UFJF/SEMIC 2019 – ''No entre da formação docente em matemática e suas políticas cognitivas''

matemática e suas políticas cognitivas aconteceu de setembro de 2018 a julho de 2019 e teve como questões motivadoras: como alguém aprende? que políticas são acionadas no aprender? como essas políticas implicam-se com e no processo formativo? para isso nos debruçamos no estudo de alguns autores em algumas autoras: Jean Piaget Lev Vygotsky, Humberto Maturana, Francisco Varela, a pesquisadora brasileira Virgínia Kastrup, entre outros Nosso interesse está voltado por compreender os processos cognitivos a produção do conhecimento, os processos formativos que se dão ao produzir conhecimento

A partir do que esses autores dizem a respeito à cognição nos interessava as aplicações para pensarmos a educação matemática e, com ela, a formação docente em matemática O nosso modo de trabalho foi de nos reunirmos semanalmente em um grupo de estudos constituído da seguinte forma: doutora Margareth Rotondo, professora da FACED/ UFJF, como coordenadora, Mestre Giovani Cammarota, também professor da FACED/UFJF e no momento doutorando pelo programa de pós- graduação da Faculdade de Educação da UNESP de Rio Claro Leiliane Paixão, mestra pelo PPGE/FACED, também pedagoga, professora da rede pública de Juiz de Fora, mestra Maria Paula Belcavello, também pedagoga e professora da rede pública de Juiz de Fora, hoje doutoranda do PPGE/UFJF Pedro Mendonça pedagogo e mestrando do PPGE/UFJF, Andres Hurtado, licenciado em matemática e mestrando pelo PPGE/UFJF e por mim, Ailton Ferraz, bolsista de iniciação científica e aluno da licenciatura de matemática da UFJF Todos nós participamos do Travessia Grupo de Pesquisa, que é um grupo reconhecido pelo CNPq Sobre nossos estudos podemos dizer: a epistemologia genética piagetiana aparece como um construtivismo, como uma relação de construção progressiva do sujeito na relação com o objeto Esse construtivismo segue uma política cognitiva de reconhecimento que se faz com um caminho necessário ao estabelecer o primado da investigação do pensamento lógico- matemático, uma ordenação linear e progressiva das etapas do desenvolvimento cognitivo

Já a psicologia histórico-cultural desloca a investigação da cognição para o campo de uma dialética entre o indivíduo e a sociedade tomando o homem como ser primordialmente social e cultural A psicologia histórico-cultural põe em jogo uma política cognitiva e pode ser compreendida como reconhecimento orientado pelas forças culturais dominantes num certo momento histórico A partir dos estudos a respeito da cognição inventiva de Kastrup(1999) fomos levados a uma discussão enfrentada por Sancovisch que irá traçar ressonâncias entre psicologia histórico-cultural em Vygotsky e abordagem enativa em Varela, para isso a autora pensa a noção de cultura em Vygotsky como algo em processo de invenção e o conceito de enação em Varela que diz da ação produtiva que faz emergir a um só tempo o si e o mundo As ações produzidas nesta iniciação científica, desde os estudos e as discussões realizadas, tanto no grupo de estudos quanto no Travessia, atravessaram o meu processo formativo como licenciando de matemática e hoje bolsista da pesquisa Ao ingressar na UFJF eu possuia uma meta: mee graduar o mais rápido possível para conseguir o diploma e começar a trabalhar

Desse modo, iria reproduzir o modelo de escolas em problematiza-lo Hoje eu entendo que meu papel como o futuro professor vai muito além de contribuir para a aprovação no vestibular dos meus alunos das minhas alunas, como futuro professor de matemática um saber me constitui, de que modo esse saber afeta os meus alunos e as minhas alunas? Com que políticas e práticas cognitivas atuarei como professor de matemática? Sou consciente da existência de políticas de educação e dentro da estrutura de escola no país Há política atuando no mundo Diante dessas relações postas em jogo: como estar atento, como professor, a essas políticas? Os encontros realizados na pesquisa e os afetos disparados criaram outros rumos no processo formativo, fazem cair modos, nascer outros Afinal, não é esse é um dos papéis dos processos educativos? Formação de vida, perturbar e potencializar dessubjetivação e subjetivações