O português é restrito ao contexto familiar e o conceito de língua de herança é como algo que você herda realmente Só que nesse caso é uma questão da língua Ele tá herdando a língua e consequentemente outras questões, como a cultura Então, assim quando a gente vai pensar o Ensino de Português para Estrangeiros é interessante entender esses conceitos entender, por exemplo que aí eu tô lidando com um falante que não é falante nativo daquela língua ou seja, não foi naquela língua que ele aprendeu a tecer a sua subjetividade, a se expressar a gente até brinca, quando o sujeito vai dizer um palavrão Ele fala fala várias línguas, ele é poliglota Em que língua ele pensa inicialmente pra dizer esse palavrão? pra expressar uma subjetividade, amor, medo, angústia

Então, assim é interessante dentro quem vai trabalhar com o Ensino de Português para Estrangeiros entender essas particularidades Não só com o ensino de Português para Estrangeiros, porque aqui a gente tá falando especificamente disso entender o conceito de língua estrangeira, de língua materna, de segunda língua o conceito de língua adicional, que é um conceito que eu acho muito interessante Toda língua que você aprende e é adicionada à sua língua materna a gente entende como uma língua adicional Então, por exemplo

Os estrangeiros na perspectiva teórica que eu adoto, por exemplo Que aprendem português aqui na UFC Eles estão aprendendo português como uma língua adicional ou para outros posicionamentos teóricos como segunda língua, porque aí o português é uma língua oficial diferentemente de outros contextos ele vem pra Universidade aprende português, mas ele sai na rua, ele tá ouvindo, ele tá vivenciando a língua em situações de linguagem bem diferentes OK Eu gostaria de saber quais são atualmente os principais desafios do Ensino de Português para Estrangeiros ? É

O Ensino de Português para Estrangeiros, ele tem avançado muito mas assim ainda existem muitos desafios Eu posso elencar aqui alguns Por exemplo Formação de professores de Português para estrangeiros Hoje no Brasil, são pouquíssimas Universidades onde você tem uma formação em português para estrangeiros por exemplo, a UFC tem a formação de professores de espanhol, de francês, inglês, italiano, alemão Mas, não tem o curso de formação de português para estrangeiros Obviamente, então como é que os profissionais atuam, ou são capacitados para atuar nessa área ? Eles pegam muito, assim o know how do Ensino de línguas estrangeiras, as vezes ele é professor de inglês português/inglês ou português/espanhol e aí esse know how é transferido para o ensino de português para estrangeiros, então assim uma um grande desafio, hoje

Por exemplo, é a formação inicial e continuada Programa de formação inicial e continuada de professores de português para estrangeiros Talvez, uma segunda questão que eu elenque talvez tenha uma relação com essa primeira Que são: uso de materiais didáticos para o ensino de de português para estrangeiros Quando você pega, por exemplo os materiais de inglês, de espanhol, de francês e você compara com o que a gente tem no mercado hoje com os materiais didáticos de português para estrangeiros, você percebe que primeiro a quantidade de materiais é mais restrita E você percebe em muitos materiais, muitas limitações que aí a gente retoma de certo modo o que eu falei inicialmente parecem materiais de ensino de português como língua materna não contemplando questões muito peculiares no ensino de português para estrangeiros, por exemplo Eu tenho no ensino de português para estrangeiros, línguas que se aproximam Por exemplo, o português e o espanhol

Certo Então, dentre Nesse contraste linguístico: português e espanhol é interessante que os materiais didáticos contemplem essas questões Eu tenho particularidades próprias do espanhol como os heterosemánticos, os heterotônicos, os heterogenéricos São particularidades que o professor ao lidar com hispanofalantes, por exemplo

Que querem aprender português, é interessante que ele saiba e são poucos os materiais que dão suporte nisso, mas não só nessa questão pegando essas línguas mais próximas Vamos pensar em línguas mais distantes também Língua onde eu tenho um distanciamento muito grande do ponto de vista sintático, semântico, morfológico e consequentemente do ponto de vista cultural Onde as culturas, a variação por exemplo do grau de formalidade Aqui no Brasil, nós por exemplo temos Nós, no geral, somos considerados um povo mais aberto que nos aproximamos mais das pessoas que falamos tocando nas pessoas somos mais calorosos mais informais, digamos assim

E aí quando a gente vai lidar com o ensino de línguas, essas questões com essas questões também a gente lida, desde gestos que pra nós são óbvios mas você tá lidando com um estrangeiro, então às vezes um gesto que pra gente comunica muita coisa naquela outra língua ou naquela outra cultura isso não diz nada ou em muitos casos chega a ser até ofensivo No caso o toque o brasileiro tem muito essa mania de chegar "tudo bom!?" os estrangeiros não, alguns já acham Em algumas culturas, eles consideram isso muito invasivo, por exemplo

Então assim, eu tenho o desafio de formação de professores, eu tenho o desafio de de materiais didáticos que deem esse suporte, contemplem essas questões, são questões interculturais, também de mostrar o contraste dessas línguas a difusão do Ensino de Português para estrangeiros no Brasil tem crescido, tem se difundido Assim, muito nos últimos anos, o Ensino de Português para estrangeiros, mas assim ainda existe, pra mim, elencaria isso como os principais desafios ainda A gente não tem um programa a nível, inclusive Nacional de formação mesmo, com o aumento da quantidade de estrangeiros aqui no Brasil, seja por situação de fuga de imigração A gente ainda tem ainda é muito carente a parte de material didático de formação

Você poderia falar um pouco do cenário do Ensino de Português para Estrangeiros na Casa de Cultura Portuguesa? Pois é, a Casa de Cultura Portuguesa Ela está dentro Para quem não conhece, a Universidade Federal do Ceará, tem o que hoje no Brasil o maior programa de Ensino de Línguas, o Programa de Extensão que são as Casas de Cultura A gente tem a Casa de Cultura Alemã, a Britânia, a Italiana, A Francesa a Hispânica e a Portuguesa Tradicionalmente, a Casa de Cultura Portuguesa tem trabalhado, apesar do nome a gente não trabalha com o Ensino da cultura de Portugal

Embora, nos seus primórdios se trabalhasse isso Cursos de Literatura portuguesa, de Cultura Portuguesa Mas ao longo do tempo ela foi ganhando outro perfil e enssencialmente é o ensino de português para brasileiros com um enfoque mais gramatical e de produção textual Nos últimos anos, a partir de 2014 Nós sistematizamos um programa de Ensino de Português para estrangeiros; Curso de Português para estrangeiros língua e cultura brasileira Inicialmente, a gente começou com um semestre eu lembro que a gente abriu a primeira turma abriu 20 vagas se inscreveram 37 estrangeiros a gente percebeu que existia uma demanda reprimida Porque, embora a UFC já tivesse alguns cursos de português para estrangeiros esses cursos eram restritos a estudantes que tinham vínculo com a UFC, e aí aqui no Ceará tem aumentado cada vez mais o número de estrangeiros, seja por conta do Porto do Pecém, Empresas que tenham se instalado aqui de tecnologia, pessoas que vem fazer intercâmbio profissionais, não necessariamente acadêmicos e aí a gente tinha uma demanda reprimida A gente começou e foi aumentando Assim, a demanda e a oferta também

Então, nós sistematizamos o curso e adequamos, porque antes pedia certificados Português para estrangeiros um, dois e três E o estudante voltava para a Europa ou para os Estados Unidos ou, enfim, pra Ásia esse certificado não dizia muita coisa pra eles Então, a gente como referência, nós adequamos os nossos cursos ao Marco Comum Europeu ao Quadro Comum Europeu para o Ensino de Línguas E aí, hoje, nos nossos cursos são divididos em três níveis Nível A1 Nível A2 e o Nível B1 Cada um desses níveis nós temos dois semestres, então um semestre letivo ele tem 64 horas aulas A cada nível de 128 horas aulas ele, a cada semestre ele recebe um certificado, mas o nível cada nível são dois semestres, então são seis semestres, mas são independentes ele pode fazer o semestre 1 ou pode fazer teste de nível pra o semestre seguinte além do do curso de português para estrangeiros nós identificamos, por exemplo, a necessidade que eles tem de praticar a língua E é muito curioso também, a gente identificou isso Muitos brasileiros querem

Sei lá Aqui no bosque, as vezes abordam os estrangeiros pra praticar inglês ou espanhol E aí a gente viu essa demanda e criou a ideia do projeto TANDEM, TANDEM são aquelas bicicletas de dois lugares, onde duas pessoas pedalam com um objetivo e tal Aí nós sistematizamos o que a princípio era um grupo de conversação E aí nós organizamos o projeto E criamos o projeto TANDEM, que são encontros de duas horas onde uma hora o estudante, ele as práticas são em língua portuguesa e na outra hora é na língua estrangeira, então é uma troca linguística Imagina que você é um alemão que quer aprender português e eu quero aprender alemão então, a gente senta e parte desse tempo eu converso com você em português com base em alguns temas pré-estabelecidos num outro momento a gente conversa em alemão, então eu vou aprender é uma troca linguística Esse projeto, hoje está sistematizado

A gente, inclusive, vai começar semana que vem a edição desse semestre, desse programa Então tem grupo de português/espanhol, português/francês, português/italiano português/inglês Então, nesses grupos os brasileiros conseguem praticar essas línguas estrangeiras com os estrangeiros e também conseguem aprender os estrangeiros aprenderem e praticarem português Você poderia nos dar um panorama sobre as pesquisas do Ensino de Português pra estrangeiros no Brasil? Como eu disse, né Tem crescido muito a história do ensino de português para estrangeiros no Brasil Hoje, por exemplo existe alguns catalisadores desse crescimento, dentre eles o que a gente pode citar, por exemplo o governo criou como uma demanda do programa Ciências Sem Fronteiras, muitos brasileiros tinham bolsa para estudar no exterior e muitos escolhiam Portugal, porque não dominavam a língua estrangeira E aí o governo vendo essa necessidade investiu no programa de línguas que é o Programa Idioma Sem Fronteiras, que inicialmente começou com o inglês Com o tempo forma se estruturando outros idiomas e hoje existe um programa que eu coordeno aqui na UFC, que é o Programa Português sem Fronteiras Obviamente, com a criação oficial desse programa nas na maioria das Universidades brasileiras, criou-se uma oferta que não existia

Então, Universidades que por exemplo não tinham o curso regular de Português para Estrangeiros mas agora oferecem Curso de Português para Estrangeiros via Idiomas Sem Fronteiras, por exemplo Então, a gente pode dizer que na maioria das Universidades Todas as Universidades que tem o programa Idioma sem Fronteiras, obrigatoriamente tem que ter o Português sem Fronteiras, Então são cursos, por exemplo voltados para a realidade acadêmica com o foco em estrangeiros com vínculos com as Universidades, sejam funcionários, professores ou técnicos administrativos ou estudantes Então, assim é uma sinalização de um crescimento

Então, com essa Com a criação do Português sem Fronteiras, obviamente todas as Universidades passarão a ofertar cursos de Português para estrangeiros São cursos como: Aspectos da cultura brasileira, Cursos de produção oral, de produção escrita, produção de gêneros acadêmicos preparatórios para o SELPE-BRAS Mas, fora o Idioma sem Fronteiras algumas Universidades tem, recentemente eu participei agora no final de Maio no Encontro Nordestino de Coordenadores do Português sem Fronteiras na Universidade de Campina Grande A gente trocou algumas experiências, o Norte e Nordeste Então, a gente percebe que mesmo fora do Idioma Sem Fronteiras algumas Universidades tem algumas experiências muito interessantes com o Ensino de Português para estrangeiros, tem crescido essa oferta Mas, assim Existe um cenário que é importante a gente entender, que é um cenário histórico do próprio fortalecimento do Português do Português ou do interesse das pessoas de aprenderem português a gente tem alguns fenômenos, dentre eles o fortalecimento do Mercosul E aí, os interesses de instalação de empresas no Brasil, empresas do Mercosul no Brasil a vinda da Copa do Mundo para o Brasil e consequentemente a divulgação da cultura brasileira, através da mídia

Muitas pessoas ficaram interessadas em aprender o Português por conta disso A música brasileira difundida pelo mundo, então novelas, filmes Então, a gente não pode desvincular a língua de cultura Essa divulgação obviamente da cultura brasileira desperta um pouco o interesse também pela língua, fora isso o processo de internacionalização dentro das Universidades A internacionalização não é só receber pessoas, não é só enviar pessoas para outras Universidades do mundo É também receber, e aí tem aumentado por exemplo a quantidade de estudantes estrangeiros nas Universidades brasileiras

Eu cito como exemplo estudantes que vem com bolsas da OEA Organização dos Estados Americanos ou projetos como: o PEC G, PEC graduação, o PEC PG que são programas de Pós Graduação quando os estudantes eles vem através de intercâmbio e precisam estudar a língua tendo a necessidade de estudar a língua portuguesa aqui no Brasil é interessante destacar com essa história do crescimento que o Brasil Nós temos um certificado que é o CELPBRAS o Certificado de Português como Língua Estrangeira é um certificado criado, um exame criado pelo Governo Federal via Ministério das Relações Exteriores que é quem certifica em termos de proficiência, assim como o Espanhol tem o DELE o Inglês tem o TOEFL, o Brasil tem o CELPE-BRAS Então, por exemplo aqui a UFC é um posto aplicador do CELPE-BRAS a gente percebeu, por exemplo uma demanda muito grande nessa primeira aplicação agora em Maio de pessoas querendo fazer a prova do SELPE-BRAS aqui Dentre os inscritos a gente percebeu muito, por exemplo o perfil profissional deles, por exemplo a presença do Mais médicos no Brasil Muita gente mesmo com o fim do programa muitos médicos Cubanos permaneceram no Brasil E aí eles Uma demanda de aprender português de fazer o teste de proficiência do SELPE-BRAS pra poder validar o diploma no Brasil O Brasil é um país grande até pela imigração A gente tem fenômenos históricos agora interessantes interessantes para ser compreendido, mas ao mesmo tempo muito tristes como é a questão da Venezuela esse processo imigratório aí pro Brasil a crise muitos Venezuelanos, nós no nosso curso aqui na UFC temos muitos estudantes oriundos da Venezuela, muitos Cubanos muitos estudantes oriundos de países Africanos, países Asiáticos que estão aqui por diferentes motivações, a gente tem aqui desde grandes empresários, que estão aqui e tem grandes empresas no Brasil a trabalhadores da construção civil estrangeiros, então um público muito heterogêneo Você coordena o Núcleo de Ensino e Pesquisa em Português para estrangeiros, o NUEP

Eu gostaria de saber um pouco mais sobre as pesquisas que vocês fazem lá o funcionamento do grupo Pronto, então com essa criação em 2014 do curso a gente foi estruturando ao longo do tempo e foram surgindo algumas demandas, como eu falei pra você anteriormente a gente detecta, por exemplo a carência de uma formação continuada de professores, então conversando com algumas pessoas bolsistas que participavam que davam aula voluntariamente na Casa de Cultura Portuguesa de português para estrangeiros a gente tinha alguns encontros de discussão de textos teóricos discutir algumas questões, e aí com base nisso a gente identificou uma demanda Nós precisamos sistematizar um grupo de pesquisa pra melhor estruturar algumas demandas que a gente tem, então a gente criou o NUEP E ele tá credenciado hoje aqui na UFC pelo Cnpq como um grupo de pesquisa oficial da Universidade NUEP tem, a gente tem dentro do NUEP hoje são cerca de 35 pessoas participando, dentre eles professores de Universidades dessa Universidade e de outras, estudantes de graduação, estudantes de Graduação e Pós-graduação Nós temos encontros semanais onde parte do semestre a gente tem uma discussão de uma sequência de textos Um encontro semanal as quintas feiras pra discussão teórica mesmo de alguns textos e aí no final do semestre agora a gente tá numa fase de palestras a gente convida alguns professores para falarem sobre temas relacionados ao ensino e a pesquisa de português para estrangeiros Além disso o NUEP realiza encontros semanais de discussão de planos de aula e planejamento de atividades de ensino de português para estrangeiros

Toda terça-feira a gente senta com os bolsistas e tem a discussão de planos de aula os bolsistas sentam, apresentam os planos de aula o que eles pretendem fazer naquela aula, aí a gente tem uma troca de ideias Além disso a gente tem atividades que se estendem além da Universidade e o grande destaque das atividades do NUEP são as aulas de campo nós entendemos que assim, que o ensino de língua ele não deve ficar encastelado dentro da Universidade, então a gente tá vivenciando a língua numa perspectiva imersiva mesmo Então, nós sistematizamos aulas de campo que isso é muito comum na Geografia, por exemplo Mas nós temos Vou citar três exemplos de aulas de campo que o NUEP propõe Uma delas no Centro da cidade, a gente tem uma rota no centro histórico de Fortaleza A gente começa na Praça do leões aí faz Academia Cearense de Letras Museu do Ceará Praça José de Alencar, Cine Teatro São Luis Teatro José de Alencar e Passeio Público Uma das nossas rotas é essa, o que é ? A gente tem uma leitura da cidade a princípio algumas vezes a gente faz com alguns colegas professores de história que é uma leitura da cidade que até alguns cearenses não tem que é passar pela praça do Ferreira e entender a importância histórica as influências e o crescimento de Fortaleza a partir do Centro

A importância que o Centro já teve a questão da Urbanização, do transporte da questão comercial do Centro e tal, a importância de espaços como o Cine Teatro São Luís pra cidade a importância histórica que ele tem e aí o próprio discurso dentro de alguns espaços como o Museu do Ceará e o Teatro José de Alencar tem visitas guiadas e aí ele tem todo um discurso ali que vai dos índios, até a política mais recente Então os estrangeiros estão imersos nesses espaços e aí não só dos espaços culturais, a gente passa por exemplo vai no leão do sul e eles tomam pastel com caldo de cana a gente explica que é uma tradição que é muto cearense passa no centro e tem um cara vendendo seriguela que eles não sabem o que é alguns provam a seriguela e tal é uma questão muito de imersão mesmo Então, é a percepção da cidade diferente, a partir de um olhar Você explica: Olha, aqui é a Praça tal ela tem características tais e tal Enfim, a gente direciona esse olhar Uma outra aula de campo que a gente tem é a da rota do café verde, essa rota foi sistematizada pelo SENAC, ele pegou alguns sítios que produzem o café orgânico no Maciço de Baturité e organizou uma rota Então, a gente leva os estrangeiros pra conhecer um pouco da importância histórica da produção cafeeira pra economia do Ceará

Então, eu falo um pouco da importância da questão da construção dos trilhos e trem pra escoamento do café da serra, certo e aí passa na estação ferroviária de Baturité passa num sítio em Guaramiranga que é o sítio Águas finas, onde eles colhem o café orgânico no meio da floresta e acompanham todas as etapas de produção do café, desde a colheita A gente colhe o café realmente vê o café secando É como os programas de culinária, as etapas estão ali pré-estabelecidas vê o café secando, mas a torragem, a moagem e a degustação do café acontecem la, né E eles fazem isso e visitam também um sítio em Pacoti que é o sítio São Luís

Então, é uma coisa muito legal, nesse dia a gente passa o dia inteiro, inclusive agora 27 de junho a gente tem mais uma atividade dessas A gente passa o dia inteiro com eles e a terceira como exemplo a visita a a povos tradicionais a gente tem a gente já visitou aqui a comunidade a etnia jenipapo Canindé uma etnia indígena aqui em Aquiraz, uma comunidade indígena a gente passou o dia com eles, visitou o museu, fez trilha na comunidade visitou a escola indígena e tomou um banho de lagoa também foi um negócio altamente interessante assim Então, assim a gente tira os estrangeiros desse espaço e quebra também alguns esteriótipos deles porque no aprendizado de línguas estrangeiras com eles vem alguns esteriótipos, então uma coisa que a gente pergunta nos primeiros dias de aula Que imagem de Brasil eles tinham e por que ? e aí sempre vem aqueles esteriótipos do samba, do carnaval, do futebol, enfim E aí assim, ao longo do curso a gente percebe muito obviamente a gente problematiza muito questões sociais a gente tem uma pegada mais assim, numa perspectiva mesmo no letramento crítico dessas questões sociais no Ensino de Línguas estrangeiras Então, não é só não tem como desvincular língua de cultura e não tem como desvincular a língua da abordagem crítica Assim, até tem como mas a gente demarca esse posicionamento ideológico mesmo de abordar a língua com uma leitura mais crítica, entendeu? O interessante dessas aulas de campo é que promove uma troca cultural mais aprofundada né entre os professores, estudantes

É um momento também de interação, nem sempre eu imagino, por exemplo você vai pra um país Eu viajo pro exterior quero aprender línguas, nem sempre as Universidades oferecem isso Então, assim como você falou é realmente um espaço de interação, além do curso ser essencialmente interativo, né Pelas propostas de atividades em sala de aula né Não são aulas expositivas, aulas de línguas pressupõe interação Por trás disso existe uma concepção de linguagem a linguagem como interação, mas assim, realmente são criados espaços onde eles interagem É muito legal Nós participamos, por exemplo de uma atividade de uma semana cultural numa escola pública e foi muito legal uma colega convidou porque eles tinham a semana cultural e aí colocou os meninos no auditório da escola aí eu fui com um grupo de 15 estrangeiros

A gente tinha coreanos, tinha um pessoal da Finlândia e os meninos pediam pra ele falar Falem coreano pra eu ver e o pessoal mesmo sem entender nada eles ficavam perguntando coisas sobre os países, sobre a Finlândia, sobre os estados Unidos e tal E tiraram foto com o pessoal e foi tão engraçado A gente visitou um dia aí teve duas das estrangeiras, uma da República Checa e outra da Coréia que continuaram participando das atividades culturais da escola que para os meninos é muito exótico, assim, ir um grupo de 15 estrangeiros pra uma escola pública e aí eles puderam Muito legal

E para os estrangeiros também né Porque eles conheceram, por exemplo um pouco dessas realidades que a gente não tem em cursos convencionais Então, nossa proposta mesmo é desencastelar sair dos muros da Universidade, enfim ter algumas leituras a gente tá agora um diálogo com alguns alguns equipamentos culturais da cidade pra ter sessões Há possibilidade de ter sessões de cinema pro grupo de estrangeiros e seguidos de um debate algum filme brasileiro seguido de algum debate Então, nossa proposta é essa, né

De sair da Universidade e ocupar outros espaços também OK Por uma questão de tempo a gente vai encerrar eu gostaria de fazer de novo um agradecimento especial a você professor pelo tempo que você disponibilizou Então, prazer Valeu, deixa só eu divulgar aqui as nossas redes sociais Então, no APP as pessoas que tiverem acompanhando e quiserem pesquisar quiserem trabalhar com Português para estrangeiros, seja com pesquisas seja com participação nas discussões ou até mesmo acompanhar as aulas nós temos um site que é: www

pleufcbr aí nós estamos presentes nas redes sociais também Estamos no Instagran: @portuguesparaestrangeiros no Facebook Português para estrangeiros: Língua e cultura brasileira Então, as pessoas nos encontram nesses espaços ou pelo e-mail: [email protected]

br OK Obrigado a você, obrigado ao TECLE pelo convite

Como funciona uma prova matemática?

O que que dominós têm a ver com uma prova matemática? Você com certeza já enfileirou dominós pra fazer eles caírem em sequência É o famoso e divertido efeito dominó, a queda de um leva à queda do vizinho, e assim por diante até que todas as peças tenham caído

E é esse o princípio por trás de uma prova matemática por indução Se você tem um número infinito de proposições, como que você pode mostrar que algo é sempre verdade? Afinal, não temos como testar a sua veracidade de caso em caso Vamos considerar, por exemplo, a soma de todos os números naturais até um certo ponto Isso é: 1 + 2 + 3 + 4… e assim por diante até um número que vamos chamar de n Esse n pode ser 3, 10, 35 bilhões ou qualquer outra coisa

Você que escolhe Agora, se você pesquisar na internet, você vai encontrar rapidinho que ao invés de somar cada número individualmente você pode simplesmente tacar o n que você escolheu nessa equação aqui pra achar o resultado na hora Vamos investigar com o n sendo igual a 3: 1 + 2 + 3 é 6, que é exatamente o que obtemos com essa nossa fórmula: 3 * (3 + 1) dividido por 2 é o mesmo que 3 * 4 sobre 2, que são 12 meios, o que resulta em 6 Se nosso n fosse 10, teríamos 10 * 11 dividido por 2, o que dá 55 E se você fizer a soma de 1 a 10, é isso que você vai obter

Legal, vimos então que a afirmação funciona pra 3 e 10 Um engenheiro agora já a aceitaria como verdade absoluta, mas vai que colocando nosso n como 35 bilhões o resultado dá errado? E mesmo se desse certo, ainda teríamos infinitos outros números pra testar Nem o computador mais potente do mundo seria capaz de calcular todas as possibilidades, porque as possibilidades são infinitas Precisamos, portanto, do efeito dominó A ideia é a seguinte: se você tem uma longa fila de dominós em pé e você derruba o primeiro, sabendo que um dominó sempre derruba seu vizinho você pode concluir que todos eles eventualmente cairão independentemente da quantidade de peças que você tem

Dessa forma, aplicaremos essa certeza na nossa equação pra prová-la por indução Nossa primeira peça de pé é o número 1, que vai servir como uma base pra nossa prova Experimentamos, portanto, com n sendo igual a 1 A soma de 1 a 1 é 1; e 1 * (1+1) sobre dois é 1 também Perfeito! Derrubamos a primeira peça

Com base nisso, vamos assumir que nossa hipótese é válida pra qualquer n e ver o que acontece com seu vizinho, que é n+1 Se ela for verdadeira, ela deve valer pra n+1 também, já que cada dominó faz o próximo cair em uma reação em cadeia Logo, somamos agora até n+1 ao invés de apenas n Do lado esquerdo, agora temos 1 + 2 + 3… + n + (n+1) Do lado direito, temos a nossa fórmula da base de antes que assumimos ser igual à soma até n e adicionamos o seu sucessor, n+1

Com um pouco de manipulação algébrica e matemágica, chegamos à solução de que a adição dos números de 1 a n+1 é o mesmo que (n+1) * ((n+1) + 1) sobre 2 É exatamente o esperado considerando a nossa premissa, provamos matematicamente que qualquer dominó vai fazer o próximo da fila tombar em todos os casos Muito obrigado por assistir! Se você gostou desse vídeo, eu peço que você se inscreva aqui no Guru da Ciência pra mais vídeos como esse Normalmente eu trago vídeos de ciência da computação ou astronomia, então me deixe saber se algo mais matemático assim é de interesse de vocês gurus também Valeu!

Como falar sobre MATEMÁTICA em INGLÊS | ft. Matemática Rio

Olá pessoal Hoje vamos falar de matemática No meu canal falo de curiosidades, curiosidades matemáticas Matemática básica, matemática do ensino médio, cálculo Tudo sobre matemática Paródias! Você vai aprender matemática e você terá um tempo de entretenimento YEEEAAAH !!!!! Eu amo isso! Tempo divertido Bom Bom! Então, notei que além de amar a matemática, você também ama idiomas, certo? Sim, eu sei inglês e sei espanhol também E como você aprendeu essas línguas? Por mim mesmo! Jogando videogames, ouvindo música, assistindo filmes com legendas em inglês Isso ajuda muito

E como você melhorou sua fala? Ao hospedar pessoas de todo o mundo – Eu hospedei pessoas na minha casa – Realmente? – No Rio, certo? Então você tem muitos turistas lá – Sim Eu hospedei cerca de 200 pessoas em minha casa – Vamos, 200 cem ?! – 200 centenas! Você se lembra deste número? Boa! – Gooood! Excelente!! – Ah sim, estou bem Você é bom! Excelente, vamos lá! Exatamente, muito bom! Então vamos falar sobre as operações de matemática agora Rafa Quais são as quatro operações matemáticas básicas? Nós temos: adição, subtração, multiplicação e divisão – Estes são os quatro básicos, mas nós temos outros – Ok Temos, por exemplo, porcentagem Nós temos frações Nós temos exponenciais – Nós temos logaritmos – Ok – Nós temos raízes quadradas – Raiz quadrada Então, vamos falar sobre adição Adição porque adicionamos algo Quando você vai ao Facebook por exemplo e adiciona alguém Às vezes você diz "eu adiciono" Adicionar no Facebook Dois adicionam dois Por exemplo É igual a 6 ou é 6 Exatamente! Algumas pessoas Tem algumas pessoas aqui Então, qual é a soma de dois e dois? – Quatro – Quatro, exatamente – Então, vamos falar sobre subtrações – Subtrações Quanto é Menos, menos dois Menos, menos é mais Então são seis! Então agora vamos falar sobre a terceira operação matemática que é a divisão Divisão! Vamos lá E como se diz "dividido por dois" Dividido por Ou, se é uma fração, podemos dizer dois mais de dois É a mesma coisa que um Multiplicação! Duas vezes dois é igual a quatro E você tem alguma dica para memorizarmos a tabela de horários? Porque algumas pessoas podem achar difícil – O vídeo mais visto do meu canal, é o que eu ensino como memorizar uma tabela de horários – Ah bom! Na verdade, você não precisa memorizar a tabela de tempos Porque você já sabe disso Eu faço? Porque você só tem que saber a tabela de tempos de um, dois, cinco e dez Diga-me mais sobre isso – Por exemplo, se você tem sete vezes oito, o que quase ninguém sabe

Quanto isso custa? – Sim, tenho que pensar muito Então você pode transformar o sete em cinco mais dois Cinco mais dois são sete E então você aplica a propriedade distributiva – Cinco vezes oito e duas vezes oito – Ok Cinco vezes oito? Quarenta! – Duas vezes oito? Dezesseis – dezesseis – Então são sessenta Ok – Agora você adiciona – Quarenta mais dezesseis, cinquenta e seis – Cinqüenta e seis Muito fácil É um truque legal Você só tem que saber a tabela de tempos de um, dois, cinco e dez Dezenove vezes oito Bem, eu posso transformar os dezenove em vinte menos um Tudo bem E agora propriedade distributiva Vinte vezes oito é cento e sessenta Uma vez oito é oito Então agora você subtrai Cento e cinquenta e dois Subtração agora Duzentos e cinquenta menos trinta e quatro São duzentos e dezesseis Excelente! E agora, além disso, ok? O último Mil e vinte e cinco mais trezentos e cinquenta Então são mil trezentos e setenta e cinco Exatamente bom! – Eu acho que ele é bom – Muito obrigado! Ah sim, dois desafios O primeiro é o mais fácil – Pause o vídeo que você pause o vídeo, tente fazer isso – Pause o vídeo Agora o segundo é um desafio aritmético para você Então nove menos três dividido por um terço mais um Quanto isso custa? Eu não faço ideia Então muito obrigado Rafa por me ajudar com esse vídeo Muito obrigado por me convidar para fazer este vídeo com você Estou muito feliz e estou surpreso porque o seu inglês é ótimo! Parabéns Muito obrigado professor

Sua matemática também é ótima Só pelo mais fácil, porque o outro eu tenho que pensar muito, eu não sei – Apenas o básico -Sim, apenas o básico Então, eu espero que você goste desse vídeo Se você gostou desse vídeo, assine "English in Brazil" e "Mathematics River" ESTAMOS JUNTOS! Estamos juntos sim! Tchau tchau, até mais!

Como usar MESMO em Português?

Eu vou mesmo embora daqui? Vai mesmo? Vou Está mesmo tudo errado! Isso é assim mesmo! É, mas mesmo assim eu vou sentir saudades

Você é incrível mesmo Oi pessoal, tudo bem? No vídeo de hoje eu vou explicar os usos da palavra "mesmo" São nove usos, bem certinho pra você entender exatamente quando é que a gente usa, e por que que a gente usa tanto "mesmo"

Não é mesmo? Primeiramente, já dê um 'like' aqui no vídeo e pegue o seu caderninho, pegue o seu caderninho porque você vai precisar anotar tudo, senão depois não vai lembrar Claro que você também pode assistir o vídeo várias vezes, e deve assistir o vídeo pra compreender bem certinho Tá bom? Então, o primeiro uso O primeiro uso é pra dar ênfase é bem simples, nós vamos enfatizar alguma coisa utilizando "mesmo" Eu falo assim: nós vamos começar agora mesmo este trabalho

Eu podia dizer: "nós vamos começar agora este trabalho", mas eu quis enfatizar E aí eu posso dizer assim: "Você vai fazer isso mesmo?" Só tô enfatizando Porque eu poderia dizer: "você vai fazer isso?" Mas, quando eu digo: "você vai fazer isso mesmo?" Estou apenas enfatizando E o segundo uso, que é também para enfatizar, mas nós podemos perfeitamente traduzir por "é verdade"

Quer ver os exemplos? "Você vai mesmo morar fora do país?" Quer dizer, você vai de verdade morar fora do país? Eu falo: "Vou mesmo" Então significa o quê? Vou de verdade Outro exemplo: "eles vão mesmo se casar" E eu respondo: é mesmo? Então, quer dizer, eles vão de verdade se casar "É verdade? É mesmo?" Então, podemos substituir por: "é verdade"

O terceiro uso é quando você quer que a pessoa repita algo que já foi dito Então, fala assim: "quanto custa isso mesmo?" Ou seja, a pessoa já te falou e você tá pedindo pra repetir Então, quanto custa isso mesmo? Ou também: "o que foi mesmo que você disse? O que foi mesmo que você disse?" Então, quando você precisa que a outra pessoa repita E depois, já o quarto uso que é super usado é por semelhança Quando indica semelhança

Eu falo assim: "eu sempre venho pelo mesmo caminho para casa" Ou seja, o igual caminho "Ela sempre pede a mesma coisa no restaurante" Ou seja, está repetindo uma mesma coisa, uma igual coisa "Nós moramos na mesma cidade"

Olha a semelhança "Nós temos a mesma cor de cabelo" Semelhança também E depois nós temos o uso dele reflexivo Quando é

volta pra si aquela ação Eu falo assim: "ele mesmo consertou o carro" Ou "eu mesma fiz um bolo"

"Você comprou este bolo?" "Não, eu mesma quem fiz" Então, é uma ação da própria pessoa ou da outra que você está falando "Você mesmo quem criou isso? Foi você mesmo?" Então, essa ação reflexiva E depois o outro uso é quando a gente quer dizer "durante", "naquela data citada"

Por exemplo: "Ele foi para a Europa em 2017" "E naquele mesmo ano, ele se casou" Então, assim, naquela mesma data, naquele período Então, "durante" Eu falo: "eu viajei para o Brasil em 2015, e naquele mesmo período eu tive meu filho

" Então, também indica este durante Tudo bem? Outro jeito que nós podemos utilizar também é reflexivo, mas é mais pra dar ênfase, porque você pode utilizar ou não Porque eu falo assim: "ele mesmo não ligou para o que disseram dele As pessoas falaram mal dele, mas ele mesmo não ligou, não se importou" Então, "ele mesmo" quer dizer uma ação reflexiva, mas é só pra dar ênfase

Porque eu posso falar: "ele não ligou" Eu posso dizer assim: "eles queriam que eu viajasse com eles, mas eu mesma não quis, eu mesma não queria" Então, só tô dando uma uma ênfase nisso "Agora eu saquei, eu entendi" Eu falo: "eu quis falar com ela, mas ela mesma não quis falar comigo"

Então, é reflexivo mas assim, é só pra enfatizar Tudo bem? Vamos para o próximo? Espera aí! Estão anotando? Gente, estão anotando tudo? É muito importante Ainda no final do vídeo vou dar um bônus para vocês de uma palavra que a gente usa, que ela é a partir do "mesmo" e que a gente usa bastante Então, espera aí, anota tudo, respira, e vamos seguir Tá bom? Mas, o próximo uso é quando a gente pode substituir o "mesmo" por "ainda" ou "ainda que"

Quer ver os exemplos? "Mesmo que eu viaje, eu vou continuar pensando em você" "Mesmo que eu viaje, eu não vou esquecer de você" "Mesmo triste, ela foi embora" Então, você vê que dá para substituir pelo "ainda" "Ainda que triste, ela foi embora"

Mesmo"ainda que eu viaje, eu não vou te esquecer" Então, a gente pode substituir pelo "ainda"

Mais um bom exemplo: "mesmo sem entender, eu vou continuar estudando" "Mesmo sem entender, eu vou continuar estudando" E o último uso, você pode substituir o "mesmo" pelo "apesar disso" Por exemplo: "mesmo assim você vai ter que estudar" Quer dizer "ainda assim você tem que estudar"

Eu posso dizer: "eu fiz tudo errado, mas, mesmo assim, eles gostaram do trabalho" "Mesmo assim, eles gostaram" Então, quer dizer "ainda assim" ou seja "apesar disso eles gostaram" Tudo bem? E qual é a palavra que nós podemos fazer a partir do "mesmo"? É a "mesmice" que a gente usa muito e a "mesmice" tem o significado de rotina Por exemplo, "O casamento deles caiu numa mesmice, por isso não está dando certo"

"Eu não gosto dessa mesmice do dia a dia" "Não assisto novelas é sempre uma mesmice todos os dias" Então, é essa rotina, aquilo que se repete, você vai usar "mesmice" Tudo bem? Bem, eu espero mesmo que você tenha gostado do vídeo, e se você gostou mesmo, dê um 'like' para mim, compartilhe com todo mundo que precisa saber disso Conhecimento precisa ser compartilhado

Gente, super beijo pra vocês e até o próximo vídeo Tchau, tchau!!

COMO EU TIREI 988,7 EM MATEMÁTICA NO ENEM | Lucas Felpi

Oi pessoal! Bom dia, boa tarde e boa noite pra quem estiver assistindo Meu nome é Lucas Felpi e, se você não me conhece, esse daqui é o meu canal

Eu fui um dos que tirou 1000 na redação do Enem mas eu também tirei 988,7 em matemática, então eu vim fazer esse vídeo para dar algumas dicas e estratégias e táticas que usei na prova do Enem 2018 para tirar essa pontuação na área de matemática, e porque esse canal vai ser dedicado a ambas as áreas: à redação e à matemática, só que ultimamente eu tenho falado muito sobre redação, então eu decidi fazer esse vídeo falando de matemática, para ajudar vocês com essa matéria Bom, eu queria falar que, de novo, obrigado pela audiência que está tendo esse canal, porque está cada vez mais crescendo Hoje já tem 37 mil inscritos e eu estou ouvindo as sugestões de vocês, então eu mudei, por exemplo, o ângulo da câmera, agora acho que está mais reto, porque antes estava pra baixo Estou tentando mudar a velocidade da minha voz, que eu sei que eu falo muito rápido, então estou tentando falar mais devagar, e poder passar o conteúdo aqui pra vocês, porque essa é a intenção do canal e a cada dia a gente vai melhorando assim Queria explicar que, sim, eu tirei 988 em matemática, o que é uma nota absurdamente boa, eu não estava esperando

Eu acertei 43 de 45 questões da área de matemática da prova, então foi uma boa pontuação Eu não imaginava acertar tantas, mas eu tive várias dicas e várias formas de realizar essa prova que me ajudar a chegar lá, e que me trouxeram essa pontuação Eu sabia que eu ia bem na prova, não sabia que eu ia tanto assim E eu acho que essa confiança que eu tinha da prova também foi uma forma de ajudar nesse sentido Primeiro de tudo, eu queria falar que é importante sim estudar o conteúdo de matemática

Eu não vou falar tanto sobre isso, porque já fiz um outro vídeo, que é "como estudar matemática", que vai estar naquele cardzinho em um dos cantos da tela, que eu não aprendi qual é ainda, pra você clicar e assistir o outro vídeo Mas eu queria falar que, sim, é importante estudar esse conteúdo, e, para a prova do Enem, é importante que você foque em que conteúdos são mais cobrados, porque o Enem não cobra uma temática tão avançada quanto outros vestibulares, como Fuvest, Unicamp (eu sou do Sudeste, então eu conheço mais esses vestibulares), mas ele cobra uma matemática mais básica, mais fundamental de lógica Você tem que saber raciocínio lógico, você tem que saber porcentagem, análise de tabelas, de gráficos, geometria espacial, funções, estatística, probabilidade, análise combinatória Você tem que saber uma matemática mais básica e mais lógica para a prova do Enem O que dificulta são outros fatores, que eu vou abordar agora

Além de estudar o conteúdo, o que eu acho que é mais importante pra matemática do Enem e que me fez tirar essa pontuação, é estudar a prova Então assim, eu fiz o Enem 2017 também e no Enem 2017, como treineiro, eu tinha acertado no máximo umas umas 30 questões É uma pontuação boa, sim, mas, falando comparado com o que eu tirei em 2018, é bem menor E o que fez a maior diferença pra mim foi estudar a prova de matemática do Enem, não é estudar tanto o conteúdo, é estudar a prova Pra mim estudar a prova é tão essencial, porque a prova do Enem de matemática é muito única, é muito diferente de outros vestibulares, é muito diferente de outras provas e exames que você deve ter feito

Ela envolve um estilo de questão muito específico e que, se você treinar, você domina muito bem, e consegue fazer a prova com o conteúdo que você estudou Então, dentro desse estudar a prova, eu acho que uma coisa muito importante é você estar o estilo de questão Como eu falei, ele é muito único, muito diferente dos outros vestibulares Como é esse estilo de questão? Eu vejo que as questões do Enem são muito de matemática e interpretação de texto Então, além de você saber o conteúdo de matemática, você tem que saber interpretar texto, tem que saber lidar com textos longos, às vezes são muito longos, e que são complicados, envolvem problemáticas do cotidiano Sempre tem uma situação do cotidiano para você resolver usando a matemática, mas, para você resolver o exercício, para você resolver essa situação, você precisa saber ler muito bem, você precisa saber selecionar as informações, os dados e os comandos desse enunciado, para você começar a resolver a questão

E como que você entende esse estilo de questão propriamente dito, não só eu falando, mas você precisa treinar, você precisa ir atrás de exercícios de anos anteriores, de edições anteriores do Enem, e procurar como eram essas questões, porque o estilo de prova se repete Essas questões vão aparecendo um ano após o outro, tem questões com raciocínio muito parecido de anos diferentes, então esse estilo de prova, esse estilo de questão, se repete Se você treinar, você domina, então isso é baseado no treino Depois que você entendeu mais ou menos o estilo de questão do Enem, é importante que você procure métodos de resolução da prova Como você vai resolver cada questão, e como você vai resolver a prova numa totalidade né, o segundo dia do Enem inteiro e as 45 questões de matemática

Eu desenvolvi alguns desses métodos que eu vou compartilhar Eu peguei o hábito de começar a prova do Enem no segundo dia por matemática, porque eu sabia que eu tinha mais facilidade no conteúdo de matemática do que no conteúdo de ciências da natureza, e pessoalmente, eu sentia que precisava de mais força e energia para fazer a prova de matemática, então eu começava por ela, por ela demandar mais energia, eu precisar ter a cabeça mais fresca, mais leve, para fazer essa prova que demandava mais de mim Mas eu prefiro não fazer a prova inteira de matemática de uma vez, eu sinto que se eu fizesse as 45 questões de uma vez só (o que eu também já tentei fazer e não deu certo), eu fico esgotado Minha cabeça não consegue mais fazer conta Chega lá na questão 30, 35, eu já não sei mais fazer 2×2, eu não consigo fazer conta de multiplicação porque eu travo, eu demoro muito mais

Então, pra equilibrar e não desgastar tanto a minha cabeça, o que eu fiz foi fazer 25 questões de matemática, parar, mudar pra ciências da natureza, fazer 25 questões de ciências da natureza, e aí voltar pra matemática de novo, terminar as outras 20 e terminar as outras 20 de ciências Porque assim, cada questão de matemática tem cálculo envolvido, não tem nenhuma questão ou poucas raras que não tem nenhum cálculo, que seja só raciocínio lógico, mas, para equilibrar, nas questões de ciências da natureza têm questões, por exemplo, de química, de biologia, que não tem cálculo, são só teoria Então ajuda a equilibrar e não gastar tanto sua cabeça com números Além disso, é importante que você saiba que ordem fazer as questões, porque eu não fazia as 25 questões na ordem que eram dispostas na prova Eu lia na ordem, mas eu pulava as mais difíceis

Então assim, se você não conhece o Enem, ele é avaliado pela Teoria de Resposta ao Item Essa Teoria de Resposta ao Item, a TRI, ela valoriza as questões fáceis em detrimento das difíceis Então se você acerta uma questão difícil mas erra uma questão fácil, ele vai achar que essa questão difícil foi chute, então ele vai anular essa questão que você acertou Então não vale a pena você gastar tanto tempo com as difíceis, se você não vai conseguir fazer as fáceis O importante é que você foque nas fáceis, e, se der tempo, terminar as difíceis

A tática que eu fazia nos meus simulados, e eu fiz no Enem, era de ler todas as questões, sim, na ordem, mas, a partir da leitura, perceber: "será que eu consigo fazer essa questão?", "será que é uma questão fácil?", e aí eu faço, ou, senão, "será que essa é uma questão difícil?", eu marcava com uma estrelinha, pulava, ia fazer outras questões da prova, para não perder tempo E, assim, a cada questão que eu fazia, que era uma questão que eu sabia fazer, que era uma questão que era fácil provavelmente, eu marcava com o checkzinho e, quando contabilizava 25, eu passava para a prova de ciências da natureza, para fazer esse equilíbrio E essa tática, de usar a TRI a seu favor, de fazer primeiro as fáceis e guardar as difíceis para depois, funcionou muito para mim, porque eu comecei a princípio a fazer só as fáceis, eliminando as fáceis, ou seja, resolvendo todas, e depois, quando eu voltei pra prova de matemática lá no final, quando eu voltava sobravam as difíceis, e aí eu gastava um pouco mais de tempo para tentar resolver difíceis (o que eu consegui resolver a maioria), e, as que eu não conseguia, eu tentava dar algum chute, eu tentava fazer alguma forma por tentativas de resolver E assim, eu resolvi 43 das 45 Essas duas que eu errei eram questões difíceis, eu vou colocar aqui essas duas que eu tinha errado, porque eu não lembro de cabeça quais eram, o número das questões, mas elas estão aqui

Uma delas, eu tinha feito, eu tentei fazer, mas era muito difícil, era uma questão muito longa de probabilidade, então eu tentei fazer mais errei em algum detalhe ali no meio, e a outra eu realmente não sabia, então eu chutei Era uma questão de logaritmos, se não me engano Eu não sabia fazer, então eu chutei As outras questões, eu realmente tinha focado nas fáceis, e depois quando eu voltei pra prova, eu fiz as mais difíceis, e realmente consegui fazer, porque eu estava mais tranquilo, eu tinha já eliminado as mais fáceis e não tinha como a TRI me prejudicar As que eu errei eu sabia que iam ser questões difíceis, e que não ia ter problema errar porque não ia tirar tantos pontos meus

E assim como vocês vêem, não tirou: tirou 12 pontos (menos que isso, 11,3 pontos) de mim Pensando mais especificamente em como eu resolvia cada questão, não só a prova no geral, eu tinha algumas técnicas para a resolução individual Quando eu analisava uma questão, eu primeiro lia o comando dela, ou seja, a última frase, a última linha dela, pra ver qual era o comando, o que perguntav,a o que se pedia, para depois ler o texto Assim você já faz uma leitura focada, e já selecionando o que você precisa para resolver a pergunta, porque você já sabe o que você vai ter que entregar depois A seguir, enquanto você está lendo o texto, à procura dessas informações e à procura do que você precisa para dar o que ele pediu, eu anotava bastante os dados que eram dados (os dados que eram dados?)

Eu não anotava bastante as informações que eram fornecidas pelo enunciado Então assim, eu via que tinha um número, uma informação importante ali no enunciado, eu anotava, separava, ou grifava né, para selecionar e poder depois analisar o que eu podia fazer com essas informações, manipular elas para chegar no resultado que ele queria Depois que você anotou essas informações, e você sabe o que o enunciado de forneceu, você sabe o que o enunciado está pedindo de você, o importante é que você pense uma forma de resolver o exercício, pense num passo a passo antes de começar a fazer conta Então, como eu posso manipular essas informações, brincar com esses dados, para chegar na informação que ele quer? Esse passo a passo pode não vir de cara, pode não vir na hora, mas você pode depois desenvolver um pouco mais o raciocínio, ficar pensando um pouco nisso, e aparecer Assim, é importante que você esteja com a cabeça aberta, pense em vários assuntos e vários conhecimentos matemáticos que você conhece, pra jogar com isso, porque a parte difícil já passou

A parte difícil da prova do Enem é a parte de interpretação de texto Quando você já conseguiu selecionar e filtrar as informações do enunciado, você já consegue resolver com o conteúdo básico de matemática Não tem mais nenhum filtro, nenhuma máscara, escondendo a parte conteudística da prova E, caso você não consiga pensar nesse passo a passo em si, você pode começar, sim, a brincar com os números, a jogar cálculos e testar, e caso nada dê certo, fazer por tentativas, sim Eu tive questões que eu tive que fazer por tentativa: testar cada alternativa, de uma forma que seja rápida, porque você não tem tanto tempo (é em média três minutos por questão, você tem que também agilizar um pouco), mas eu fui tentando às vezes, sim, por tentativas, testando cada alternativa, vendo como cada alternativa poderia se encaixar ou não no enunciado, porque, afinal, é uma prova teste, você tem essa possibilidade

A última coisa que realmente me fez muita diferença na prova do Enem 2018, comparado com a do Enem 2017, foi a minha confiança Eu tinha confiança no trabalho que eu tinha feito ao longo do ano, nos estudos de matemática que eu tinha feito ao longo do ano, porque, sim, eu tinha treinado muito matemática ao longo do ano Não só teoria, como eu falei, mas treinar os exercícios: eu tinha feito muitas provas do Enem de edições anteriores, eu tinha feito muitas questões do estilo Enem pra trabalhar com isso e entender o estilo de questão Eu sabia mais ou menos o que ia vir nessa prova Eu não estava com medo com essa prova, eu estava confiante, então o importante é que você realmente não tenha o medo, não tenha o preconceito com a prova, e você se sinta capaz de dominar, sim, aquela área da prova, sem ter essa insegurança que muitos têm, porque quanto mais confiante você fica, mais você pensa "Eu consigo resolver essa prova, eu consigo resolver cada uma das 45 questões", melhor você vai se sair

É meio previsível o que vai cair na prova de matemática, porque as questões são semelhantes, os conteúdos cobrados são semelhantes, e os raciocínios que você precisa ter são, também, semelhantes Então é basicamente poder tirar essa máscara de difícil da prova do Enem, e botar na sua cabeça, ter essa consciência, de que a prova pode ser fácil, sim, se você treinar, se você se adaptar com o estilo de questão, o estilo de prova, até o fim Eu tô aqui com meu caderno do Enem, a prova do Enem 2018, que eu mesmo fiz, foi o caderno rosa, pra falar de três questões especificamente que podem exemplificar um pouco do que eu falei neste vídeo A primeira delas é a questão 149 da prova rosa, que a questão dos círculos com o plano cartesiano, que ele pergunta qual é o caminho mais curto entre o ponto B e o ponto A, e assim, eu, especificamente, não sabia o que era mais curto: você fazer por linhas retas, você fazer por arcos da circunferência, você andar uma linha reta para baixo no B, depois um arco de conferência raio 3 dando a volta (que é um terço da circunferência), e depois mais três linhas retas ali até o A, ou você andar duas linhas retas no B, o arco de circunferência 2 eu não sabia qual seria mais curto, então o que eu fiz foi por tentativas Eu peguei as alternativas, cada uma exemplificava um caminho possível, e eu resolvi todas elas substituindo pi por 3,1 (que foi o que ele me deu), pra ver qual seria o mais curto, e realmente dava alternativa A Outra questão possível de explicar como o conteúdo da prova não é tão difícil, mas os textos às vezes complicam, é essa questão aqui do colesterol que caiu também no ano passado, que tinha um texto longo, explicando uma situação do cotidiano sobre um paciente que tinha colesterol tal, e ele deu tudo isso, deu uma tabela, e aí ainda continua falando sobre o paciente, perguntou qual era a classificação da taxa de LDL desse paciente Então assim, quando eu já li primeiro o comando da questão, já sabia que eu tinha que eu descobrir qual era a classificação, e a classificação é dada na tabela, então eu sabia que eu tinha que usar a tabela

E eu procurei os dados no enunciado, quando fui lendo, selecionando, então eu sabia que a taxa de colesterol era 280 (ele deu ali em cima, no primeiro parágrafo) e, depois, no terceiro parágrafo, depois da tabela, ele deu que a taxa de LDL primeiro reduziu 25% e depois reduziu mais 20%, então era uma conta simples, eu só precisava selecionar os dados, filtrar, tirar essa máscara de díficil da questão, e falar "Calma, eu só precisava reduzir 25% de 280 e depois reduzir mais 20%", ou seja, era uma conta simples de porcentagem, e depois verificar na tabela em qual categoria o resultado se encaixava, o que dava letra D, que era alta E, por último, a questão 177, que é essa dos carrinhos que caiu, também era uma questão que parecia ser um pouco mais difícil, porque tinha um texto longo, tinha gráfico, mas era uma questão bem fácil na verdade, porque se você lesse, não tinha muita coisa que você precisava usar a não ser uma informação, que ficava lá no terceiro parágrafo, que falava que a marca A expandiu de 2015 para 2016 as suas vendas em 360 unidades Então, quando você via no gráfico que entre 2015 e 2016 tinham três carrinhos a mais, você conseguia perceber que esses três carrinhas simbolizavam 360, ou seja, cada carrinho valia 120 unidades Então você conseguia saber quantos carros foram vendidos em cada ano, porque cada carrinho, cada simbolozinho valia 120 unidades É que nem as brincadeiras de Facebook que você vê, que você tem os simbolozinhos, as figurinhas, valendo números, e você precisa resolver o que vale cada figurinha

Então ele perguntava a média anual das vendas de carros, dava 320, alternativa D Isso não era difícil, era uma questão fácil, mas que você precisava só filtrar e tirar essa máscara de difícil, esse peso que fica na hora da prova, parecendo que a questão é super difícil Enfim, esse foi o vídeo de hoje, eu espero que vocês tenham gostado, espero que tenha ajudado essas dicas, que essas táticas podem ser aplicadas nos simulados de vocês, na prova do Enem de vocês, e que vocês consigam, sim, alcançar um resultado bom em matemática, porque vale muito na prova do Enem, vale muito mesmo para o seu resultado e para depois você aplicar no Sisu, entrar na faculdade que você tanto sonha Se você gostou deste vídeo, deixa o like aqui embaixo, se você gostou do canal se inscreve aqui, e vai lá no meu Instagram que essa semana mesmo eu fiz um Redação Pop, que é um quadro que eu faço de análise de séries e filmes para usar na redação, sobre Game of Thrones Se você assiste Game of Thrones então tá aí, como você pode usar uma Game of Thrones na sua redação, lá no Instagram: @lfelpi

Eu fiz esse post essa semana mesmo, com todas as temporadas analisadas para usar na redação, vai lá, clica lá, que você vai gostar com certeza se você é fã Beleza? Então muito obrigado gente, e até a próxima! Um beijo!

COMO ESTUDAR MATEMÁTICA | Lucas Felpi

Oi pessoal! Bom dia, boa tarde, e boa noite, pra quem estiver assistindo! Eu aqui agora vou falar pra vocês nesse primeiro vídeo algumas dicas sobre como estudar matemática Essa matéria que é tão vista como difícil pra muitos estudantes no país, que o pessoal mais tem dificuldade pelo que eu via

Foi o assunto mais cobrado por vocês no meu post no Instagram, que teve mais comentários, e mais dúvidas foram pedidas pra mim Então eu vou aqui tentar falar algumas das dicas pra vocês estudarem essa matéria, se recuperarem nesse assunto e conseguirem ir bem nos vestibulares que vocês têm pela frente Vou juntar esse assunto em principalmente 5 dicas pra vocês estudarem matemática e, lá no final, na última dica, eu vou falar mais especificamente sobre os estudos de matemática pro Enem, o estilo dos exercícios do Enem Bom, então vamos lá! Na primeira dica, eu vou falar com o pessoal que diz que não sabe nada de matemática O pessoal que fala "não sei nada, não consigo resolver nenhum exercício, tenho muita dificuldade com qualquer matéria que aparece, não consigo resolver"

Essa dificuldade acontece com bastante gente porque matemática é a matéria mais cumulativa que existe Se você tem dificuldade em matemática a esse ponto, é porque a sua dificuldade vem de um processo anterior a hoje em dia No Ensino Fundamental provavelmente e passando os anos do Ensino Médio, pode ter pego algumas recuperações, não ter entendido completamente os assuntos A sua dificuldade vai acumulando, e você não consegue depois resolver outras matérias, porque elas exigem os conhecimentos mais básicos O que eu recomendo é você procurar os seus pontos fracos enquanto você faz exercícios, procurar qual o seu erro que você repete várias vezes, e voltar atrás mesmo pra estudar

Não precisa ter vergonha de voltar atrás nos estudos de matemática, e procurar uma matéria de Ensino Fundamental, procurar uma matéria mais básica que você tenha errado bastante, porque é isso que pode estar te impedindo de uma nota boa em matemática Se você, por exemplo, percebe que o seu erro é repetitivamente desenvolver equações de primeiro grau, volta e procura materiais na internet ou em livros didáticos, de Ensino Fundamental mesmo, procura como resolver essas equações, fazer exercícios Em qualquer matéria que você percebe que está falhando alguma coisa e essa matéria possa ser um passo atrás da que você está hoje, não tem problema: volta atrás, estuda, pra depois continuar para a mais difícil Minha dica número 2 vai sobre tempo Quanto tempo diário é bom estudar matemática? Eu acho que isso vai de cada um: você mesmo tem que saber se você tem muita dificuldade, média dificuldade, ou facilidade na matéria de matemática, e aí você vai poder ir escolhendo quanto tempo você precisa

Eu acho que você precisa ir testando e vendo quanto o seu cérebro aguenta de matemática de uma vez só, e ao mesmo tempo vendo quanto é suficiente pra você estudar e ter uma conclusão dos seus estudos por dia, sem interromper muito A dica número 3 é sobre estudar teoria Muita gente pergunta se é importante estudar a teoria de matemática, ou não, se fazer exercício é mais importante Eu considero que teoria é importante sim, porque, sem você ter um contato com a teoria, você não consegue pular pros exercícios Então, em cada assunto, eu acho que você tem que se perguntar: você já tem uma noção daquela matéria? Você já tem um pouco mais de conhecimento sobre ela? Se sim, vai pros exercícios, e aí nos próprios exercícios você vai perceber o que você está errando mais, quais são as suas dificuldades naquele assunto, pra você perceber os seus erros e aí conseguir voltar na teoria e estudar especificamente o que está te fazendo errar

Se não, se você não tem muito conhecimento sobre aquela teoria, sobre aquele assunto, primeiro estuda a teoria, estuda as noções básicas daquele assunto, pra depois ir pros exercícios Dica número 4 é sobre os próprios exercícios Como fazer exercícios de uma forma que seja eficiente e produtiva Eu acho que você tem que procurar os seus pontos fracos cada vez que você faz exercício de uma matéria, analisar o que você está errando Então a cada vez que você faz exercício, não só faz o exercício e checa se está certo: checa se o seu raciocínio foi certo, se o seu desenvolvimento foi correto

E se teve um exercício que você não conseguiu fazer, procura como faz ele na internet, ou no seu livro, ou com um professor Procura como era o passo-a-passo pra fazer aquele exercício e pra resolver, porque é assim que você vai aprendendo Sobre como fazer os exercícios em casa, eu gosto bastante de dizer pra você ler o enunciado em voz alta Muita gente se pega lendo enunciado sem entender o que está lendo, porque se distrai, porque está pensando em outra coisa, porque lê e ao mesmo tempo não está muito concentrado Eu gosto bastante de ler em voz alta, porque quando eu falo eu não tenho como me desconcentrar daquilo, eu estou me forçando a me concentrar naquelas palavras e naquela leitura, pra eu poder realmente passar uma leitura de uma vez só e conseguir já pegar o que o exercício está pedindo e o que ele está me dando

A dica número 5 vai pros próprios exercícios de Enem, como estudar pra prova de matemática do Enem Eu acredito que a prova do Enem não é só uma prova de conteúdo de matemática: ela também exige muito a habilidade de leitura e interpretação de texto Então, além de você estudar tudo isso que a gente falou até agora, sobre o conteúdo, você tem que ter boa noção de o que o Enem pede de leitura e interpretação, porque, como você pode ter percebido se você já fez alguma edição do Enem, as questões de matemática têm textos normalmente longos e complicados Esses textos longos normalmente são pra tornar a questão mais difícil do que ela é A questão pode exigir um conteúdo fácil, mas o texto torna ela um pouco mais difícil colocando palavras complicadas, ou uma situação complicada do cotidiano, que você precisa interpretar, extrair de lá as informações e extrair o que ele está pedindo de conteúdo matemático

As questões do Enem não são tão difíceis quanto parecem A forma que eu acho mais eficiente de estudar pra matemática no Enem é fazendo exercícios do próprio Enem, de edições anteriores Eu acho que depois que você já estudou a maioria dos conteúdos de matemática e vai focar pro Enem especificamente, pega bastante exercício de edições anteriores do Enem, e procura entender como eles funcionam, como eles cobram os assuntos que eles cobram, e como eles trabalham com diversos assuntos que você já estudou Normalmente os exercícios têm esses textos longos, mas quanto mais você treina, mais você treina sua capacidade de tirar a parte difícil deles e você vai conseguir resolver a maioria desses exercícios O truque é você se adaptar ao estilo de questão que o Enem cobra, que é diferente dos outros vestibulares e de outras provas por aí

Eu estou dizendo por experiência própria, porque eu mesmo entendi essa tática, entendi que essas questões não eram tão difíceis quanto parecem, então, quando eu cheguei na hora da prova, eu já olhei pras questões falando "Não, eu sei que isso daqui não é tão difícil, é só ler com cuidado, é só extrair dali com cuidado, que você faz os exercícios como você faz qualquer outro" E eu acho que é isso! Espero que vocês tenham gostado, continuem inscritos no canal, eu vou ainda fazer muitos vídeos sobre outros assuntos, outras dicas Vão me mandando no Instagram @lfelpi outras sugestões de videos e de assuntos que eu posso abordar Quanto mais conteúdo a gente vai produzindo, mais eu espero ir ajudando vocês nas suas rotinas, e agora nesse início de aulas Então, muito obrigado por assistirem, e até a próxima!

Como ser bom em Matemática

Bom galera! Ricardo Alencar da Escola Aprender, e hoje eu vou falar sobre, como ser bom em matemática Esse meu canal, ele na verdade, ele não é só pra falar de matemática, tem muito conteúdo de matemática, porque eu sou professor de matemática e de física, ou seja, ciências, só que muitas pessoas tem muita dificuldade, e é por isso que eu me dedico bastante a colocar conteúdo de matemática, mas também vídeos como esse, que falam dicas ou então reflexões sobre aprender, sobre melhorar a inteligência e tudo mais

Então vamos pensar no seguinte Você é bom de matemática? Bom, a maioria das pessoas vai dizer que não, Só que é o seguinte, a grande parte da humanidade tem plena condição de se tornar inteligente em matemática, a questão é nem todo mundo acredita nisso, nem todo mundo faz por onde se tornar melhor em matemática Então é o seguinte, pensando nessa dificuldade, pensando nessa nesse problema de ter que aprender matemática e achar que não pode, achar que não consegue é que eu desenvolvi esse canal, mas que ele vai além disso né ele vai além de pensar em melhorar em matemática, mas para você que está com essa dificuldade, vamos pensar o seguinte Não existe essa questão de gênio para a grande maioria das pessoas, na verdade boa parte dos matemáticos profissionais, são pessoas com inteligência normal, apenas que se dedicaram mais e se desenvolveram, mas ai você vai dizer: Ah mas aquele menino inteligente com 12 doze anos de idade, consegue resolver todos os problemas do mundo, tudo bem, existem pessoas com essa capacidade mas são minorias, tão minoria como as pessoas que não conseguem de jeito nenhum aprender matemática, por problema fisiológicos por problemas mentais, e isso também é exceção, a grande maioria das pessoas, consegue aprender matemática, e consegue se desenvolver Então vou falar aqui de 4 dicas para que você aprenda matemática, para que você melhora na sua matemática, para que você se torne pelo menos bom em matemática

Primeira dica, esse carinha aqui é o Saitama, e ele é de um anime de um mangá que eu gosto muito, porque é muito engraçado, que é o One Punch Man ele é um cara que consegue derrotar todos os inimigos com um soco só, todos inimigos e aí, porque que ele, eu escolhi o Saitama pra falar inicialmente essa primeira dica? É o seguinte ele um dia entediado na verdade essa é a graça do anime, superentediado eu acho um saco tudo, ele vai ser herói só pra se divertir, ele, ele lida com um vilão e quase não consegue derrotar o vilão, por muita sorte ele consegue atingir o ponto fraco do vilão e se interessa em se tornar herói, então ele aplica uma serie de exercícios, todos os dias, durante 3 anos e de repente ele se torna o maior herói de todos os tempos naquele mundo, ele é superpoderoso, ele qualquer inimigo que ele lida ele consegue lidar com apenas um soco, quando ele coloca todo o seu poder né, e isso é bem interessante, porque a gente está acostumado com os desenhos tipo, Dragon Ball, Naruto One piece que o herói vai se desenvolvendo ao longo de todo anime, de todo mangá Quanto ao One Punch Man não, ele já está no nível máximo, e agora vão se desenvolver outras coisas Pois bem, mas o que eu quero dizer da dica, essa dica número 1, tenha à vontade o desejo real de se tornar bom em matemática, tenha a vontade e o desejo real Ele teve essa vontade, então ele se dedicou ao longo de 3 longos anos, e o treinamento dele é muito engraçado, porque não é um treinamento tão difícil assim Porque que é engraçado? Porque ele vai fazer cem flexões, cem agachamentos, cem abdominais e correr dez quilômetros todos os dias, e aí ele se tornou o maior herói do mundo, mas você pode pensar

Meu Deus como é que é isso ? Como é que eu vou me tornar melhor em matemática? Vá assistir o anime para ver essa situação, é porque ele enfrentou grandes dificuldades no processo, teve preguiça, teve dor muscular, teve um monte de coisa que aconteceu, mas ele acreditou, ele não se sentiu impotente diante das situações, ele foi lá, quis, encarou, e pagou o preço de se tornar o maior herói de todos os tempos Entendeu ? Então isso é que é interessante, tenha vontade, tenha desejo realmente, a motivação, e essa motivação não é no primeiro dia, não é após esse vídeo que você, eu sou melhor de matemática, não é no processo, e é por isso que vem a segunda dica, assim, segunda dica é o seguinte Todo o edifício, toda casa, ela precisa de fundamentos, e é por isso que esses meus vídeos aqui eu coloco muita coisa de fundamento, adição, subtração multiplicação, divisão, dentro em breve eu vou colocar coisas de espaço e formas, geometria, grandezas, medidas, coisas da matemática básica, coisas da matemática simples, e se você aprender agora nesse momento você vai dar uma base, um fundamento, para todo edifício que você vai construir a partir de hoje, então e essa é a ideia, você tem que construir sobre rocha, e essa rocha é o fundamento, é colocar pedra é colocar o que a gente chama de seixo, areia, concreto, colocar ferro, e isso é que vai te dar a base, quando você vai estudar ,não adianta se você não tiver essa base matemática, você fica parado, não adianta estar agora no ensino médio, não adianta estar no ensino superior ou na pós graduação ou no seu trabalho, e não ter esse fundamento, é preciso voltar , é preciso dar 2 3 4 cem passos atrás, para que você consiga subir, entendeu ? Então construa esse fundamento, se dedica a construir esse fundamento Terceira ideia que vou falar é o seguinte Vamos voltar ao Saitma

Ele fez durante 3 anos essa sequencia de exercícios Em matemática não tem segredo É realizar exercícios diariamente, frequentemente, as vezes até voltando para o que você já sebe, e pra tentar entender algo novo Então você tem que fazer, tanto o exercício que você conhece, quando desafios que você ainda não conhece, e esse processo de fazer algo novo, de tentar resolver algo que você ainda não conseguiu resolver, é o que vai te ajudar, é o que vai te fortalecer, é o que vai te deixar muito mais poderoso na matemática Bom o quarto tem haver com esse terceiro, que é hackear os exercícios, que nem um hacker de computador, que vai lá entra no código, entra no site, consegue ver o que está lá por dentro

A mesma coisa são com exercícios, você precisa abrir esses exercícios e não só resolver O que é que eu quero dizer com isso? Bom galera! Ricardo Alencar da Escola Aprender, e hoje eu vou falar sobre, como ser bom em matemática Esse meu canal, ele na verdade, ele não é só pra falar de matemática, tem muito conteúdo de matemática, porque eu sou professor de matemática e de física, ou seja, ciências, só que muitas pessoas tem muita dificuldade, e é por isso que eu me dedico bastante a colocar conteúdo de matemática, mas também vídeos como esse, que falam dicas ou então reflexões sobre aprender, sobre melhorar a inteligência e tudo mais Então vamos pensar no seguinte Você é bom de matemática? Bom, a maioria das pessoas vai dizer que não, Só que é o seguinte, a grande parte da humanidade tem plena condição de se tornar inteligente em matemática, a questão é nem todo mundo acredita nisso, nem todo mundo faz por onde se tornar melhor em matemática

Então é o seguinte, pensando nessa dificuldade, pensando nessa nesse problema de ter que aprender matemática e achar que não pode, achar que não consegue é que eu desenvolvi esse canal, mas que ele vai além disso né ele vai além de pensar em melhorar em matemática, mas para você que está com essa dificuldade, vamos pensar o seguinte Não existe essa questão de gênio para a grande maioria das pessoas, na verdade boa parte dos matemáticos profissionais, são pessoas com inteligência normal, apenas que se dedicaram mais e se desenvolveram, mas ai você vai dizer: Ah mas aquele menino inteligente com 12 doze anos de idade, consegue resolver todos os problemas do mundo, tudo bem, existem pessoas com essa capacidade mas são minorias, tão minoria como as pessoas que não conseguem de jeito nenhum aprender matemática, por problema fisiológicos por problemas mentais, e isso também é exceção, a grande maioria das pessoas, consegue aprender matemática, e consegue se desenvolver Então vou falar aqui de 4 dicas para que você aprenda matemática, para que você melhora na sua matemática, para que você se torne pelo menos bom em matemática Primeira dica, esse carinha aqui é o Saitama, e ele é de um anime de um mangá que eu gosto muito, porque é muito engraçado, que é o One Punch Man ele é um cara que consegue derrotar todos os inimigos com um soco só, todos inimigos e aí, porque que ele, eu escolhi o Saitama pra falar inicialmente essa primeira dica? É o seguinte ele um dia entediado na verdade essa é a graça do anime, superentediado eu acho um saco tudo, ele vai ser herói só pra se divertir, ele, ele lida com um vilão e quase não consegue derrotar o vilão, por muita sorte ele consegue atingir o ponto fraco do vilão e se interessa em se tornar herói, então ele aplica uma serie de exercícios, todos os dias, durante 3 anos e de repente ele se torna o maior herói de todos os tempos naquele mundo, ele é superpoderoso, ele qualquer inimigo que ele lida ele consegue lidar com apenas um soco, quando ele coloca todo o seu poder né, e isso é bem interessante, porque a gente está acostumado com os desenhos tipo, Dragon Ball, Naruto One piece que o herói vai se desenvolvendo ao longo de todo anime, de todo mangá Quanto ao One Punch Man não, ele já está no nível máximo, e agora vão se desenvolver outras coisas

Pois bem, mas o que eu quero dizer da dica, essa dica número 1, tenha à vontade o desejo real de se tornar bom em matemática, tenha a vontade e o desejo real Ele teve essa vontade, então ele se dedicou ao longo de 3 longos anos, e o treinamento dele é muito engraçado, porque não é um treinamento tão difícil assim Porque que é engraçado? Porque ele vai fazer cem flexões, cem agachamentos, cem abdominais e correr dez quilômetros todos os dias, e aí ele se tornou o maior herói do mundo, mas você pode pensar Meu Deus como é que é isso ? Como é que eu vou me tornar melhor em matemática? Vá assistir o anime para ver essa situação, é porque ele enfrentou grandes dificuldades no processo, teve preguiça, teve dor muscular, teve um monte de coisa que aconteceu, mas ele acreditou, ele não se sentiu impotente diante das situações, ele foi lá, quis, encarou, e pagou o preço de se tornar o maior herói de todos os tempos Entendeu ? Então isso é que é interessante, tenha vontade, tenha desejo realmente, a motivação, e essa motivação não é no primeiro dia, não é após esse vídeo que você, eu sou melhor de matemática, não é no processo, e é por isso que vem a segunda dica, assim, segunda dica é o seguinte

Todo o edifício, toda casa, ela precisa de fundamentos, e é por isso que esses meus vídeos aqui eu coloco muita coisa de fundamento, adição, subtração multiplicação, divisão, dentro em breve eu vou colocar coisas de espaço e formas, geometria, grandezas, medidas, coisas da matemática básica, coisas da matemática simples, e se você aprender agora nesse momento você vai dar uma base, um fundamento, para todo edifício que você vai construir a partir de hoje, então e essa é a ideia, você tem que construir sobre rocha, e essa rocha é o fundamento, é colocar pedra é colocar o que a gente chama de seixo, areia, concreto, colocar ferro, e isso é que vai te dar a base, quando você vai estudar ,não adianta se você não tiver essa base matemática, você fica parado, não adianta estar agora no ensino médio, não adianta estar no ensino superior ou na pós graduação ou no seu trabalho, e não ter esse fundamento, é preciso voltar , é preciso dar 2 3 4 cem passos atrás, para que você consiga subir, entendeu ? Então construa esse fundamento, se dedica a construir esse fundamento Terceira ideia que vou falar é o seguinte Vamos voltar ao Saitma Ele fez durante 3 anos essa sequencia de exercícios Em matemática não tem segredo

É realizar exercícios diariamente, frequentemente, as vezes até voltando para o que você já sebe, e pra tentar entender algo novo Então você tem que fazer, tanto o exercício que você conhece, quando desafios que você ainda não conhece, e esse processo de fazer algo novo, de tentar resolver algo que você ainda não conseguiu resolver, é o que vai te ajudar, é o que vai te fortalecer, é o que vai te deixar muito mais poderoso na matemática Bom o quarto tem haver com esse terceiro, que é hackear os exercícios, que nem um hacker de computador, que vai lá entra no código, entra no site, consegue ver o que está lá por dentro A mesma coisa são com exercícios, você precisa abrir esses exercícios e não só resolver O que é que eu quero dizer com isso? É que você precisa entender o processo, como é que esse processo, de resolver esse tipo de exercício, me ajuda a resolver outros tipos, qual é o passo a passo, qual é o passo a, o passo b o passo c, não e simplesmente chegar no resultado e marcar alternativa, você tem que resolver e entender o que é que você fez, e pegar esse processo, e tentar colocar em outras situações, que as vezes vai dar certo, que as vezes não

É muito comum o professor falar, gente coloca aqui os dados, agora olha qual é o conteúdo, agora vê, como é que se resolve outros exercícios, e volta pra esse, a ideia é essa, você hackeia, você procura entender, como é que se resolve aquele exercício, para aplicar em outros, e quando não der certo você vai ter que criar um novo processo, uma nova forma de resolver Entendeu? Então são essas quatro dicas para você começar e de fato se segui-las, vai te ajudar muito a se tornar bom em matemática Tá legal? Espero que você tenha gostado Passe isso para outras pessoas que se acham ruins em matemática, se você achar que esse conteúdo é interessante E eu agradeço você ter ficado até o final do vídeo

Até mais! AH! Não se esqueça de se inscrever aqui no canal Da aquele like se você gostou Até mais !!!

BNCC na Prática de Língua Portuguesa: como ensinar gramática de forma contextualizada

A BNCC de fato retoma a proposta que já apontavam os parâmetros curriculares nacionais, ou seja, trabalhar a gramática de forma contextualizada E pensando em toda a trajetória

em todo avanço que houve com a metodologia de ensino da língua portuguesa, não dá mais para pensar num ensino de gramática que seja estanque, em que o aluno vai aprender regras de concordância sem depois utilizá-las na sua produção A Base Curricular traz um ponto muito importante que é a centralidade do texto Todos os conteúdos, objetivos, habilidades, procedimentos partem de um trabalho com o texto Por quê? Porque é no texto que a língua se concretiza E mais ainda são nos gêneros de texto que a língua se concretiza

Eu acho que a escola tem que trabalhar com uma variedade de gêneros Isso é muito importante Mas cabe ao professor escolher alguns desses gêneros, dessa variedade, para ele aprofundar, verticalizar o estudo, porque ele não vai dar conta de verticalizar todos os gêneros Então, e pensando na formação da cidadania, eu escolho, no 9º ano, alguns gêneros que busquem formar o aluno também como cidadão Dentre esses gêneros, um gênero por excelência é o artigo de opinião

Eu busco trazer para o aluno diferentes exemplares do mesmo gênero para que ele possa conhecer de que forma esse gênero se constitui linguisticamente tendo em vista os diferentes autores, quer dizer, não pegar um único autor, um único exemplar Mas, para tomar contato com esse texto, para compreender bem esse texto, o que nós fizemos antes? Pode falar, Marina A gente viu os conceitos que a gente ia precisaria saber para conseguir entender o texto e que a gente não sabia Isso, por exemplo, que conceitos? Étirania Quem era o Daniel Ortega Os gêneros são sempre trabalhados dentro das sequências didáticas Num primeiro momento, quando eles começam a entrar em contato com o gênero, eu procuro trabalhar com eles a importância social desse gênero em que espaço ele circula, quais são as condições de produção desse texto, quem são os leitores que buscam fazer o uso desses gêneros

Mais um exemplo, agora no terceiro, desculpe, no último parágrafo de retomada de ideias Fala, So

Algo assim? Algo assim Algo Outro pronome, que serve para retomar uma ideia que apareceu antes O trabalho com a leitura se dá em várias camadas Uma primeira camada é a compreensão do texto, aquilo que a gente faz a primeira vez que lê um texto

Depois a professora Jaqueline vai olhando para os efeitos de sentido e analisa quais regras gramaticais estão sendo utilizadas para provocar aquele efeito Com isso ela ajuda o aluno a ter consciência de como é que o autor usou a regra e a utilizá-la na produção dos seus próprios textos Qual o papel das adjetivas nesse momento? Ana Fazer uma contextualização? Ajudam na contextualização, ou seja, elasexplicam Explicam ou apresentam quem équem? ODaniel Ortega Ela têm esse papel de expandir informações a respeito do Daniel Ortega Concordam comigo? Muito bem Quando nós vamos discutir quais os recursos linguísticos dos quais o autor fez uso para construir a argumentação, qual é o objetivo? É fazer o aluno perceber que tudo aquilo que ele vem estudando na gramática ao longo dos anos, esse conhecimento linguístico deve ser usado no momento em que ele vai tomar contato com o texto Então ele perceber que desde a seleção lexical dos substantivos aos adjetivos, das escolhas que ele faz acerca dos tipos de construções de períodos que ele vai

que estão presentes ali, tudo isso tem uma importância muito grande, tudo isso é estratégico, não é uma escolha que o autor do texto fez por acaso, mas que existe uma intencionalidade que perpassa todo o texto Agora vocês já estão também planejando seu texto Vocês também vão produzir um artigo de opinião

Até agora a gente fez um percurso como leitores do gênero E agora? Nós vamos nos tornar produtores do gênero Nós vamos também criar outro criar não, fazer uso de um outro repertório que nós estamos construindo nas aulas de língua para poder produzir os nossos textos Quando eu vou trabalhar com eles a produção de texto, de certa forma eu retomo as mesmas etapas que eu fiz com relação à leitura No primeiro momento, é discutir com eles temas que estão vinculados à realidade, temas que possam ser discutidos que possam contribuir para essa formação da cidadania O tema que eu escolhi é a liberação da caça às baleias em Florianópolis Foi recusada a liberação em Florianópolis, mas causou grande polêmica E também eu pesquisei algumas propostas alguns objetivos que o Japão tem com essa liberação Enquanto ele faz a primeira versão, o aluno pode dialogar com seus pares, dialogar com o professor, ou seja, a produção de texto pressupõe também uma atividade colaborativa, diferentes olhares, não só o meu, mas também dos colegas Feita essa primeira etapa, o aluno entrega para mim a primeira produção e eu procuro fazer uma correção que não seja uma correção pura e simplesmente voltada a questões notacionais, mas eu procuro fazer uma correção que seja orientadora para que ele possa realmente melhorar o seu texto em tudo aquilo que seja necessário A professora Jaqueline desenvolveu uma sequência didática para o trabalho com artigo de opinião Numa sequência didática, a gente articula a oralidade, a produção de texto, a leitura e a análise linguística É preciso desenvolver sequências didáticas com muitos gêneros de texto para que a gente amplie o letramento desses alunos e os tornem habilidosos, capazes de escrever e ler muitos gêneros de texto

O professor não é só aquele que vai conduzir a aula que vai orquestrar todas as atividades O professor vai ser aquele que vai possibilitar com que essas potencialidades venham fora, para que o aluno perceba que tudo aquilo que ele constrói nas aulas se tornou o arcabouço do qual ele vai fazer uso para se colocar no mundo, para expressar sua opinião, para ter uma voz E isso vai ser o exercício que ele vai levar para a vida toda, que não vai se limitar a sala de aula