Como usar MESMO em Português?

Eu vou mesmo embora daqui? Vai mesmo? Vou Está mesmo tudo errado! Isso é assim mesmo! É, mas mesmo assim eu vou sentir saudades

Você é incrível mesmo Oi pessoal, tudo bem? No vídeo de hoje eu vou explicar os usos da palavra "mesmo" São nove usos, bem certinho pra você entender exatamente quando é que a gente usa, e por que que a gente usa tanto "mesmo"

Não é mesmo? Primeiramente, já dê um 'like' aqui no vídeo e pegue o seu caderninho, pegue o seu caderninho porque você vai precisar anotar tudo, senão depois não vai lembrar Claro que você também pode assistir o vídeo várias vezes, e deve assistir o vídeo pra compreender bem certinho Tá bom? Então, o primeiro uso O primeiro uso é pra dar ênfase é bem simples, nós vamos enfatizar alguma coisa utilizando "mesmo" Eu falo assim: nós vamos começar agora mesmo este trabalho

Eu podia dizer: "nós vamos começar agora este trabalho", mas eu quis enfatizar E aí eu posso dizer assim: "Você vai fazer isso mesmo?" Só tô enfatizando Porque eu poderia dizer: "você vai fazer isso?" Mas, quando eu digo: "você vai fazer isso mesmo?" Estou apenas enfatizando E o segundo uso, que é também para enfatizar, mas nós podemos perfeitamente traduzir por "é verdade"

Quer ver os exemplos? "Você vai mesmo morar fora do país?" Quer dizer, você vai de verdade morar fora do país? Eu falo: "Vou mesmo" Então significa o quê? Vou de verdade Outro exemplo: "eles vão mesmo se casar" E eu respondo: é mesmo? Então, quer dizer, eles vão de verdade se casar "É verdade? É mesmo?" Então, podemos substituir por: "é verdade"

O terceiro uso é quando você quer que a pessoa repita algo que já foi dito Então, fala assim: "quanto custa isso mesmo?" Ou seja, a pessoa já te falou e você tá pedindo pra repetir Então, quanto custa isso mesmo? Ou também: "o que foi mesmo que você disse? O que foi mesmo que você disse?" Então, quando você precisa que a outra pessoa repita E depois, já o quarto uso que é super usado é por semelhança Quando indica semelhança

Eu falo assim: "eu sempre venho pelo mesmo caminho para casa" Ou seja, o igual caminho "Ela sempre pede a mesma coisa no restaurante" Ou seja, está repetindo uma mesma coisa, uma igual coisa "Nós moramos na mesma cidade"

Olha a semelhança "Nós temos a mesma cor de cabelo" Semelhança também E depois nós temos o uso dele reflexivo Quando é

volta pra si aquela ação Eu falo assim: "ele mesmo consertou o carro" Ou "eu mesma fiz um bolo"

"Você comprou este bolo?" "Não, eu mesma quem fiz" Então, é uma ação da própria pessoa ou da outra que você está falando "Você mesmo quem criou isso? Foi você mesmo?" Então, essa ação reflexiva E depois o outro uso é quando a gente quer dizer "durante", "naquela data citada"

Por exemplo: "Ele foi para a Europa em 2017" "E naquele mesmo ano, ele se casou" Então, assim, naquela mesma data, naquele período Então, "durante" Eu falo: "eu viajei para o Brasil em 2015, e naquele mesmo período eu tive meu filho

" Então, também indica este durante Tudo bem? Outro jeito que nós podemos utilizar também é reflexivo, mas é mais pra dar ênfase, porque você pode utilizar ou não Porque eu falo assim: "ele mesmo não ligou para o que disseram dele As pessoas falaram mal dele, mas ele mesmo não ligou, não se importou" Então, "ele mesmo" quer dizer uma ação reflexiva, mas é só pra dar ênfase

Porque eu posso falar: "ele não ligou" Eu posso dizer assim: "eles queriam que eu viajasse com eles, mas eu mesma não quis, eu mesma não queria" Então, só tô dando uma uma ênfase nisso "Agora eu saquei, eu entendi" Eu falo: "eu quis falar com ela, mas ela mesma não quis falar comigo"

Então, é reflexivo mas assim, é só pra enfatizar Tudo bem? Vamos para o próximo? Espera aí! Estão anotando? Gente, estão anotando tudo? É muito importante Ainda no final do vídeo vou dar um bônus para vocês de uma palavra que a gente usa, que ela é a partir do "mesmo" e que a gente usa bastante Então, espera aí, anota tudo, respira, e vamos seguir Tá bom? Mas, o próximo uso é quando a gente pode substituir o "mesmo" por "ainda" ou "ainda que"

Quer ver os exemplos? "Mesmo que eu viaje, eu vou continuar pensando em você" "Mesmo que eu viaje, eu não vou esquecer de você" "Mesmo triste, ela foi embora" Então, você vê que dá para substituir pelo "ainda" "Ainda que triste, ela foi embora"

Mesmo"ainda que eu viaje, eu não vou te esquecer" Então, a gente pode substituir pelo "ainda"

Mais um bom exemplo: "mesmo sem entender, eu vou continuar estudando" "Mesmo sem entender, eu vou continuar estudando" E o último uso, você pode substituir o "mesmo" pelo "apesar disso" Por exemplo: "mesmo assim você vai ter que estudar" Quer dizer "ainda assim você tem que estudar"

Eu posso dizer: "eu fiz tudo errado, mas, mesmo assim, eles gostaram do trabalho" "Mesmo assim, eles gostaram" Então, quer dizer "ainda assim" ou seja "apesar disso eles gostaram" Tudo bem? E qual é a palavra que nós podemos fazer a partir do "mesmo"? É a "mesmice" que a gente usa muito e a "mesmice" tem o significado de rotina Por exemplo, "O casamento deles caiu numa mesmice, por isso não está dando certo"

"Eu não gosto dessa mesmice do dia a dia" "Não assisto novelas é sempre uma mesmice todos os dias" Então, é essa rotina, aquilo que se repete, você vai usar "mesmice" Tudo bem? Bem, eu espero mesmo que você tenha gostado do vídeo, e se você gostou mesmo, dê um 'like' para mim, compartilhe com todo mundo que precisa saber disso Conhecimento precisa ser compartilhado

Gente, super beijo pra vocês e até o próximo vídeo Tchau, tchau!!

COMO EU TIREI 988,7 EM MATEMÁTICA NO ENEM | Lucas Felpi

Oi pessoal! Bom dia, boa tarde e boa noite pra quem estiver assistindo Meu nome é Lucas Felpi e, se você não me conhece, esse daqui é o meu canal

Eu fui um dos que tirou 1000 na redação do Enem mas eu também tirei 988,7 em matemática, então eu vim fazer esse vídeo para dar algumas dicas e estratégias e táticas que usei na prova do Enem 2018 para tirar essa pontuação na área de matemática, e porque esse canal vai ser dedicado a ambas as áreas: à redação e à matemática, só que ultimamente eu tenho falado muito sobre redação, então eu decidi fazer esse vídeo falando de matemática, para ajudar vocês com essa matéria Bom, eu queria falar que, de novo, obrigado pela audiência que está tendo esse canal, porque está cada vez mais crescendo Hoje já tem 37 mil inscritos e eu estou ouvindo as sugestões de vocês, então eu mudei, por exemplo, o ângulo da câmera, agora acho que está mais reto, porque antes estava pra baixo Estou tentando mudar a velocidade da minha voz, que eu sei que eu falo muito rápido, então estou tentando falar mais devagar, e poder passar o conteúdo aqui pra vocês, porque essa é a intenção do canal e a cada dia a gente vai melhorando assim Queria explicar que, sim, eu tirei 988 em matemática, o que é uma nota absurdamente boa, eu não estava esperando

Eu acertei 43 de 45 questões da área de matemática da prova, então foi uma boa pontuação Eu não imaginava acertar tantas, mas eu tive várias dicas e várias formas de realizar essa prova que me ajudar a chegar lá, e que me trouxeram essa pontuação Eu sabia que eu ia bem na prova, não sabia que eu ia tanto assim E eu acho que essa confiança que eu tinha da prova também foi uma forma de ajudar nesse sentido Primeiro de tudo, eu queria falar que é importante sim estudar o conteúdo de matemática

Eu não vou falar tanto sobre isso, porque já fiz um outro vídeo, que é "como estudar matemática", que vai estar naquele cardzinho em um dos cantos da tela, que eu não aprendi qual é ainda, pra você clicar e assistir o outro vídeo Mas eu queria falar que, sim, é importante estudar esse conteúdo, e, para a prova do Enem, é importante que você foque em que conteúdos são mais cobrados, porque o Enem não cobra uma temática tão avançada quanto outros vestibulares, como Fuvest, Unicamp (eu sou do Sudeste, então eu conheço mais esses vestibulares), mas ele cobra uma matemática mais básica, mais fundamental de lógica Você tem que saber raciocínio lógico, você tem que saber porcentagem, análise de tabelas, de gráficos, geometria espacial, funções, estatística, probabilidade, análise combinatória Você tem que saber uma matemática mais básica e mais lógica para a prova do Enem O que dificulta são outros fatores, que eu vou abordar agora

Além de estudar o conteúdo, o que eu acho que é mais importante pra matemática do Enem e que me fez tirar essa pontuação, é estudar a prova Então assim, eu fiz o Enem 2017 também e no Enem 2017, como treineiro, eu tinha acertado no máximo umas umas 30 questões É uma pontuação boa, sim, mas, falando comparado com o que eu tirei em 2018, é bem menor E o que fez a maior diferença pra mim foi estudar a prova de matemática do Enem, não é estudar tanto o conteúdo, é estudar a prova Pra mim estudar a prova é tão essencial, porque a prova do Enem de matemática é muito única, é muito diferente de outros vestibulares, é muito diferente de outras provas e exames que você deve ter feito

Ela envolve um estilo de questão muito específico e que, se você treinar, você domina muito bem, e consegue fazer a prova com o conteúdo que você estudou Então, dentro desse estudar a prova, eu acho que uma coisa muito importante é você estar o estilo de questão Como eu falei, ele é muito único, muito diferente dos outros vestibulares Como é esse estilo de questão? Eu vejo que as questões do Enem são muito de matemática e interpretação de texto Então, além de você saber o conteúdo de matemática, você tem que saber interpretar texto, tem que saber lidar com textos longos, às vezes são muito longos, e que são complicados, envolvem problemáticas do cotidiano Sempre tem uma situação do cotidiano para você resolver usando a matemática, mas, para você resolver o exercício, para você resolver essa situação, você precisa saber ler muito bem, você precisa saber selecionar as informações, os dados e os comandos desse enunciado, para você começar a resolver a questão

E como que você entende esse estilo de questão propriamente dito, não só eu falando, mas você precisa treinar, você precisa ir atrás de exercícios de anos anteriores, de edições anteriores do Enem, e procurar como eram essas questões, porque o estilo de prova se repete Essas questões vão aparecendo um ano após o outro, tem questões com raciocínio muito parecido de anos diferentes, então esse estilo de prova, esse estilo de questão, se repete Se você treinar, você domina, então isso é baseado no treino Depois que você entendeu mais ou menos o estilo de questão do Enem, é importante que você procure métodos de resolução da prova Como você vai resolver cada questão, e como você vai resolver a prova numa totalidade né, o segundo dia do Enem inteiro e as 45 questões de matemática

Eu desenvolvi alguns desses métodos que eu vou compartilhar Eu peguei o hábito de começar a prova do Enem no segundo dia por matemática, porque eu sabia que eu tinha mais facilidade no conteúdo de matemática do que no conteúdo de ciências da natureza, e pessoalmente, eu sentia que precisava de mais força e energia para fazer a prova de matemática, então eu começava por ela, por ela demandar mais energia, eu precisar ter a cabeça mais fresca, mais leve, para fazer essa prova que demandava mais de mim Mas eu prefiro não fazer a prova inteira de matemática de uma vez, eu sinto que se eu fizesse as 45 questões de uma vez só (o que eu também já tentei fazer e não deu certo), eu fico esgotado Minha cabeça não consegue mais fazer conta Chega lá na questão 30, 35, eu já não sei mais fazer 2×2, eu não consigo fazer conta de multiplicação porque eu travo, eu demoro muito mais

Então, pra equilibrar e não desgastar tanto a minha cabeça, o que eu fiz foi fazer 25 questões de matemática, parar, mudar pra ciências da natureza, fazer 25 questões de ciências da natureza, e aí voltar pra matemática de novo, terminar as outras 20 e terminar as outras 20 de ciências Porque assim, cada questão de matemática tem cálculo envolvido, não tem nenhuma questão ou poucas raras que não tem nenhum cálculo, que seja só raciocínio lógico, mas, para equilibrar, nas questões de ciências da natureza têm questões, por exemplo, de química, de biologia, que não tem cálculo, são só teoria Então ajuda a equilibrar e não gastar tanto sua cabeça com números Além disso, é importante que você saiba que ordem fazer as questões, porque eu não fazia as 25 questões na ordem que eram dispostas na prova Eu lia na ordem, mas eu pulava as mais difíceis

Então assim, se você não conhece o Enem, ele é avaliado pela Teoria de Resposta ao Item Essa Teoria de Resposta ao Item, a TRI, ela valoriza as questões fáceis em detrimento das difíceis Então se você acerta uma questão difícil mas erra uma questão fácil, ele vai achar que essa questão difícil foi chute, então ele vai anular essa questão que você acertou Então não vale a pena você gastar tanto tempo com as difíceis, se você não vai conseguir fazer as fáceis O importante é que você foque nas fáceis, e, se der tempo, terminar as difíceis

A tática que eu fazia nos meus simulados, e eu fiz no Enem, era de ler todas as questões, sim, na ordem, mas, a partir da leitura, perceber: "será que eu consigo fazer essa questão?", "será que é uma questão fácil?", e aí eu faço, ou, senão, "será que essa é uma questão difícil?", eu marcava com uma estrelinha, pulava, ia fazer outras questões da prova, para não perder tempo E, assim, a cada questão que eu fazia, que era uma questão que eu sabia fazer, que era uma questão que era fácil provavelmente, eu marcava com o checkzinho e, quando contabilizava 25, eu passava para a prova de ciências da natureza, para fazer esse equilíbrio E essa tática, de usar a TRI a seu favor, de fazer primeiro as fáceis e guardar as difíceis para depois, funcionou muito para mim, porque eu comecei a princípio a fazer só as fáceis, eliminando as fáceis, ou seja, resolvendo todas, e depois, quando eu voltei pra prova de matemática lá no final, quando eu voltava sobravam as difíceis, e aí eu gastava um pouco mais de tempo para tentar resolver difíceis (o que eu consegui resolver a maioria), e, as que eu não conseguia, eu tentava dar algum chute, eu tentava fazer alguma forma por tentativas de resolver E assim, eu resolvi 43 das 45 Essas duas que eu errei eram questões difíceis, eu vou colocar aqui essas duas que eu tinha errado, porque eu não lembro de cabeça quais eram, o número das questões, mas elas estão aqui

Uma delas, eu tinha feito, eu tentei fazer, mas era muito difícil, era uma questão muito longa de probabilidade, então eu tentei fazer mais errei em algum detalhe ali no meio, e a outra eu realmente não sabia, então eu chutei Era uma questão de logaritmos, se não me engano Eu não sabia fazer, então eu chutei As outras questões, eu realmente tinha focado nas fáceis, e depois quando eu voltei pra prova, eu fiz as mais difíceis, e realmente consegui fazer, porque eu estava mais tranquilo, eu tinha já eliminado as mais fáceis e não tinha como a TRI me prejudicar As que eu errei eu sabia que iam ser questões difíceis, e que não ia ter problema errar porque não ia tirar tantos pontos meus

E assim como vocês vêem, não tirou: tirou 12 pontos (menos que isso, 11,3 pontos) de mim Pensando mais especificamente em como eu resolvia cada questão, não só a prova no geral, eu tinha algumas técnicas para a resolução individual Quando eu analisava uma questão, eu primeiro lia o comando dela, ou seja, a última frase, a última linha dela, pra ver qual era o comando, o que perguntav,a o que se pedia, para depois ler o texto Assim você já faz uma leitura focada, e já selecionando o que você precisa para resolver a pergunta, porque você já sabe o que você vai ter que entregar depois A seguir, enquanto você está lendo o texto, à procura dessas informações e à procura do que você precisa para dar o que ele pediu, eu anotava bastante os dados que eram dados (os dados que eram dados?)

Eu não anotava bastante as informações que eram fornecidas pelo enunciado Então assim, eu via que tinha um número, uma informação importante ali no enunciado, eu anotava, separava, ou grifava né, para selecionar e poder depois analisar o que eu podia fazer com essas informações, manipular elas para chegar no resultado que ele queria Depois que você anotou essas informações, e você sabe o que o enunciado de forneceu, você sabe o que o enunciado está pedindo de você, o importante é que você pense uma forma de resolver o exercício, pense num passo a passo antes de começar a fazer conta Então, como eu posso manipular essas informações, brincar com esses dados, para chegar na informação que ele quer? Esse passo a passo pode não vir de cara, pode não vir na hora, mas você pode depois desenvolver um pouco mais o raciocínio, ficar pensando um pouco nisso, e aparecer Assim, é importante que você esteja com a cabeça aberta, pense em vários assuntos e vários conhecimentos matemáticos que você conhece, pra jogar com isso, porque a parte difícil já passou

A parte difícil da prova do Enem é a parte de interpretação de texto Quando você já conseguiu selecionar e filtrar as informações do enunciado, você já consegue resolver com o conteúdo básico de matemática Não tem mais nenhum filtro, nenhuma máscara, escondendo a parte conteudística da prova E, caso você não consiga pensar nesse passo a passo em si, você pode começar, sim, a brincar com os números, a jogar cálculos e testar, e caso nada dê certo, fazer por tentativas, sim Eu tive questões que eu tive que fazer por tentativa: testar cada alternativa, de uma forma que seja rápida, porque você não tem tanto tempo (é em média três minutos por questão, você tem que também agilizar um pouco), mas eu fui tentando às vezes, sim, por tentativas, testando cada alternativa, vendo como cada alternativa poderia se encaixar ou não no enunciado, porque, afinal, é uma prova teste, você tem essa possibilidade

A última coisa que realmente me fez muita diferença na prova do Enem 2018, comparado com a do Enem 2017, foi a minha confiança Eu tinha confiança no trabalho que eu tinha feito ao longo do ano, nos estudos de matemática que eu tinha feito ao longo do ano, porque, sim, eu tinha treinado muito matemática ao longo do ano Não só teoria, como eu falei, mas treinar os exercícios: eu tinha feito muitas provas do Enem de edições anteriores, eu tinha feito muitas questões do estilo Enem pra trabalhar com isso e entender o estilo de questão Eu sabia mais ou menos o que ia vir nessa prova Eu não estava com medo com essa prova, eu estava confiante, então o importante é que você realmente não tenha o medo, não tenha o preconceito com a prova, e você se sinta capaz de dominar, sim, aquela área da prova, sem ter essa insegurança que muitos têm, porque quanto mais confiante você fica, mais você pensa "Eu consigo resolver essa prova, eu consigo resolver cada uma das 45 questões", melhor você vai se sair

É meio previsível o que vai cair na prova de matemática, porque as questões são semelhantes, os conteúdos cobrados são semelhantes, e os raciocínios que você precisa ter são, também, semelhantes Então é basicamente poder tirar essa máscara de difícil da prova do Enem, e botar na sua cabeça, ter essa consciência, de que a prova pode ser fácil, sim, se você treinar, se você se adaptar com o estilo de questão, o estilo de prova, até o fim Eu tô aqui com meu caderno do Enem, a prova do Enem 2018, que eu mesmo fiz, foi o caderno rosa, pra falar de três questões especificamente que podem exemplificar um pouco do que eu falei neste vídeo A primeira delas é a questão 149 da prova rosa, que a questão dos círculos com o plano cartesiano, que ele pergunta qual é o caminho mais curto entre o ponto B e o ponto A, e assim, eu, especificamente, não sabia o que era mais curto: você fazer por linhas retas, você fazer por arcos da circunferência, você andar uma linha reta para baixo no B, depois um arco de conferência raio 3 dando a volta (que é um terço da circunferência), e depois mais três linhas retas ali até o A, ou você andar duas linhas retas no B, o arco de circunferência 2 eu não sabia qual seria mais curto, então o que eu fiz foi por tentativas Eu peguei as alternativas, cada uma exemplificava um caminho possível, e eu resolvi todas elas substituindo pi por 3,1 (que foi o que ele me deu), pra ver qual seria o mais curto, e realmente dava alternativa A Outra questão possível de explicar como o conteúdo da prova não é tão difícil, mas os textos às vezes complicam, é essa questão aqui do colesterol que caiu também no ano passado, que tinha um texto longo, explicando uma situação do cotidiano sobre um paciente que tinha colesterol tal, e ele deu tudo isso, deu uma tabela, e aí ainda continua falando sobre o paciente, perguntou qual era a classificação da taxa de LDL desse paciente Então assim, quando eu já li primeiro o comando da questão, já sabia que eu tinha que eu descobrir qual era a classificação, e a classificação é dada na tabela, então eu sabia que eu tinha que usar a tabela

E eu procurei os dados no enunciado, quando fui lendo, selecionando, então eu sabia que a taxa de colesterol era 280 (ele deu ali em cima, no primeiro parágrafo) e, depois, no terceiro parágrafo, depois da tabela, ele deu que a taxa de LDL primeiro reduziu 25% e depois reduziu mais 20%, então era uma conta simples, eu só precisava selecionar os dados, filtrar, tirar essa máscara de díficil da questão, e falar "Calma, eu só precisava reduzir 25% de 280 e depois reduzir mais 20%", ou seja, era uma conta simples de porcentagem, e depois verificar na tabela em qual categoria o resultado se encaixava, o que dava letra D, que era alta E, por último, a questão 177, que é essa dos carrinhos que caiu, também era uma questão que parecia ser um pouco mais difícil, porque tinha um texto longo, tinha gráfico, mas era uma questão bem fácil na verdade, porque se você lesse, não tinha muita coisa que você precisava usar a não ser uma informação, que ficava lá no terceiro parágrafo, que falava que a marca A expandiu de 2015 para 2016 as suas vendas em 360 unidades Então, quando você via no gráfico que entre 2015 e 2016 tinham três carrinhos a mais, você conseguia perceber que esses três carrinhas simbolizavam 360, ou seja, cada carrinho valia 120 unidades Então você conseguia saber quantos carros foram vendidos em cada ano, porque cada carrinho, cada simbolozinho valia 120 unidades É que nem as brincadeiras de Facebook que você vê, que você tem os simbolozinhos, as figurinhas, valendo números, e você precisa resolver o que vale cada figurinha

Então ele perguntava a média anual das vendas de carros, dava 320, alternativa D Isso não era difícil, era uma questão fácil, mas que você precisava só filtrar e tirar essa máscara de difícil, esse peso que fica na hora da prova, parecendo que a questão é super difícil Enfim, esse foi o vídeo de hoje, eu espero que vocês tenham gostado, espero que tenha ajudado essas dicas, que essas táticas podem ser aplicadas nos simulados de vocês, na prova do Enem de vocês, e que vocês consigam, sim, alcançar um resultado bom em matemática, porque vale muito na prova do Enem, vale muito mesmo para o seu resultado e para depois você aplicar no Sisu, entrar na faculdade que você tanto sonha Se você gostou deste vídeo, deixa o like aqui embaixo, se você gostou do canal se inscreve aqui, e vai lá no meu Instagram que essa semana mesmo eu fiz um Redação Pop, que é um quadro que eu faço de análise de séries e filmes para usar na redação, sobre Game of Thrones Se você assiste Game of Thrones então tá aí, como você pode usar uma Game of Thrones na sua redação, lá no Instagram: @lfelpi

Eu fiz esse post essa semana mesmo, com todas as temporadas analisadas para usar na redação, vai lá, clica lá, que você vai gostar com certeza se você é fã Beleza? Então muito obrigado gente, e até a próxima! Um beijo!

COMO ESTUDAR MATEMÁTICA | Lucas Felpi

Oi pessoal! Bom dia, boa tarde, e boa noite, pra quem estiver assistindo! Eu aqui agora vou falar pra vocês nesse primeiro vídeo algumas dicas sobre como estudar matemática Essa matéria que é tão vista como difícil pra muitos estudantes no país, que o pessoal mais tem dificuldade pelo que eu via

Foi o assunto mais cobrado por vocês no meu post no Instagram, que teve mais comentários, e mais dúvidas foram pedidas pra mim Então eu vou aqui tentar falar algumas das dicas pra vocês estudarem essa matéria, se recuperarem nesse assunto e conseguirem ir bem nos vestibulares que vocês têm pela frente Vou juntar esse assunto em principalmente 5 dicas pra vocês estudarem matemática e, lá no final, na última dica, eu vou falar mais especificamente sobre os estudos de matemática pro Enem, o estilo dos exercícios do Enem Bom, então vamos lá! Na primeira dica, eu vou falar com o pessoal que diz que não sabe nada de matemática O pessoal que fala "não sei nada, não consigo resolver nenhum exercício, tenho muita dificuldade com qualquer matéria que aparece, não consigo resolver"

Essa dificuldade acontece com bastante gente porque matemática é a matéria mais cumulativa que existe Se você tem dificuldade em matemática a esse ponto, é porque a sua dificuldade vem de um processo anterior a hoje em dia No Ensino Fundamental provavelmente e passando os anos do Ensino Médio, pode ter pego algumas recuperações, não ter entendido completamente os assuntos A sua dificuldade vai acumulando, e você não consegue depois resolver outras matérias, porque elas exigem os conhecimentos mais básicos O que eu recomendo é você procurar os seus pontos fracos enquanto você faz exercícios, procurar qual o seu erro que você repete várias vezes, e voltar atrás mesmo pra estudar

Não precisa ter vergonha de voltar atrás nos estudos de matemática, e procurar uma matéria de Ensino Fundamental, procurar uma matéria mais básica que você tenha errado bastante, porque é isso que pode estar te impedindo de uma nota boa em matemática Se você, por exemplo, percebe que o seu erro é repetitivamente desenvolver equações de primeiro grau, volta e procura materiais na internet ou em livros didáticos, de Ensino Fundamental mesmo, procura como resolver essas equações, fazer exercícios Em qualquer matéria que você percebe que está falhando alguma coisa e essa matéria possa ser um passo atrás da que você está hoje, não tem problema: volta atrás, estuda, pra depois continuar para a mais difícil Minha dica número 2 vai sobre tempo Quanto tempo diário é bom estudar matemática? Eu acho que isso vai de cada um: você mesmo tem que saber se você tem muita dificuldade, média dificuldade, ou facilidade na matéria de matemática, e aí você vai poder ir escolhendo quanto tempo você precisa

Eu acho que você precisa ir testando e vendo quanto o seu cérebro aguenta de matemática de uma vez só, e ao mesmo tempo vendo quanto é suficiente pra você estudar e ter uma conclusão dos seus estudos por dia, sem interromper muito A dica número 3 é sobre estudar teoria Muita gente pergunta se é importante estudar a teoria de matemática, ou não, se fazer exercício é mais importante Eu considero que teoria é importante sim, porque, sem você ter um contato com a teoria, você não consegue pular pros exercícios Então, em cada assunto, eu acho que você tem que se perguntar: você já tem uma noção daquela matéria? Você já tem um pouco mais de conhecimento sobre ela? Se sim, vai pros exercícios, e aí nos próprios exercícios você vai perceber o que você está errando mais, quais são as suas dificuldades naquele assunto, pra você perceber os seus erros e aí conseguir voltar na teoria e estudar especificamente o que está te fazendo errar

Se não, se você não tem muito conhecimento sobre aquela teoria, sobre aquele assunto, primeiro estuda a teoria, estuda as noções básicas daquele assunto, pra depois ir pros exercícios Dica número 4 é sobre os próprios exercícios Como fazer exercícios de uma forma que seja eficiente e produtiva Eu acho que você tem que procurar os seus pontos fracos cada vez que você faz exercício de uma matéria, analisar o que você está errando Então a cada vez que você faz exercício, não só faz o exercício e checa se está certo: checa se o seu raciocínio foi certo, se o seu desenvolvimento foi correto

E se teve um exercício que você não conseguiu fazer, procura como faz ele na internet, ou no seu livro, ou com um professor Procura como era o passo-a-passo pra fazer aquele exercício e pra resolver, porque é assim que você vai aprendendo Sobre como fazer os exercícios em casa, eu gosto bastante de dizer pra você ler o enunciado em voz alta Muita gente se pega lendo enunciado sem entender o que está lendo, porque se distrai, porque está pensando em outra coisa, porque lê e ao mesmo tempo não está muito concentrado Eu gosto bastante de ler em voz alta, porque quando eu falo eu não tenho como me desconcentrar daquilo, eu estou me forçando a me concentrar naquelas palavras e naquela leitura, pra eu poder realmente passar uma leitura de uma vez só e conseguir já pegar o que o exercício está pedindo e o que ele está me dando

A dica número 5 vai pros próprios exercícios de Enem, como estudar pra prova de matemática do Enem Eu acredito que a prova do Enem não é só uma prova de conteúdo de matemática: ela também exige muito a habilidade de leitura e interpretação de texto Então, além de você estudar tudo isso que a gente falou até agora, sobre o conteúdo, você tem que ter boa noção de o que o Enem pede de leitura e interpretação, porque, como você pode ter percebido se você já fez alguma edição do Enem, as questões de matemática têm textos normalmente longos e complicados Esses textos longos normalmente são pra tornar a questão mais difícil do que ela é A questão pode exigir um conteúdo fácil, mas o texto torna ela um pouco mais difícil colocando palavras complicadas, ou uma situação complicada do cotidiano, que você precisa interpretar, extrair de lá as informações e extrair o que ele está pedindo de conteúdo matemático

As questões do Enem não são tão difíceis quanto parecem A forma que eu acho mais eficiente de estudar pra matemática no Enem é fazendo exercícios do próprio Enem, de edições anteriores Eu acho que depois que você já estudou a maioria dos conteúdos de matemática e vai focar pro Enem especificamente, pega bastante exercício de edições anteriores do Enem, e procura entender como eles funcionam, como eles cobram os assuntos que eles cobram, e como eles trabalham com diversos assuntos que você já estudou Normalmente os exercícios têm esses textos longos, mas quanto mais você treina, mais você treina sua capacidade de tirar a parte difícil deles e você vai conseguir resolver a maioria desses exercícios O truque é você se adaptar ao estilo de questão que o Enem cobra, que é diferente dos outros vestibulares e de outras provas por aí

Eu estou dizendo por experiência própria, porque eu mesmo entendi essa tática, entendi que essas questões não eram tão difíceis quanto parecem, então, quando eu cheguei na hora da prova, eu já olhei pras questões falando "Não, eu sei que isso daqui não é tão difícil, é só ler com cuidado, é só extrair dali com cuidado, que você faz os exercícios como você faz qualquer outro" E eu acho que é isso! Espero que vocês tenham gostado, continuem inscritos no canal, eu vou ainda fazer muitos vídeos sobre outros assuntos, outras dicas Vão me mandando no Instagram @lfelpi outras sugestões de videos e de assuntos que eu posso abordar Quanto mais conteúdo a gente vai produzindo, mais eu espero ir ajudando vocês nas suas rotinas, e agora nesse início de aulas Então, muito obrigado por assistirem, e até a próxima!

Como ser bom em Matemática

Bom galera! Ricardo Alencar da Escola Aprender, e hoje eu vou falar sobre, como ser bom em matemática Esse meu canal, ele na verdade, ele não é só pra falar de matemática, tem muito conteúdo de matemática, porque eu sou professor de matemática e de física, ou seja, ciências, só que muitas pessoas tem muita dificuldade, e é por isso que eu me dedico bastante a colocar conteúdo de matemática, mas também vídeos como esse, que falam dicas ou então reflexões sobre aprender, sobre melhorar a inteligência e tudo mais

Então vamos pensar no seguinte Você é bom de matemática? Bom, a maioria das pessoas vai dizer que não, Só que é o seguinte, a grande parte da humanidade tem plena condição de se tornar inteligente em matemática, a questão é nem todo mundo acredita nisso, nem todo mundo faz por onde se tornar melhor em matemática Então é o seguinte, pensando nessa dificuldade, pensando nessa nesse problema de ter que aprender matemática e achar que não pode, achar que não consegue é que eu desenvolvi esse canal, mas que ele vai além disso né ele vai além de pensar em melhorar em matemática, mas para você que está com essa dificuldade, vamos pensar o seguinte Não existe essa questão de gênio para a grande maioria das pessoas, na verdade boa parte dos matemáticos profissionais, são pessoas com inteligência normal, apenas que se dedicaram mais e se desenvolveram, mas ai você vai dizer: Ah mas aquele menino inteligente com 12 doze anos de idade, consegue resolver todos os problemas do mundo, tudo bem, existem pessoas com essa capacidade mas são minorias, tão minoria como as pessoas que não conseguem de jeito nenhum aprender matemática, por problema fisiológicos por problemas mentais, e isso também é exceção, a grande maioria das pessoas, consegue aprender matemática, e consegue se desenvolver Então vou falar aqui de 4 dicas para que você aprenda matemática, para que você melhora na sua matemática, para que você se torne pelo menos bom em matemática

Primeira dica, esse carinha aqui é o Saitama, e ele é de um anime de um mangá que eu gosto muito, porque é muito engraçado, que é o One Punch Man ele é um cara que consegue derrotar todos os inimigos com um soco só, todos inimigos e aí, porque que ele, eu escolhi o Saitama pra falar inicialmente essa primeira dica? É o seguinte ele um dia entediado na verdade essa é a graça do anime, superentediado eu acho um saco tudo, ele vai ser herói só pra se divertir, ele, ele lida com um vilão e quase não consegue derrotar o vilão, por muita sorte ele consegue atingir o ponto fraco do vilão e se interessa em se tornar herói, então ele aplica uma serie de exercícios, todos os dias, durante 3 anos e de repente ele se torna o maior herói de todos os tempos naquele mundo, ele é superpoderoso, ele qualquer inimigo que ele lida ele consegue lidar com apenas um soco, quando ele coloca todo o seu poder né, e isso é bem interessante, porque a gente está acostumado com os desenhos tipo, Dragon Ball, Naruto One piece que o herói vai se desenvolvendo ao longo de todo anime, de todo mangá Quanto ao One Punch Man não, ele já está no nível máximo, e agora vão se desenvolver outras coisas Pois bem, mas o que eu quero dizer da dica, essa dica número 1, tenha à vontade o desejo real de se tornar bom em matemática, tenha a vontade e o desejo real Ele teve essa vontade, então ele se dedicou ao longo de 3 longos anos, e o treinamento dele é muito engraçado, porque não é um treinamento tão difícil assim Porque que é engraçado? Porque ele vai fazer cem flexões, cem agachamentos, cem abdominais e correr dez quilômetros todos os dias, e aí ele se tornou o maior herói do mundo, mas você pode pensar

Meu Deus como é que é isso ? Como é que eu vou me tornar melhor em matemática? Vá assistir o anime para ver essa situação, é porque ele enfrentou grandes dificuldades no processo, teve preguiça, teve dor muscular, teve um monte de coisa que aconteceu, mas ele acreditou, ele não se sentiu impotente diante das situações, ele foi lá, quis, encarou, e pagou o preço de se tornar o maior herói de todos os tempos Entendeu ? Então isso é que é interessante, tenha vontade, tenha desejo realmente, a motivação, e essa motivação não é no primeiro dia, não é após esse vídeo que você, eu sou melhor de matemática, não é no processo, e é por isso que vem a segunda dica, assim, segunda dica é o seguinte Todo o edifício, toda casa, ela precisa de fundamentos, e é por isso que esses meus vídeos aqui eu coloco muita coisa de fundamento, adição, subtração multiplicação, divisão, dentro em breve eu vou colocar coisas de espaço e formas, geometria, grandezas, medidas, coisas da matemática básica, coisas da matemática simples, e se você aprender agora nesse momento você vai dar uma base, um fundamento, para todo edifício que você vai construir a partir de hoje, então e essa é a ideia, você tem que construir sobre rocha, e essa rocha é o fundamento, é colocar pedra é colocar o que a gente chama de seixo, areia, concreto, colocar ferro, e isso é que vai te dar a base, quando você vai estudar ,não adianta se você não tiver essa base matemática, você fica parado, não adianta estar agora no ensino médio, não adianta estar no ensino superior ou na pós graduação ou no seu trabalho, e não ter esse fundamento, é preciso voltar , é preciso dar 2 3 4 cem passos atrás, para que você consiga subir, entendeu ? Então construa esse fundamento, se dedica a construir esse fundamento Terceira ideia que vou falar é o seguinte Vamos voltar ao Saitma

Ele fez durante 3 anos essa sequencia de exercícios Em matemática não tem segredo É realizar exercícios diariamente, frequentemente, as vezes até voltando para o que você já sebe, e pra tentar entender algo novo Então você tem que fazer, tanto o exercício que você conhece, quando desafios que você ainda não conhece, e esse processo de fazer algo novo, de tentar resolver algo que você ainda não conseguiu resolver, é o que vai te ajudar, é o que vai te fortalecer, é o que vai te deixar muito mais poderoso na matemática Bom o quarto tem haver com esse terceiro, que é hackear os exercícios, que nem um hacker de computador, que vai lá entra no código, entra no site, consegue ver o que está lá por dentro

A mesma coisa são com exercícios, você precisa abrir esses exercícios e não só resolver O que é que eu quero dizer com isso? Bom galera! Ricardo Alencar da Escola Aprender, e hoje eu vou falar sobre, como ser bom em matemática Esse meu canal, ele na verdade, ele não é só pra falar de matemática, tem muito conteúdo de matemática, porque eu sou professor de matemática e de física, ou seja, ciências, só que muitas pessoas tem muita dificuldade, e é por isso que eu me dedico bastante a colocar conteúdo de matemática, mas também vídeos como esse, que falam dicas ou então reflexões sobre aprender, sobre melhorar a inteligência e tudo mais Então vamos pensar no seguinte Você é bom de matemática? Bom, a maioria das pessoas vai dizer que não, Só que é o seguinte, a grande parte da humanidade tem plena condição de se tornar inteligente em matemática, a questão é nem todo mundo acredita nisso, nem todo mundo faz por onde se tornar melhor em matemática

Então é o seguinte, pensando nessa dificuldade, pensando nessa nesse problema de ter que aprender matemática e achar que não pode, achar que não consegue é que eu desenvolvi esse canal, mas que ele vai além disso né ele vai além de pensar em melhorar em matemática, mas para você que está com essa dificuldade, vamos pensar o seguinte Não existe essa questão de gênio para a grande maioria das pessoas, na verdade boa parte dos matemáticos profissionais, são pessoas com inteligência normal, apenas que se dedicaram mais e se desenvolveram, mas ai você vai dizer: Ah mas aquele menino inteligente com 12 doze anos de idade, consegue resolver todos os problemas do mundo, tudo bem, existem pessoas com essa capacidade mas são minorias, tão minoria como as pessoas que não conseguem de jeito nenhum aprender matemática, por problema fisiológicos por problemas mentais, e isso também é exceção, a grande maioria das pessoas, consegue aprender matemática, e consegue se desenvolver Então vou falar aqui de 4 dicas para que você aprenda matemática, para que você melhora na sua matemática, para que você se torne pelo menos bom em matemática Primeira dica, esse carinha aqui é o Saitama, e ele é de um anime de um mangá que eu gosto muito, porque é muito engraçado, que é o One Punch Man ele é um cara que consegue derrotar todos os inimigos com um soco só, todos inimigos e aí, porque que ele, eu escolhi o Saitama pra falar inicialmente essa primeira dica? É o seguinte ele um dia entediado na verdade essa é a graça do anime, superentediado eu acho um saco tudo, ele vai ser herói só pra se divertir, ele, ele lida com um vilão e quase não consegue derrotar o vilão, por muita sorte ele consegue atingir o ponto fraco do vilão e se interessa em se tornar herói, então ele aplica uma serie de exercícios, todos os dias, durante 3 anos e de repente ele se torna o maior herói de todos os tempos naquele mundo, ele é superpoderoso, ele qualquer inimigo que ele lida ele consegue lidar com apenas um soco, quando ele coloca todo o seu poder né, e isso é bem interessante, porque a gente está acostumado com os desenhos tipo, Dragon Ball, Naruto One piece que o herói vai se desenvolvendo ao longo de todo anime, de todo mangá Quanto ao One Punch Man não, ele já está no nível máximo, e agora vão se desenvolver outras coisas

Pois bem, mas o que eu quero dizer da dica, essa dica número 1, tenha à vontade o desejo real de se tornar bom em matemática, tenha a vontade e o desejo real Ele teve essa vontade, então ele se dedicou ao longo de 3 longos anos, e o treinamento dele é muito engraçado, porque não é um treinamento tão difícil assim Porque que é engraçado? Porque ele vai fazer cem flexões, cem agachamentos, cem abdominais e correr dez quilômetros todos os dias, e aí ele se tornou o maior herói do mundo, mas você pode pensar Meu Deus como é que é isso ? Como é que eu vou me tornar melhor em matemática? Vá assistir o anime para ver essa situação, é porque ele enfrentou grandes dificuldades no processo, teve preguiça, teve dor muscular, teve um monte de coisa que aconteceu, mas ele acreditou, ele não se sentiu impotente diante das situações, ele foi lá, quis, encarou, e pagou o preço de se tornar o maior herói de todos os tempos Entendeu ? Então isso é que é interessante, tenha vontade, tenha desejo realmente, a motivação, e essa motivação não é no primeiro dia, não é após esse vídeo que você, eu sou melhor de matemática, não é no processo, e é por isso que vem a segunda dica, assim, segunda dica é o seguinte

Todo o edifício, toda casa, ela precisa de fundamentos, e é por isso que esses meus vídeos aqui eu coloco muita coisa de fundamento, adição, subtração multiplicação, divisão, dentro em breve eu vou colocar coisas de espaço e formas, geometria, grandezas, medidas, coisas da matemática básica, coisas da matemática simples, e se você aprender agora nesse momento você vai dar uma base, um fundamento, para todo edifício que você vai construir a partir de hoje, então e essa é a ideia, você tem que construir sobre rocha, e essa rocha é o fundamento, é colocar pedra é colocar o que a gente chama de seixo, areia, concreto, colocar ferro, e isso é que vai te dar a base, quando você vai estudar ,não adianta se você não tiver essa base matemática, você fica parado, não adianta estar agora no ensino médio, não adianta estar no ensino superior ou na pós graduação ou no seu trabalho, e não ter esse fundamento, é preciso voltar , é preciso dar 2 3 4 cem passos atrás, para que você consiga subir, entendeu ? Então construa esse fundamento, se dedica a construir esse fundamento Terceira ideia que vou falar é o seguinte Vamos voltar ao Saitma Ele fez durante 3 anos essa sequencia de exercícios Em matemática não tem segredo

É realizar exercícios diariamente, frequentemente, as vezes até voltando para o que você já sebe, e pra tentar entender algo novo Então você tem que fazer, tanto o exercício que você conhece, quando desafios que você ainda não conhece, e esse processo de fazer algo novo, de tentar resolver algo que você ainda não conseguiu resolver, é o que vai te ajudar, é o que vai te fortalecer, é o que vai te deixar muito mais poderoso na matemática Bom o quarto tem haver com esse terceiro, que é hackear os exercícios, que nem um hacker de computador, que vai lá entra no código, entra no site, consegue ver o que está lá por dentro A mesma coisa são com exercícios, você precisa abrir esses exercícios e não só resolver O que é que eu quero dizer com isso? É que você precisa entender o processo, como é que esse processo, de resolver esse tipo de exercício, me ajuda a resolver outros tipos, qual é o passo a passo, qual é o passo a, o passo b o passo c, não e simplesmente chegar no resultado e marcar alternativa, você tem que resolver e entender o que é que você fez, e pegar esse processo, e tentar colocar em outras situações, que as vezes vai dar certo, que as vezes não

É muito comum o professor falar, gente coloca aqui os dados, agora olha qual é o conteúdo, agora vê, como é que se resolve outros exercícios, e volta pra esse, a ideia é essa, você hackeia, você procura entender, como é que se resolve aquele exercício, para aplicar em outros, e quando não der certo você vai ter que criar um novo processo, uma nova forma de resolver Entendeu? Então são essas quatro dicas para você começar e de fato se segui-las, vai te ajudar muito a se tornar bom em matemática Tá legal? Espero que você tenha gostado Passe isso para outras pessoas que se acham ruins em matemática, se você achar que esse conteúdo é interessante E eu agradeço você ter ficado até o final do vídeo

Até mais! AH! Não se esqueça de se inscrever aqui no canal Da aquele like se você gostou Até mais !!!

BNCC na Prática de Língua Portuguesa: como ensinar gramática de forma contextualizada

A BNCC de fato retoma a proposta que já apontavam os parâmetros curriculares nacionais, ou seja, trabalhar a gramática de forma contextualizada E pensando em toda a trajetória

em todo avanço que houve com a metodologia de ensino da língua portuguesa, não dá mais para pensar num ensino de gramática que seja estanque, em que o aluno vai aprender regras de concordância sem depois utilizá-las na sua produção A Base Curricular traz um ponto muito importante que é a centralidade do texto Todos os conteúdos, objetivos, habilidades, procedimentos partem de um trabalho com o texto Por quê? Porque é no texto que a língua se concretiza E mais ainda são nos gêneros de texto que a língua se concretiza

Eu acho que a escola tem que trabalhar com uma variedade de gêneros Isso é muito importante Mas cabe ao professor escolher alguns desses gêneros, dessa variedade, para ele aprofundar, verticalizar o estudo, porque ele não vai dar conta de verticalizar todos os gêneros Então, e pensando na formação da cidadania, eu escolho, no 9º ano, alguns gêneros que busquem formar o aluno também como cidadão Dentre esses gêneros, um gênero por excelência é o artigo de opinião

Eu busco trazer para o aluno diferentes exemplares do mesmo gênero para que ele possa conhecer de que forma esse gênero se constitui linguisticamente tendo em vista os diferentes autores, quer dizer, não pegar um único autor, um único exemplar Mas, para tomar contato com esse texto, para compreender bem esse texto, o que nós fizemos antes? Pode falar, Marina A gente viu os conceitos que a gente ia precisaria saber para conseguir entender o texto e que a gente não sabia Isso, por exemplo, que conceitos? Étirania Quem era o Daniel Ortega Os gêneros são sempre trabalhados dentro das sequências didáticas Num primeiro momento, quando eles começam a entrar em contato com o gênero, eu procuro trabalhar com eles a importância social desse gênero em que espaço ele circula, quais são as condições de produção desse texto, quem são os leitores que buscam fazer o uso desses gêneros

Mais um exemplo, agora no terceiro, desculpe, no último parágrafo de retomada de ideias Fala, So

Algo assim? Algo assim Algo Outro pronome, que serve para retomar uma ideia que apareceu antes O trabalho com a leitura se dá em várias camadas Uma primeira camada é a compreensão do texto, aquilo que a gente faz a primeira vez que lê um texto

Depois a professora Jaqueline vai olhando para os efeitos de sentido e analisa quais regras gramaticais estão sendo utilizadas para provocar aquele efeito Com isso ela ajuda o aluno a ter consciência de como é que o autor usou a regra e a utilizá-la na produção dos seus próprios textos Qual o papel das adjetivas nesse momento? Ana Fazer uma contextualização? Ajudam na contextualização, ou seja, elasexplicam Explicam ou apresentam quem équem? ODaniel Ortega Ela têm esse papel de expandir informações a respeito do Daniel Ortega Concordam comigo? Muito bem Quando nós vamos discutir quais os recursos linguísticos dos quais o autor fez uso para construir a argumentação, qual é o objetivo? É fazer o aluno perceber que tudo aquilo que ele vem estudando na gramática ao longo dos anos, esse conhecimento linguístico deve ser usado no momento em que ele vai tomar contato com o texto Então ele perceber que desde a seleção lexical dos substantivos aos adjetivos, das escolhas que ele faz acerca dos tipos de construções de períodos que ele vai

que estão presentes ali, tudo isso tem uma importância muito grande, tudo isso é estratégico, não é uma escolha que o autor do texto fez por acaso, mas que existe uma intencionalidade que perpassa todo o texto Agora vocês já estão também planejando seu texto Vocês também vão produzir um artigo de opinião

Até agora a gente fez um percurso como leitores do gênero E agora? Nós vamos nos tornar produtores do gênero Nós vamos também criar outro criar não, fazer uso de um outro repertório que nós estamos construindo nas aulas de língua para poder produzir os nossos textos Quando eu vou trabalhar com eles a produção de texto, de certa forma eu retomo as mesmas etapas que eu fiz com relação à leitura No primeiro momento, é discutir com eles temas que estão vinculados à realidade, temas que possam ser discutidos que possam contribuir para essa formação da cidadania O tema que eu escolhi é a liberação da caça às baleias em Florianópolis Foi recusada a liberação em Florianópolis, mas causou grande polêmica E também eu pesquisei algumas propostas alguns objetivos que o Japão tem com essa liberação Enquanto ele faz a primeira versão, o aluno pode dialogar com seus pares, dialogar com o professor, ou seja, a produção de texto pressupõe também uma atividade colaborativa, diferentes olhares, não só o meu, mas também dos colegas Feita essa primeira etapa, o aluno entrega para mim a primeira produção e eu procuro fazer uma correção que não seja uma correção pura e simplesmente voltada a questões notacionais, mas eu procuro fazer uma correção que seja orientadora para que ele possa realmente melhorar o seu texto em tudo aquilo que seja necessário A professora Jaqueline desenvolveu uma sequência didática para o trabalho com artigo de opinião Numa sequência didática, a gente articula a oralidade, a produção de texto, a leitura e a análise linguística É preciso desenvolver sequências didáticas com muitos gêneros de texto para que a gente amplie o letramento desses alunos e os tornem habilidosos, capazes de escrever e ler muitos gêneros de texto

O professor não é só aquele que vai conduzir a aula que vai orquestrar todas as atividades O professor vai ser aquele que vai possibilitar com que essas potencialidades venham fora, para que o aluno perceba que tudo aquilo que ele constrói nas aulas se tornou o arcabouço do qual ele vai fazer uso para se colocar no mundo, para expressar sua opinião, para ter uma voz E isso vai ser o exercício que ele vai levar para a vida toda, que não vai se limitar a sala de aula

#partiuFebrace2019 – Português como língua de acolhimento para refugiados em Corumbá

Olá, meu nome é Marcelo, tenho 16 anos, sou aluno do Instituto Federal de Mato Grosso do Sul, Campus Corumbá, do curso técnico em Informática Meu projeto foi convidado para participar da Febrace 2019 e ele se intitula "Em Questão: português como língua de acolhimento para refugiados em contexto corumbaense"

Ele, basicamente, consiste em discutir e pesquisar o Português como uma língua que permita o exercício da verdadeira cidadania por parte dos refugiados em um local que para eles é estranho, e a ideia de desenvolvê-lo partiu do grande fluxo migratório que vem ocorrendo no município de Corumbá e da consequente dificuldade em acolher da forma ideal tanta gente Minhas expectativas para o evento são as melhores possíveis É a maior feira de ciências do país, a primeira vez que eu vou participar e lá eu espero poder compartilhar conhecimento, receber dicas para aprimorar meu projeto e, se possível, algum prêmio ou patrocínio

COMO APRENDI O PORTUGUÊS | Libras

A maioria de vocês me perguntou se foi eu quem criou as legendas nos vídeos se foi eu quem respondeu os seus comentários, etc Muitas dúvidas sobre esse assunto, né? Neste vídeo vou responder essas questões e contar um pouco sobre minha experiência com a língua portuguesa

Vamos lá Para quem não sabe nada sobre mim Eu nasci e cresci surdo Como na década de 90, não tinha muita informação sobre Libras muito menos Surdez a primeira língua que eu aprendi foi o português que minha mãe começou a me ensinar aos 3 anos aprendi oralizar com o uso de aparelhos auditivos mas eu não tinha noção dessa língua por isso acabei não me desenvolvendo como uma criança ouvinte eu não ouvia o som produzido pelas palavras então não conseguia reproduzir com exatidão Eu só decorava as palavras e falava que nem papagaio não sabia seus significados não conseguia me expressar com frases espontaneamente mas mesmo assim continuei decorando várias palavras Aos 7 anos, quando aprendi a Libras comecei a entender o português com a ajuda da Libras por exemplo, a professora de Libras apresentava a palavra em português "CHORAR" e em seguida sinalizava em Libras essa palavra e assim por diante, então só dessa forma eu consegui entender melhor a língua portuguesa Depois comecei a estudar conjugação do verbo (passado, presente, futuro, etc) as classes gramaticais do português e até aproximadamente uns 12 anos continuei sem entender a estrutura da língua não entendia como formar uma frase certa de acordo com a gramática Por isso, acabei escrevendo tudo confusão a maioria das pessoas nem conseguia entender o que eu queria dizer Por exemplo

O resultado disso foi que comecei a sofrer bullying por ser chamado de “burro” na escola Meus colegas não entendiam a minha condição E, como eu me tornei fluente em português? Bom, eu não sou fluente, mas conheço o suficiente para me comunicar e como eu consegui isso? Graças às tecnologias digitais! Na época passada eu usava muito o MSN acessava todos os dias depois que chegava da escola só usava para bater papo com meus amigos virtuais (ouvintes) e alguns (ouvintes) que moravam na mesma cidade que eu que não sabiam Libras

Continuei escrevendo tudo confusão ainda Ah, quero agradecer muito a eles pela paciência comigo ficamos horas conversando até madrugada, coisas de adolescentes Aos 16 anos

Num certo dia fiz uma pergunta para minha amiga: mais ou menos assim Daí ela respondeu indiretamente como se quisesse me corrigir Logo me atentei a entender conjugação de verbos percebi que eu estava errando o tempo todo Corri para minha mãe e mostrei frases que fiz para ver se eu escrevi certo ela orientou e me ensinou como escrever corretamente A partir disso, vivia aprendendo mais voltei a estudar as classes gramaticas etc Até hoje não sou fluente como já mencionei mas estou sempre estudando e aprendendo, um dia eu chego lá, né mesmo?! Agora respondendo as perguntas de vocês Gente, sou eu sim quem escreve os roteiros dos vídeos e as legendas feito isso envio para a assessoria [ouvinte] do canal para alguns ajustes Quanto aos comentários esses eu respondo totalmente sozinho, sou só eu e vocês

Quero lembrar que não sou professor de português, estou aqui pelo diálogo, okay? Os surdos não conseguem aprender os conteúdos padronizados na escola têm mais dificuldade do que ouvintes isso já foi mostrado na minha história de vida Então para ensinar e estimular os surdos a se desenvolverem o professor de português precisa observar os surdos no dia a dia saber seus costumes, interesses, assuntos, gostos pessoais, objetos reconhecer as diferenças linguísticas etc Todos os surdos se bem instruídos aprendem como qualquer um vale lembrar que não se trata de dificuldade intelectual e sim de oportunidade! Quem é [email protected] de surdos por favor, compartilhe a sua experiência de ensinar o português aqui com a gente sugestão ou dicas aqui nos comentários É muito importante essa troca de informações!!! Por hoje é isso, espero que vocês tenham gostado do vídeo E não se esqueçam de clicar no “GOSTEI” que me ajuda muito e compartilhem

E mais uma coisa estão participando do sorteio? Quero ver todo mundo lá, hein? E, agora nossa aulinha de Libras em um minuto Semana que vem vai ter uma novidade muito legal para quem quer aprender a Libras e alcançar a fluência fiquem de olho no meu Instagram Vamos lá aprender os sinais de hoje Muito obrigado pela atenção!!! Até o próximo vídeo!!!

Aula 1 – O que é Português Como Língua de Acolhimento? Questões iniciais.

Olá! Sejam bem-vindos ao meu canal Meu nome é Ana Paula de Araújo Lopez eu sou doutoranda em Linguística Aplicada pela Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG)

Eu estudo a área conhecida como Português como Língua de Acolhimento que é, (vou falar a grosso modo, tá?) ,o ensino de português para imigrantes deslocados forçados ou seja aqueles imigrantes que chegam ao Brasil por meio de processos deslocamento forçado ou de crise, como os refugiados, por exemplo Esse vídeo tem o objetivo de explicar um pouquinho mais sobre esse conceito, sobre essa área de pesquisa e de ensino e ajudar você que se interessa pelo tema a iniciar seus estudos na área, tá bom? Vamos lá, então? O Português como Língua de Acolhimento é uma ramificação da área de português como Língua estrangeira (PLE) ou Adicional (PLA) Basicamente, o que diferencia o português como língua de acolhimento de outros contextos de ensino dentro do escopo do PLE ou Adicional é mesmo o público alvo e os objetivos do do ensino e da pesquisa nesse contexto Aí você deve estar se perguntando: – "Mas, Ana, então quer dizer que todos os estrangeiros que eu dou aula, cada grupo sendo diferente, tendo objetivos diferentes, então eu vou ter que criar um nome pra todos esses contextos?" Bom, não é bem assim! Na verdade, a gente tem um nome específico, Português como Língua de Acolhimento – que aqui nós vamos chamar de "PLAc" só pra facilitar – justamente porque nós estamos tratando de um grupo minoritarizado no país e, somente para fazer um parêntese, eu vou explicar um pouquinho o que é minoritarizado para que vocês entendam que estou querendo dizer "Minoritarizado" é um termo que eu escolhi utilizar no lugar de "minoria"

Também não é usado num sentido demográfico, ou seja, para se referir a um grupo composto por poucas pessoas em comparação a um grupo maior de pessoas Usar "minoritarizado" no lugar de "minoria" é uma escolha para enfatizar que isso é uma consequência de processos sociais, históricos, econômicos, políticos que levaram esse grupo a estar nessa condição, isso é, ocuparem uma posição em que estão destituídos de certos direitos e/ou estão em relação de desvantagem perante outros grupos de imigrantes

Apesar de ser algo muito complexo, porque é um fenômeno social com todas as suas complexidades, eu vou tentar me arriscar aqui efalar um pouquinho porque o grupo composto pelos imigrantes deslocados forçados estão em certa desvantagem social em comparação com outros grupos de imigrantes no país Isso acontece principalmente por dois motivos: Primeiro: pelos processos de migração dessas pessoas E segundo: pela vulnerabilidade, advinda tanto desses processos, quanto de outras questões Primeiramente, no que diz respeito ao processo de migração: os deslocados forçados, como os refugiados e imigrantes ecológicos, eles são, geralmente, motivados a migrarem por outros motivos motivos "mais fortes" – se a gente pode chamar assim – do que turistas, por exemplo Então,eles chegam ao país de destino muitas vezes sem um projeto prévio de migração, sem muita elaboração desse projeto

Não entenda mal: claro que eles têm um pequeno projeto – se a gente for pensar, por exemplo, nas pessoas que ainda estão deslocadas forçadamente dentro de seus países em diversos países do mundo – mas, muitas veze,s isso é diferente é decorrido (decorrente*) de alguma coerção um pouco mais forte que leva essas pessoas a terem que se migrar – e não simplesmente o fato de querer fazer uma viagem ou de aprender um novo idioma ou simplesmente ir trabalhar num outro lugar porque recebeu uma oportunidade de emprego, por exemplo E a vulnerabilidade social dessas pessoas advém justamente do fato de que muitas delas podem ser que enfrentam problemas econômicos, problemas, às vezes, psicológicos advindos desses mesmos processos de migração forçada então eles têm uma certa vulnerabilidade – que também não é igual pra todos, é importante a gente falar isso né – é porque a gente tem que considerar também quando estamos falando de vulnerabilidade, diversos fatores que influenciam, por exemplo, o gênero da pessoa, a religião, a etnia, né, a aparência física (você já deve entender o que estou querendo dizer) mas, no geral, os imigrantes deslocados forçados podem ser considerados mais vulneráveis e, portanto, um grupo minoritarizado justamente porque eles têm um pouco menos de direitos, né, eles têm que reafirmar a sua identidade o tempo todo justamente porque também é uma identidade muito controlada por legislações internacionais, né? Então eu estou querendo dizer é que esse grupo ele é minoritarizado devido a essas questões Então, se a gente tem um grupo que tem demandas um pouco mais, vamos dizer assim, "sérias", talvez por não terem/não serem vistos da mesma forma pelas outras pessoas muitas vezes serem mal interpretados – a gente acompanha na mídia pela fala dos imigrantes como eles, às vezes, são indesejáveis no país não tanto quanto outros imigrantes que aqui vem, né, principalmente de países mais ricos e mais desenvolvidos Então, nesse contexto todo, a gente marcar área de Português como Língua de Acolhimento é uma estratégia dos pesquisadores da área e dos profissionais também para marcar esse contexto, para visibilizar essas pessoas, a situação dessas pessoas, e também como um ato político de marcar o contexto de ensino para uma minoria (composta) de imigrantes no país Então, gente, pra terminar – porque eu falei demais nessa nossa primeira aula – eu queria deixar aqui somente alguns lembretes, alguns pontos importantes para vocês pensarem nas pesquisas futuras e também se forem desenvolver aulas, cursos ou forem trabalhar com imigrantes

Então é importante, em um primeiro momento, a gente sempre reconhecer que esse grupo é heterogêneo; eles têm processos de deslocamento que são forçados ou de crise mas nem por isso todos têm a mesma demanda, obviamente, nem todos têm as mesmas necessidades e nem todos têm os mesmos objetivos, né? Então a gente tem que pensar também, e parar de reproduzir esse discurso de que o português é uma obrigatoriedade para eles e que isso é que vai causar que o imigrante ascenda socialmente no país, porque a gente não pode prometer isso além do mais, pode ser que o lugar onde esse imigrante vá viver no país outras línguas sejam mais importantes que ele aprenda, né, como quem vai viver em área de fronteira ou em comunidades que falam outros idiomas no Brasil, né considerando que a língua portuguesa é a língua oficial, a língua majoritária no nosso país, mas não é única, né? Em último lugar, como é um grupo minortarizado, o ensino para essas pessoas, ele tem que seguir, a nosso ver, três pilares importantes – aqui nós estamos nos baseando em uma pesquisadora que é a Terezinha Maher Eu vou deixar o link aqui embaixo do texto dela Os três pilares são: a politização desses imigrantes, né como é um grupo minoritatizado eles têm que saber dos seus direitos e de seus deveres e tudo isso, gente, na sala de aula de português mesmo e, em segundo lugar, a educação do entorno, ou seja das pessoas que estão ao redor desse imigrante porque não adianta de nada o imigrante reconhecer seus direitos mas a população ao redor dele não ajudar, a validar esses direitos, não reconhecer como legítimos, né e aí, claro, que a capacidade de atuar ou de acesso a esses direitos fica cerceada se o entorno desse imigrante – as pessoas que estão ao redor – não têm conhecimento desses direitos também e não legitima esses direitos Tá, bom? Então como que a gente faz isso no nosso curso de português? Pode ser com algumas atividades – atividades simples, como eu fiz quando eu trabalhava com esse tipo de imigrante em Belo Horizonte (MG) Nós fazíamos

nós fizemos uma vez um projeto que deu muito certo que foi o "amigo de carta" – que eu, numa aula ensinando localização para os nossos alunos (endereços e coisas assim) a gente fez um projeto de "amigo de carta" Eu escolhi alguns amigos meus na universidade que eu estudava e eles eram amigos de carta dos imigrantes Aí um contava a vida dele para o outro

Isso é um projeto super simples que dá para você fazer na sua sala de aula E aí esses outros amigos meus tiveram contato com esses imigrantes inclusive tiveram oportunidade de perguntar coisas que eles tinham dúvida sobre os processos de imigração/sobre quem são essas pessoas Outro projeto interessante, pode ser uma uma peça de teatro e ou ainda projetos como o "Abraço Cultural" que acontece em São Paulo (SP) (que eu também vou deixar o link aqui embaixo) e, claro, é importante falar que esses projetos podem ser projetos assim como feiras e questões "mais superficiais", vamos dizer assim mas também é sempre bom que haja espaço para debates, espaço para que essa população entre em contato com essas pessoas [imigrantes] e, sim, se acrescentarem mutuamente para desenvolverem um conhecimento de si próprios e desse outro, né, que está aí É um processo de educação desse entorno mesmo, tá? E o último ponto, de acordo com a pesquisadora, a Maher (2007), seria avanços na legislação – que sempre têm que haver já que é um grupo minoritarizado Mas, você deve estar pensando, "mas eu não consigo fazer isso na minha sala de aula, eu não consigo criar leis!" Realmente, a gente não consegue, mas, eu tenho certeza que politizando nossos alunos, educando a sociedade que está ao redor dele para conviver com essa diferença, respeitando e legitimando os direitos desses imigrantes isso, sim, vai levar com que o próprio imigrante e as pessoas ao redor "empurrem" o Estado para promover leis benéficas, mais adequadas e benéficas para essas pessoas, tá bom? Bom, pessoal, nós vamos ficar por aqui hoje espero que vocês tenham gostado do vídeo – foi um vídeo bastante introdutório mas espero que deixe aí para vocês vocês pensaram, para vocês procurarem saber mais Estou aberta a comentários, a perguntas, qualquer coisa deixe seu comentário aqui curta o nosso vídeo e até a próxima!

Como o INTÉRPRETE EDUCACIONAL Pode Ser a Ponte que conecta LIBRAS e LÍNGUA PORTUGUESA

Qual a relação entre, o Intérprete educacional ficar de pé na hora da tradução e da interpretação e a língua portuguesa? Olá! Parece estranho (não é?) haver alguma relação entre:estar de pé, durante o processo de tradução e interpretação para o educando surdo e a língua portuguesa (!!!) Mas eu vou te mostrar o raciocínio da coisa, para você entender: Eu sou uma defensora de que, o intérprete educacional deve se colocar de pé e de frente para o aluno surdo, quando ele vai traduzir e interpretar as aulas Também sou defensora de que, esse posicionamento deva ser paralelo ao professor

Hoje, a gente vai focar nessa relação entre interpretar de pé, de frente ao educando surdo e a língua portuguesa Se você está de pé, paralelo ao professor, ou à professora, o aluno está podendo ver a tradução e interpretação que você faz e está podendo ver o professor Ok, tudo bem! O aluno surdo, não é visual? Sim ele é visual Se ele é visual, ele precisa do concreto, para entender correto? Por que? ELE NÃO ESCUTA! Então, ele precisa VER! E, no quê ele vê, as coisas estão concretas ali, se apresentando para ele

Ok? O Intérprete vai traduzindo de uma língua para outra, enquanto o professor está dando a aula, mas ele também está INTERPRETANDO aquela aula Durante o processo de interpretação, dentro da sala de aula o intérprete é: um adjetivo; uma célula; é uma personagem de uma história; ele é vários personagens de uma história; ele é uma lâmpada; ele é uma montanha; ele é um cavalo; ele é uma barraca de acampamento; ele é um tapete; ele é uma caixa de lápis de cor – durante a interpretação! Porque nós, o nosso trabalho, consiste num processo neurológico, de traduzir de uma língua para outra, mas também num processo de expressão facial e corporal, certo? Quando a gente junta, a tradução e a Interpretação dentro da sala de aula, o aluno está olhando para você, enquanto o intérprete, e está assistindo de verdade aquela aula, porque ele olha para o professor muitas vezes, para complementar, aquilo que ele está vendo aqui, você está traduzindo, mas você também está interpretandoEntão, ele está envolvido ali com aquilo! Não importa qual é a disciplina; importa o envolvimento dele, porque ali está uma somatória, tanto de tradução do que está sendo dito, como de interpretação, ok? Aí terminada essa explicação; terminada a tradução e a Interpretação, normalmente, os professores dão alguma atividade, dão algum exercício, para que eles façam E normalmente, essas atividades são escritas Normalmente, não é? E aí?!? O aluno tem dificuldade com a língua portuguesa, entretanto, se você traduziu, se você interpretou nota “1000”, ele entendeu, ele está por dentro do conteúdo

Aí vem lá as perguntas Você vai ter que, de novo, traduzir para ele as perguntas, porque ele tem extrema dificuldade com a língua portuguesa – a maioria deles, tá a gente? Não tô falando das exceções que dominam legal, tô falando da maioria – que tem extrema dificuldade E aí conforme você vai traduzindo as atividades que têm que ser feitas, ele vai associando: -Hummm…’ o rei, o nome daquele rei lá que, a professora falou na explicação’: ah esse ‘cara’ aqui – ah ele é um homem; é uma mulher; ah, o nome dele é tal! GUARDOU! PRONTO! Por mínimo que seja, o conteúdo em língua portuguesa, que ele consegue GUARDAR é mais do que nada! Por que? Porque, sem querer, sem planejar fazer isso, ele consegue associar a explicação que o professor está dando, a tradução e interpretação que, o Intérprete está fazendo, enquanto o professor está explicando e o conteúdo escrito em língua portuguesa: um texto no livro que ele vai ler, ou as atividades que ele vai responder, está lá, está tudo vinculado e aí, ele vai dominando as palavras – algumas palavras!!! Entendeu o porquê que, eu sempre falo de ficar de pé? Porque se, você se coloca ao lado, sentado ao lado do educando surdo, para traduzir e interpretar vamos supor que você está aqui e o professor está aqui; você está ao lado do aluno surdo, você não está paralelo ao professor Então, ele vai olhar para você e vai perder o professor Você acha, que ele vai perder o professor? não vai! Ele vai deixar você falando, para ele olhar para o professor! (como eu já mencionei isso em outros vídeos,, aqui no canal) Então, você no paralelo, ele já está vendo os dois: intérprete e professor -juntos Aí vem a atividade escrita; Você traduz para ele, porque ele tem dificuldade com a língua portuguesa; aí na atividade fala o nome da célula que, o professor explicou; Ele olha aquilo… -A célula! Humm a célula, hamm o nome da célula é tal! Ou do rei , ou seja lá da disciplina que for! Entendeu?!!! Então… É importante, você refletir sobre essa minha sugestão que dou: “Traduzir e interpretar em pé e de frente ” principalmente dentro da escola, porque é lá onde o aluno surdo passa uma boa parte do tempo de vida dele e é ali, o grande celeiro de oportunidade, para ele poder fazer essa associação entre o concreto, o visual e a palavra escrita – a modalidade escrita a qual, ele tem tanta dificuldade! Você faz a sua parte, dentro de sala de aula; aí esse educando vai para a sala de recursos – as professoras da sala de recursos também dão lá o reforço; aí, ele vai para casa e faz parte de uma família consciente, da necessidade de dominarem a libras, para poderem ter uma comunicação mais efetiva e mais producente, com o familiar surdo e então, ele vai ‘lincando’ tudo! E as chances desse aluno surdo aumentam exponencialmente, tá? Tá! Tudo bem! Eu estou sendo otimista! Ué, mas a gente pode acreditar numa coisa assim, porque, de verdade, ele vai à escola todo dia – você está lá atendendo ele, todos os dias; De verdade, ele vai à Sala de Recursos não sei quantas vezes por semana – isso também é, outra realidade

A questão da família: algumas já têm essa consciência, outras ainda não, mas a gente vai fazendo um trabalho de formiguinha, até que um dia, essa consciência expanda e fique bem! Mas se não tem ainda, com a família, pelo menos dentro de sala de aula, você está fazendo o seu possível, para contribuir, para colaborar com esse educando surdo, para que ele tenha autonomia, não é? Porque ele não vai estar com você, 24 horas do dia e o mundo é feito de escrita, a comunicação – grande parte é escrita e quem perde é ele, quanto menos ele sabe, da língua portuguesa Ok?! Então é isso! Espero que o vídeo de hoje ajude você a refletir muuuuuuuito, durante os próximos dias a respeito da sua colocação em sala de aula, enquanto intérprete educacional, Tá bom?! Muito obrigada, por você ter ficado comigo até aqui e a gente se encontra no próximo vídeo! Até lá!

Mia Couto – Como classificar a arte?

Eu não vejo que haja uma distinção que possa ser feita entre o grupo da língua espanhola e esse universo da língua portuguesa Porque, se tu olhares, a diferença que há entre

Sei lá, imagina Entre Érico Veríssimo, entre Graciliano Ramos, entre Guimarães Rosa, Jorge Amado São diferenças tão profundas entre eles que cada um constrói o seu próprio universo, há ali uma proposta de abordagem completamente diversa, não é? Portanto, é como se cada autor construísse o seu próprio universo, a sua própria proposta Da mesma maneira que não se pode comparar Cortázar com Jorge Luis Borges, não? São incomparáveis, cada um tem a sua própria escola, portanto, empacotar isso no mesmo grupo acho que é um pouco forçado Nenhuma obra de arte pode ser classificada completamente dessa maneira, ou de alguma maneira Qualquer “ismo” que se constrói em relação à arte fica sempre aquém daquilo que é um Que o autor, quando faz, ele raramente está prisioneiro desse pensamento tão esquemático assim E, às vezes, quem Quem constrói um modelo, não são os próprios artistas, não são os próprios produtores da arte São os outros que estudam a arte E que criaram, por exemplo, esses nomes como “realismo mágico”, não é? Que é uma coisa estranhíssima, porque nenhum Eu acho que isso foi criado fora da América Latina Aquilo que faz García Márquez, por exemplo, que é, vamos dizer Há ali um surrealismo, mas é um surrealismo que nasce do seu próprio país, da sua realidade que é ela própria surreal, que é efervescente, que tem contrastes profundos

E o único modo de tratar isso é fazer esse tipo de literatura que ele fez, era isso, né, era uma coisa que não tinha, aparentemente, não tinha uma história por trás Mas tinha, porque, se tu fores ver, cada um deles se declara sua própria história Por exemplo, eles acabam por ir beber em Juan Rulfo, que é, digamos, uma espécie de primeira pedra nessa ruptura contra um certo respeito do realismo, escolas que vêm da Europa